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27 de ago de 2014

Eurobike 2014

Tá rolando a eurobike deste ano. Aqui tem uma boa fonte de fotos para acompanhar as tendências. 

E as tendências, ao menos para "road bikes", vamos chamá-las assim, são freios a disco e as "gravel bikes" ou, vamos chamá-las assim,  bicicletas para o campo, ou bicicletas para estrada de chão. (tem também as fat bikes, mas nem quero comentar sobre elas...)

Mais um nicho que surge, após a maré das fixas, aproveitando que o nicho das MtBikes encontra-se o hiper saturado e hiper especializado, a indústria achou uma boa vender bikes que não são MTB, mas que servem para pegar uma estrada de saibro (o que a gente fazia numa boa com uma MTB, hehehehe!!!)

Haja dinheiro para manter o vício!!!

26 de ago de 2014

Troca de eixo


Na trilha de pequena melhorias...

Quando solicitei que fossem montadas as rodas para a nova bike velha, não me dei conta que o espaçamento do eixo traseiro para speed, original dos cubos Sansin herdados da minha C12 (usualmente, 126mm) e para Mtb (130 ou 135mm) é diferente... ou apenas me esqueci deste detalhe.

Fato é que um dia  tive que consertar um furo no pneu traseiro e "me lembrei" disso ao ver o quanto o triângulo traseiro estava tensionado por conta da compressão das gancheiras pela blocagem: tinha que rosquear a blocagem, comprimindo o espaço até que fosse possível fechar a blocagem. Não que isto tenha alterado/deformado ou prejudicado a estrutura do quadro, até p/q, sendo o mesmo de cromo, não me preocupei com isso dada a flexibilidade do material - o quadro poderia absorver facilmente esta diferença quando a blocagem era fechada. Mas...

... nem me passou pela cabeça deixar passar esse problema. Assim, decidi realizar a troca do eixo, tendo em vista também, que não era minha intenção manter a blocagem na roda traseira - motivos: a) segurança, evitar que algum malandro venha a me levar a roda traseira (é a mais cara...); b) geralmente, quando preciso remover alguma roda, para transporte em veículo, ou para acorrentar, é a roda dianteira a que é removida, o que torna a blocagem desnecessária naquela roda; c) estética, sinceramente, acho as porcas mais legais na bici do que as blocagens.

Assim, me muni do ferramental adequado e executei a troca, conforme segue (a documentação da operação foi meio pobre... às vezes você está sujo de mais, ou concentrado demais para parar o que está fazendo e pegar a máquina fotográfica para o devido registro):

Chaves de cubo, nos tamanhos 13/14 e 15/16 - tem que ser estas "fininhas", específicas para cones e contra cones. A chave "inglesa" pode ser necessária.
Material / peças que comprei:

- 01 eixo traseiro completo, R$ 5,00

Vem o jogo completo, ou seja, o eixo mais porcas, contra cones e cones de eixo. Mas  como tudo hoje em dia, esses acessórios novos são muito, mas muito vagabundos mesmo, então optei por utilizar os contra cones e os cones antigos / originais do cubo japonês Sansin, que são claramente superiores além de já estarem "amaciados" pelo tempo.

Destas partes novas, fiquei com o eixo, porcas externas e espaçadores. As esferas ainda estão em condições, mantive-as, bem como os espaçadores de alumínio que não tive que cortar. 


Eram 7 exatos mm...
Após desmontar o eixo original, fiquei com um monte de peças na mão e uma dúvida:


- Iria precisar refazer o guarda-chuva da raiação da roda traseira??? 


Caso positivo, o trabalho seria muito maior, sem contar que a roda estava muito bem montada... definitivamente não estava nem um pouco  fim de ter que refazer...

Bem, só teria esta resposta após haver montado parcialmente o novo eixo.

Acessórios da esquerda são os "novos"; os da direita os originais. notar que os espaçadores originais são todos de alumínio (já bem judiados pelo uso), por exemplo.

