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8 de dez de 2014

De ciclista para ciclista


Depois de uma cena destas, só resta nos armarmos com barras de ferro, um balestra, um corte moicano...(não foi comigo, ok??)


19 de nov de 2014

Selim novo





Atualmente, a única bici na qual venho investindo é a Trek, até por que é a que mais vem sendo usada.

E, ultimamente, algo que vinha realmente me incomodando era o selim original desta bici. Mesmo nos curtos deslocamento, sentia pressões nos lugares "errados", digamos assim. A tal ponto que no final de alguns deslocamentos curtos, tinha que finalizar o trecho pedalando em pé, praticamente.

Bom, chegou a tal ponto que um dia removi o selim e coloquei no lugar um velho Velo Plush - que já tinha visto dias melhores mas era o que a casa tinha rolando por lá...

Achei que este último fosse durar ao  menos uma semana, prazo suficiente para decidir com calma se iria gastar pouco ou muito nesta aquisição... porém, vejam na foto abaixo a gambiarra que tive que fazer para manter a espuma sobre a base do selim:



Este aqui é o original.

A porcaria da espuma simplesmente descolou da base do selim provisório; no meio do caminho amarrei com o extensor de borracha


Enfim, tive que remover a trava do bolso e comprar um selim novo. Procurei várias alternativas, principalamente entre ofertas nos sites gringos, porém os preços e os tempos de entrega não seriam adequados para a minha situação. Fui para a rua e procurei algo no comércio local.

Encontrei algo que na conta custo X benefício me cabia - com um preço abaixo dos  R$70,00, nem leve nem pesado e pouco estofado. No fim, um Velo bem simplesinho. 


Bastante simples na sua constituição, firme e com o conforto dentro do meu limite aceitável

Também ficou melhor no visual

Emfim, foi o que eu pude, não o que eu desejava. no futuro, talvez consiga trocar por um selim mais adequado.

19 de set de 2014

Vagamente inspirado - Resultado final

Finalmente consegui postar o resultado final da "empreitada" que foi realizar uma (aparentemente) simples pintura de guidão e avanço para a minha Trek.

Seguem as fotos:


Olhando assim, a cor ficou muito, mas muito próxima mesmo da original. De longe não se distingue uma tinta da outra. A diferença fica mais evidente quando não tem sol. Ainda assim, é sutil



Também troquei as manoplas, pois as anteriores eram de espuma.

Também instalei este trocador , melhor do que o V-brake anterior. Pena ter apenas o lado esquerdo.


Nesta foto acima, não se consegue notar um detalhe da técnica de pintura. No quidão, o acabamento final foi dado com lixa 2000, após apliquei o verniz incolor. No avanço, não apliquei a lixa, deixando apenas a pintura para aplicar  diretamente o verniz...

Na foto fica difícil perceber, mas a pintura do guidão ficou sensivelmente melhor do que a a do avanço.



...favor fechar os olhos para este farolete!!



Bom, quanto ao resultado final, fiquei bem satisfeito, principalmente com o aprendizado. Se houver outra ocasião que envolva pintura, vou estar melhor preparado.

Quanto ao resultado estético, também avalio que atingi o pretendido, mesmo que, quando fiz estas imagens, já houvessem alguns batidos e arranhões, pois a bici já estava rodando há algum tempo.

Assim que  tiver tempo, pretendo desmontar a bici toda e dar uma geral na pintura: limpeza, retoques, polimento e aplicação de verniz incolor.

27 de ago de 2014

Eurobike 2014

Tá rolando a eurobike deste ano. Aqui tem uma boa fonte de fotos para acompanhar as tendências. 

E as tendências, ao menos para "road bikes", vamos chamá-las assim, são freios a disco e as "gravel bikes" ou, vamos chamá-las assim,  bicicletas para o campo, ou bicicletas para estrada de chão. (tem também as fat bikes, mas nem quero comentar sobre elas...)

Mais um nicho que surge, após a maré das fixas, aproveitando que o nicho das MtBikes encontra-se o hiper saturado e hiper especializado, a indústria achou uma boa vender bikes que não são MTB, mas que servem para pegar uma estrada de saibro (o que a gente fazia numa boa com uma MTB, hehehehe!!!)

Haja dinheiro para manter o vício!!!

26 de ago de 2014

Troca de eixo


Na trilha de pequena melhorias...

Quando solicitei que fossem montadas as rodas para a nova bike velha, não me dei conta que o espaçamento do eixo traseiro para speed, original dos cubos Sansin herdados da minha C12 (usualmente, 126mm) e para Mtb (130 ou 135mm) é diferente... ou apenas me esqueci deste detalhe.