Cones originais do cubo japonês - notar a homogeneidade no desgaste das pistas de rolagem, onde as esferas tocas as pistas - e não tem buracos! O material é muito resistente mesmo.


Estes cacos aí foram os que vieram com o eixo "novo"; a peça que faz as vezes de cone nem concavidade possui, tal a porquice na fabricação. Só para completar, notar que, mesmo estando embaladas, as peças se oxidaram...



A graxa, além de lubrificar, serve para manter as esferas no lugar na hora de se colocar o eixo.



Isso aí são aparas de metal minúsculas, que saíram da limpeza das esferas e das pistas do cubo...e ficaram no paninho da limpeza. por isso o cubo de esferas deve ser  verificado com frequência, para ver se há necessidade da troca de algum dos componentes. (Anda muito difícil de se encontrar as esferas soltas nas bicicletarias).

Finalmente, com os cones no lugar, verifiquei o alinhamento da roda e fiquei muito feliz ao perceber que a mesma manteve-se alinhada com o quadro. Bastou, então acrescentar os devido espaçadores. no lado da tração, o espaçador ficou perfeito; porém, no lado oposto o espaçador ficou pequeno (lógico, o eixo original era mais curto, não é?!). e o espaçador que poderia ser utilizado - o que veio no eixo novo, também não servia - comprido demais.
a solução foi manter o espaçador original e cortar o novo. Isso p/q a operação de corte seria complicada numa peça curta... eu uso uma serrinha de arco. quanto mais curta a peça, mais difícil é para serrar.


Tá tortinho, né?? sem problemas, pois o espaçador é mais largo por dentro, sem forçar o eixo ou as contra-porcas. (hmmmm, acho que posso melhorar esta montagem...algo estranho por aqui)

Terminei de montar tudo, limpei e teste final:

Encaixe exato no lado esquerdo...(a porca está frouxa)


...e no lado da catraca. A roda entra exata, sem folga ou sem ter que afastar as gancheiras. O trabalho ficou dentro da minha expectativa.

No final, rodando com a bici, a senti muito mais "redonda" ao pedalar. Pode ser coisa da minha cabeça, mas em se tratando de mecânica, o instrumento sempre deve estar bem regulado para se obter o resultado adequado.

7 de ago de 2014

Aero

Artiguinho interessante sobre a aerodinâmica.


Segundo o texto, na imagem abaixo, as áreas em branco amarelo são aquelas com maior resistência aerodinâmica; as linhas am branco são locais de alta velocidade de deslocamento de ar, enquanto que as róseo azuladas são locais de baixa velocidade de deslocamento do ar.

Ainda, segundo o artigo, o ciclista em si (sendo as pernas a parte que gera o maior percentil deste arrasto) responde por 72% do arrasto aerodinâmico; quadro e garfo vem a seguir com 5,7%; partes móveis vem com 5,2% (não deixa claro se as rodas estão nesta classe de componentes...); pior, garrafinha - só ela!! gera 4,5% do arrasto; e, pior ainda, cabeamento aparente gera 3,8%!!

Avaliação bem rápida:

1- Foi simulada uma bici da triathlon, com o ciclista em posição aerodinâmica, rodas "aero", etc.

2- Mesmo em posição aero, o ciclista continua sendo o fator principal gerador do arrasto, numa proporção de2/3 do arrasto total;

3- Considerado o total em torno de 28% gerador pelo equipamento em si, pensar que o cabeamento, algo pouco considerado pelos ciclistas, representa mais de 10% do arrasto, é surpreendente!!

4- Quanto ao conjunto quadro + rodas, mantenho minha posição de que quadro aerodinâmico faz diferença irrisória - apesar de estar sendo um ótimo negócio para a indústria; bem como as rodas...

Reparem que na imagem, o arrasto maior das rodas aparece em uma parte, de cerca de 1/3 da circunferência da roda, e junto aos pneus (e naqueles aros "gordinhos", os quais, supostamente, deveriam estar favorecendo o conjunto mais do que esta representado aí)... ou seja, justamente na área onde não tenho visto nenhuma "melhora" aerodinâmica ultimamente.