Fato é que um dia  tive que consertar um furo no pneu traseiro e "me lembrei" disso ao ver o quanto o triângulo traseiro estava tensionado por conta da compressão das gancheiras pela blocagem: tinha que rosquear a blocagem, comprimindo o espaço até que fosse possível fechar a blocagem. Não que isto tenha alterado/deformado ou prejudicado a estrutura do quadro, até p/q, sendo o mesmo de cromo, não me preocupei com isso dada a flexibilidade do material - o quadro poderia absorver facilmente esta diferença quando a blocagem era fechada. Mas...

... nem me passou pela cabeça deixar passar esse problema. Assim, decidi realizar a troca do eixo, tendo em vista também, que não era minha intenção manter a blocagem na roda traseira - motivos: a) segurança, evitar que algum malandro venha a me levar a roda traseira (é a mais cara...); b) geralmente, quando preciso remover alguma roda, para transporte em veículo, ou para acorrentar, é a roda dianteira a que é removida, o que torna a blocagem desnecessária naquela roda; c) estética, sinceramente, acho as porcas mais legais na bici do que as blocagens.

Assim, me muni do ferramental adequado e executei a troca, conforme segue (a documentação da operação foi meio pobre... às vezes você está sujo de mais, ou concentrado demais para parar o que está fazendo e pegar a máquina fotográfica para o devido registro):

Chaves de cubo, nos tamanhos 13/14 e 15/16 - tem que ser estas "fininhas", específicas para cones e contra cones. A chave "inglesa" pode ser necessária.
Material / peças que comprei:

- 01 eixo traseiro completo, R$ 5,00

Vem o jogo completo, ou seja, o eixo mais porcas, contra cones e cones de eixo. Mas  como tudo hoje em dia, esses acessórios novos são muito, mas muito vagabundos mesmo, então optei por utilizar os contra cones e os cones antigos / originais do cubo japonês Sansin, que são claramente superiores além de já estarem "amaciados" pelo tempo.

Destas partes novas, fiquei com o eixo, porcas externas e espaçadores. As esferas ainda estão em condições, mantive-as, bem como os espaçadores de alumínio que não tive que cortar. 


Eram 7 exatos mm...
Após desmontar o eixo original, fiquei com um monte de peças na mão e uma dúvida:


- Iria precisar refazer o guarda-chuva da raiação da roda traseira??? 


Caso positivo, o trabalho seria muito maior, sem contar que a roda estava muito bem montada... definitivamente não estava nem um pouco  fim de ter que refazer...

Bem, só teria esta resposta após haver montado parcialmente o novo eixo.

Acessórios da esquerda são os "novos"; os da direita os originais. notar que os espaçadores originais são todos de alumínio (já bem judiados pelo uso), por exemplo.

Cones originais do cubo japonês - notar a homogeneidade no desgaste das pistas de rolagem, onde as esferas tocas as pistas - e não tem buracos! O material é muito resistente mesmo.


Estes cacos aí foram os que vieram com o eixo "novo"; a peça que faz as vezes de cone nem concavidade possui, tal a porquice na fabricação. Só para completar, notar que, mesmo estando embaladas, as peças se oxidaram...



A graxa, além de lubrificar, serve para manter as esferas no lugar na hora de se colocar o eixo.



Isso aí são aparas de metal minúsculas, que saíram da limpeza das esferas e das pistas do cubo...e ficaram no paninho da limpeza. por isso o cubo de esferas deve ser  verificado com frequência, para ver se há necessidade da troca de algum dos componentes. (Anda muito difícil de se encontrar as esferas soltas nas bicicletarias).

Finalmente, com os cones no lugar, verifiquei o alinhamento da roda e fiquei muito feliz ao perceber que a mesma manteve-se alinhada com o quadro. Bastou, então acrescentar os devido espaçadores. no lado da tração, o espaçador ficou perfeito; porém, no lado oposto o espaçador ficou pequeno (lógico, o eixo original era mais curto, não é?!). e o espaçador que poderia ser utilizado - o que veio no eixo novo, também não servia - comprido demais.
a solução foi manter o espaçador original e cortar o novo. Isso p/q a operação de corte seria complicada numa peça curta... eu uso uma serrinha de arco. quanto mais curta a peça, mais difícil é para serrar.


Tá tortinho, né?? sem problemas, pois o espaçador é mais largo por dentro, sem forçar o eixo ou as contra-porcas. (hmmmm, acho que posso melhorar esta montagem...algo estranho por aqui)

Terminei de montar tudo, limpei e teste final:

Encaixe exato no lado esquerdo...(a porca está frouxa)


...e no lado da catraca. A roda entra exata, sem folga ou sem ter que afastar as gancheiras. O trabalho ficou dentro da minha expectativa.

No final, rodando com a bici, a senti muito mais "redonda" ao pedalar. Pode ser coisa da minha cabeça, mas em se tratando de mecânica, o instrumento sempre deve estar bem regulado para se obter o resultado adequado.

7 de ago de 2014

Aero

Artiguinho interessante sobre a aerodinâmica.


Segundo o texto, na imagem abaixo, as áreas em branco amarelo são aquelas com maior resistência aerodinâmica; as linhas am branco são locais de alta velocidade de deslocamento de ar, enquanto que as róseo azuladas são locais de baixa velocidade de deslocamento do ar.

Ainda, segundo o artigo, o ciclista em si (sendo as pernas a parte que gera o maior percentil deste arrasto) responde por 72% do arrasto aerodinâmico; quadro e garfo vem a seguir com 5,7%; partes móveis vem com 5,2% (não deixa claro se as rodas estão nesta classe de componentes...); pior, garrafinha - só ela!! gera 4,5% do arrasto; e, pior ainda, cabeamento aparente gera 3,8%!!

Avaliação bem rápida:

1- Foi simulada uma bici da triathlon, com o ciclista em posição aerodinâmica, rodas "aero", etc.

2- Mesmo em posição aero, o ciclista continua sendo o fator principal gerador do arrasto, numa proporção de2/3 do arrasto total;

3- Considerado o total em torno de 28% gerador pelo equipamento em si, pensar que o cabeamento, algo pouco considerado pelos ciclistas, representa mais de 10% do arrasto, é surpreendente!!

4- Quanto ao conjunto quadro + rodas, mantenho minha posição de que quadro aerodinâmico faz diferença irrisória - apesar de estar sendo um ótimo negócio para a indústria; bem como as rodas...

Reparem que na imagem, o arrasto maior das rodas aparece em uma parte, de cerca de 1/3 da circunferência da roda, e junto aos pneus (e naqueles aros "gordinhos", os quais, supostamente, deveriam estar favorecendo o conjunto mais do que esta representado aí)... ou seja, justamente na área onde não tenho visto nenhuma "melhora" aerodinâmica ultimamente.

Taí, ótima chance para indústria de pneus realmente ganhar dinheiro.





(Image: John Hart, Centre for Sports Engineering Research Sheffield Hallam University)- (newscientist.com)


1 de ago de 2014

Vagamente inspirado - parte II

Progresso!!! finalmente!!!

Após a primeira etapa, consegui uma brecha na agenda e apliquei o fundo para metais. Até aqui, barbada. aproveitei para treinar a mão no manejo das latinhas de spray, força no dedo, velocidade dos movimentos e distância adequadas para se obter um recobrimento aceitável.


Tadaaam!! daqui, parece tudo legal!

Como primeira experiência em pintura caseira, já de cara consegui perceber por que se pinta em cabines de pintura (os profissionais, é claro...).

O clima melhor é o seco, não necessariamente muito quente, mas o dia deve estar bem seco. Pintar ao sol ajuda, mas pode atrapalhar, ofuscando e impedindo a vizualização de pequenas falhas.
Vento também atrapalha pacas! Empurrando a tinta para qualquer outro lugar diferente daquele para o qual você direcionou o jato... um saco!!

E, o grande segredo está, enfim, na mão do pintor. Treinar a mão e obter uma boa sincronicidade dos movimentos é essencial, indiferentemente da qualidade dos instrumentos que se tem.

A fonte do jato não deve estar nem perto demais, nem longe demais (pode-se obter alguns efeitos de pintura com este distanciamento, se for este o desejo); a velocidade do movimento da fonte deve ser constante, para depositar a mesma quantidade de tinta ao longo de toda peça. O dedo que aperta o botão do spray deve estar bem firme e acostumado à pressão... se o botão for fininho, logo começa a doer e cansar e você não consegue mais pintar direito.


mais perto
Mais progresso; depois de bem secas, as duas mãos de fundo, apliquei a lixa Nº 500, que serve para remover a microrugosidade da pintura, deixando a base com fundo muito lisa e pronta para se aplicar a tinta com cor.

Lembrete: antes de aplicar o fundo, lave muito bem as peças, com água e sabão, enxague bem e seque muito bem, de preferência ao sol.

O lado ruim de se fazer em casa...  escolhi mal o dia para aplicar a tinta, mas, como a agenda é curta, sobrou um tempinho, lá fui eu.