Taí, ótima chance para indústria de pneus realmente ganhar dinheiro.





(Image: John Hart, Centre for Sports Engineering Research Sheffield Hallam University)- (newscientist.com)


1 de ago de 2014

Vagamente inspirado - parte II

Progresso!!! finalmente!!!

Após a primeira etapa, consegui uma brecha na agenda e apliquei o fundo para metais. Até aqui, barbada. aproveitei para treinar a mão no manejo das latinhas de spray, força no dedo, velocidade dos movimentos e distância adequadas para se obter um recobrimento aceitável.


Tadaaam!! daqui, parece tudo legal!

Como primeira experiência em pintura caseira, já de cara consegui perceber por que se pinta em cabines de pintura (os profissionais, é claro...).

O clima melhor é o seco, não necessariamente muito quente, mas o dia deve estar bem seco. Pintar ao sol ajuda, mas pode atrapalhar, ofuscando e impedindo a vizualização de pequenas falhas.
Vento também atrapalha pacas! Empurrando a tinta para qualquer outro lugar diferente daquele para o qual você direcionou o jato... um saco!!

E, o grande segredo está, enfim, na mão do pintor. Treinar a mão e obter uma boa sincronicidade dos movimentos é essencial, indiferentemente da qualidade dos instrumentos que se tem.

A fonte do jato não deve estar nem perto demais, nem longe demais (pode-se obter alguns efeitos de pintura com este distanciamento, se for este o desejo); a velocidade do movimento da fonte deve ser constante, para depositar a mesma quantidade de tinta ao longo de toda peça. O dedo que aperta o botão do spray deve estar bem firme e acostumado à pressão... se o botão for fininho, logo começa a doer e cansar e você não consegue mais pintar direito.


mais perto
Mais progresso; depois de bem secas, as duas mãos de fundo, apliquei a lixa Nº 500, que serve para remover a microrugosidade da pintura, deixando a base com fundo muito lisa e pronta para se aplicar a tinta com cor.

Lembrete: antes de aplicar o fundo, lave muito bem as peças, com água e sabão, enxague bem e seque muito bem, de preferência ao sol.

O lado ruim de se fazer em casa...  escolhi mal o dia para aplicar a tinta, mas, como a agenda é curta, sobrou um tempinho, lá fui eu.

O que ocorreu, já na primeira mão, foi que a lona sobre a qual eu estava pintando, levantou -se com o vento o "lambeu" as peças ainda com tinta fresca... o que, a princípio não me pareceu sério, mostrou-se um desastre logo após. Tentei limpar a tinta da parte afetada, porém, descobri que uma camada leve do fundo se dissolvera em contato co a tinta, formado uma mistureba única de fundo cinza com a tinta automotiva!!

O resultado é que, esta parte ficou irrecuperável e a solução foi esperar secar, voltar a lixar para refazertsanto o fundo como a tinta. Veja abaixo


Já eras! Tem que ser tudo refeito. Tome lixa! (sim, o avanço tem um amassão...)

Aqui no guidão, idem

OK, tudo refeito, o que não foi fácil pois a tinta nova, mesmo depois de uns dois dias secando, continua um pouco "grudenta" ao ser lixada, consegui terminar a primeira mão de tinta.
Não sem ter rateado a mão, o que ocasionou esta meleca da foto abaixo:


Glub, glub...

Não adianta, este tipo de serviço tem que ser feito com calma. Me afobei e, na pressa, acabei errando a mão na distância na pintura do avanço. A tinta começou a escorrer, e, em desespero, tentei algo que deu certo: removi com muito cuidado e usando um pincel bem fino, deste escolares, aquelas gotas em excesso. Depois consegui, com uma camada bem sutil de tinta, homogeneizar a superfície. Ficou aceitável. 

Finaliza no próximo post.