O que ocorreu, já na primeira mão, foi que a lona sobre a qual eu estava pintando, levantou -se com o vento o "lambeu" as peças ainda com tinta fresca... o que, a princípio não me pareceu sério, mostrou-se um desastre logo após. Tentei limpar a tinta da parte afetada, porém, descobri que uma camada leve do fundo se dissolvera em contato co a tinta, formado uma mistureba única de fundo cinza com a tinta automotiva!!

O resultado é que, esta parte ficou irrecuperável e a solução foi esperar secar, voltar a lixar para refazertsanto o fundo como a tinta. Veja abaixo


Já eras! Tem que ser tudo refeito. Tome lixa! (sim, o avanço tem um amassão...)

Aqui no guidão, idem

OK, tudo refeito, o que não foi fácil pois a tinta nova, mesmo depois de uns dois dias secando, continua um pouco "grudenta" ao ser lixada, consegui terminar a primeira mão de tinta.
Não sem ter rateado a mão, o que ocasionou esta meleca da foto abaixo:


Glub, glub...

Não adianta, este tipo de serviço tem que ser feito com calma. Me afobei e, na pressa, acabei errando a mão na distância na pintura do avanço. A tinta começou a escorrer, e, em desespero, tentei algo que deu certo: removi com muito cuidado e usando um pincel bem fino, deste escolares, aquelas gotas em excesso. Depois consegui, com uma camada bem sutil de tinta, homogeneizar a superfície. Ficou aceitável. 

Finaliza no próximo post.

21 de jul de 2014

Vagamente inspirado - parte I

Após haver adquirido esta que se tornou minha bici para o dia a dia, comecei apensar em algumas melhorias de baixo custo - uma vez que din din sempre e$tá curto.

Um dos aspectos que preciso melhorar é o visual da bici, que está muito heterogêneo, digamos assim. As peças estão misturada sem muito critério e combinação - não que ela tenha que ficar "bonita!" para servir para mim, mas também é um fator a se considerar, além da funcionalidade.

Assim, relembrando algumas voltas que dei na rede há tempos, reencontrei o sítio deste cara aqui, um verdadeiro afortunado que se concentra em restaurar modelos específicos de Mtbikes dos anos 90.

Me chamou atenção este  layout de pintura aqui, não necessariamente as cores. E me pareceu razoavelmente simples de executar...

Como eu gostei muito das cores que estão na minha bici hoje, procurei adequar o melhor que pude aos componentes que estão hoje instalados, equilibrando uma pintura de baixo custo do avanço e do guidão, a ser realizada em casa mesmo.

Parti em busca do material. Comprei tudo numa loja de tintas automotivas aqui em Porto Alegre - acredito que sejam materiais de fácil localização para qualquer um. O custo ficou dentro do esperado: R$ 57,00 tudo.

A lista:
     - Lixas Nº 500 - 2 folhas
     - Lixas Nº 2000 - 1 folha
     - Lixa Nº 100 - 1 folha
     - Lata de fundo para metais em spray - 1
     - Lata de verniz para tinta automotiva em spray - 1
     - Lata de tinta cor automotiva, em spray - 1

Processo Nº1:
     - Lixar,  lixar e... lixar!




Primeiro apliquei a lixa Nº 100, sem dó nem piedade - pois as camadas de pintura iriam engrossar os componentes. Então, uma pequena perda de material superficial estava considerada.



Após esta lixação, apareceram as "mordidas" que a peça recebeu ao longo da sua vida...

Em algum momento, houve bar ends.

Uma segunda lixadinha, com a lixa de Nº 500, melhorou a rugosidade da superfície.




Surpresa!!!!

Vejam só o que descobri ao desmontar o avanço, hahahaha!!
Ainda bem que eu guardo um "ferro velho" de peças... como já me havia ocorrido nesta ocasião uma falha no equipamento que levou à troca da peça, acabei guardando a parte "boa", que é justamente a que me serviu agora!

Esta avanço é de aço, e muito bem acabado. além da lixa, toquei escova de aço também.

Tem que brilhar o aço!!!!

Mais etapas adiante...









4 de jun de 2014

Metalurgia em evolução

O Aço tem evoluído muito. Mas outros metais e ligas comumente empregados na indústria ciclística também seguem o seu caminho:


Resumo: pesquisadores chineses desenvolveram um tipo de liga de alumínio reforçado com o grafeno, que é entre 25% a 58% mais resistente, além de mais flexível, do que o alumínio convencional.

29 de mai de 2014

Nova bici...velha

Me considero uma pessoa bastante apegada às minhas bicicletas, não por motivos sentimentais, mas pelos motivos econômico-utilitaristas. Quero dizer, com isto, que considero uma bici um bem de consumo durável, ou seja, não costumo troca-lás com frequência e, levo a durabilidade das mesmas e das suas peças e componentes até o seu máximo - inclusive contrariando o bom senso propalado em várias fontes fidedignas quanto à manutenção das mesmas.

Deste modo, apresento como uma exceção esta "nova" bici. O motivo da aquisição é que acabei ficando "sem" a minha antiga bici do dia a dia.

Como isto ocorreu???

Nos últimos 12 meses estive profundamente envolvido com uma série de ações relacionadas a um novo lar, as quais posso resumir  assim:


- Vende imóvel / adquire imóvel / mudança imóvel provisório / projeto de reforma / reforma / mudança imóvel atual.


Bem, foi muito mais complexo do que isso, mas o que vale para a história é a etapa que esta sublinhada. Mudamo-nos para um imóvel provisório pertencente à família, enquanto se procediam as demais etapas. Nesse endereço, passei a utilizar menos a bici, uma vez que as atividades diárias permaneceram nas proximidades do  endereço original. Ainda assim, sempre que possível, fazia uso de bicicletas. 

E, como fosse uma residência com pátio frontal bem cercado, alí deixava ela, atada por cadeado à uma outra, uma Caloi Ceci pertencente à minha esposa... (infelizmente, esta última, recém reformada, não teve registro fotográfico).

Amanheceu um dia, e dei falta das duas bicis!!! Putz!!!! Mesmo tendo uma cera de 2,40 m, rua com vigia 24hs, e cadeado, levaram!!

Enfim, não gastei minhas energias correndo atrás das coisas roubadas, simplesmente não valia o esforço, além disso tinha que me concentrar nas coisas mais importantes em andamento...

Não sou pessoa de desejar mal a ninguém, mas espero, sinceramente, que o chinelo que as roubou esfacele os seus dentes no asfalto numa queda bem ruim...

Então, fato é que isso me deixou sem um boa bici par ir e vir do trabalho. Me virei com o que tinha em casa, tendo utilizado um pouco de cada uma das minhas outras bicis. Porém, não me sentia a vontade com nenhuma delas...

- A monareta, não rendia e era desconfortável

- A Philips, era pequena e o freio insuficiente

- A estradeira, desconfortável para rodar na cidade, em meio ao trânsito

Enquanto isso, providenciei a montagem de algo melhor, com os recur$o$ que tinha em casa (entenda-se, peças velhas e restos de outras bicis, e um quadro de segunda mão). Para tanto, havia adquirido um belo quadro de Caloi Aluminum Supra, lá dos anos 90' (igual este aqui, porém outra cor) - uma beleza ultra resistente que só precisava de uma boa pintura, na qual poderia encaixar os vários restos que tinha em casa. Me faltavam apenas um par de rodas boas e trocadores.

Encaminhei tudo que eu tinha para o Guilherme da Bikeroots aqui perto de casa, e fiquei aguardando o transcurso da montagem.

A meio caminho, ele desencavou essa bike que segue abaixo...

A foto não fez jus à beleza da pintura!!
Contas feitas, apenas pedi para o Guilherme montar umas rodas melhores do que as que estavam na bici originalmente, para ter algo mais resistente e que combinasse mais com a estética desta beleza -  o que foi feito, gerando como resultado esse tratorzinho aí!! 





Trata-se de uma Trek 830, início dos anos 90, Cromoly, made in Taiwan!! Nem preciso afirmar o quanto fiquei feliz com este achado!! É uma bicicleta com geometria levemente mais alongada do que um MTb moderna; já vem com os olhais para fixação de bagageiro e outros acessórios, perfeita para  uso na cidade - tudo que eu precisava!

Câmbio é original; corrente e catraca, novos

Por tratar-se de uma bici com bastante uso, suas peças encontram-se bastante desgastadas. Então, por hora fiz  apenas o suficiente para deixá-la rodando eficientemente. No futuro, quando a $orte vier, pensarei em algumas melhorias mais profundas.


Designed in USA /  built in Taiwan. Está muito suja, ainda.


Selim original, já bem usado


"cockpit" - quase nada original


Não tenho certeza, mas quase, que a suspensão foi adicionada a posteriori


Desafio a quem quiser - encontrar onde está a emenda destes aros...depois tem gente que chama isso de "componentes ultrapassados" 


últimos restos de um protetor de "chainstay"


Essa parte das canelas vai receber algum trato mais adiante...


... "gel" alguma coisa....


Original´s cantilever - freiam muito bem...