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26 de fev de 2013

Minhas bikes: Caloi 12 repaginada



Esta é a minha Caloi 12, ou o que sobrou dela... Ganhei esta bicicleta lá pelos idos de 1991/92 (tenho que verificar na NF...), tendo sido um presente de meus pais (como sempre). Infelizmente, me prover da melhor bicicleta que eles conheciam era a melhor e, para não dizer, única maneira que meus pais  conheciam para me incentivar num esporte com quase nenhuma expressão no nosso país.

Enfim, a Caloi 12 foi uma bicicleta representativa de uma mudança de rumos, tanto na indústria nacional como na minha vida ciclística. Esta foi, tanto para a Caloi quanto para mim mesmo a primeira "bicicleta de corrida", por assim dizer. Isso por que tratava-se de uma bicicleta com componentes "modernos", em pé de igualdade com  novidades do mercado estrangeiro, porém fazendo uso do velho e conhecido quadro de aço-carbono cachimbado (ou com luvas, como queiram...) da Caloi 10.

Então, para se ter idéia, esta bici vinha montada com um conjunto de transmissão Suntour Acushift - trocadores, câmbios traseiro e dianteiro indexados, pedevela 52/42  Sakae em alumínio, freios do tipo ferradura e manetes Dia-Compe também em alumínio, guidão Winpista (Japão...) em alumínio, canote em alumínio.

As rodas vinham com cubos japoneses Sansin, os quais mantenho até hoje em perfeito estado - já meti uns 50.000km neles... e aros Araya de 27 polegadas, com o tradicional pneu Pirelli Jet Caju.

Nossa! Para quem rodara a vida inteira em bicis do tipo Caloi10, ter uma "12" (o apelido popular lá em Erechim, minha terra natal) era um salto e tanto.

Me lembro até hoje, que antes de ter a minha, rodei alguns quarteirões com uma emprestada. A sensação, comparada à minha bike da época, era a de estar "flutuando". Não havia comparativos, era uma diferença muito grande, em todos os sentidos.

Então chegou a minha vez e ganhei esta bicicleta,  tamanho 56 - enorme para mim!!! a qual mantenho até hoje por razões sentimentais que não sei explicar. Eu já era um universitário, naquela época, e nunca consegui dedicar tempo a qualquer tipo de treinamento, apesar de haver desejado isso.

Tempos depois, tive uma queda e fiquei "de molho" por um longo período. Quando fui retornar aos pedais, qual surpresa!!! Haviam "depenado" a bike na garagem do edifício. Então fui ao Paraguai e providenciei as peças que haviam sido subtraidas com alguma coisa que fosse boa na época. Coloquei câmbios Shimano 105 e freios e pedivela Shimano RX 100 - componentes que também mantenho até hoje comigo.

O fato é que rodei muito com esta bike, nesta configuração, até que comecei a me dar conta que havia algo de errado na bici e então parti para uma bicicleta séria, o que vem a ser a minha atual bici estradeira.

Então, com os restos da 12, montei uma singlespeed, que me deu muitas satisfações, e me deixou com vontade de montar um single para rodar de vez em quando, mas este projeto é para o futuro.

Segue imagens da fase "singlespeed"

"Less is more"

Apesar do adesivo, o pessoal da Caloi  não escondeu a origem dos aros, ou seja,  o adesivo não está sobre a gravação original "Kimlin"



 

Este pedivela me foi emprestado por uns tempos, de uma MTB. Eram 48 dentes X 18 da catraca
Gabarito com parafusos e os suporte fixados
Depois desta configuração "single", decidi que gostaria de montar algo diferente, para rodar no dia a dia  da cidade sem perder desempenho - enfim, uma bike p/ "dar laço", sem preocupações com manutenção e etc, uma bici "backup".

Uma das coisas que me desgostava era  desempenho dos freios do tipo ferradura - a esta altura, já havia transposto as ferraduras RX 100 para a Estradeira, posteriormente substituídos por Campagnolos linkar..., então me sobrava um par de ferraduras Alhonga - é destas peças que falo.... Mas, disco não era opção (caros e adaptação difícil..) . Então parti para a opção cantilever / V-brake (espero que a Shimano não me processe, hehehe!!), a qual me proporcionaria melhor frenagem e um "look" interessante de bike touring / ciclocross. 

Comprei suportes para os freios, e estes ficaram um bom par de anos aguardando uma oportunidade para a adaptação, que foi feita pela Satti Soldas, aqui em Porto Alegre. Claro, eu mesmo providenciei um gabarito para a soldagem, conforme pode-se verioficar nestas fotos. Procurei uma colocação que permitisse cantilaver ou V-brake, tanto para aros 700 quanto os 27" originais.


Assim que se faz: tentativa e erro. Felizmente não faltou madeira!



O quadro, tal e qual o peguei na solda
O serviço de solda TIG foi muito bem feito. Tinha que dar algum acabamento...
Ainda com o meu gabarito

Esta simples solução de parafuso com três porcas, presos na furação original do quadro, me permitiu ajustar os suporte s exatamente aos 90º...



Equipamentos e materiais para a pintura:

- Parafusadeira
- Escova de aço
- Jornais
- Tinta spray, cor preto fosco
- Fita crepe fina.










Lixação com escova de aço e parafusadeira....
Aparência após escovar: tem que brilhar o aço!!
Não pode ficar nenhum ponto da solda sem trabalho

Pintando as partes soldadas

Uma fita crepe p/ não pegar tinta
Aparência após pintura: É apenas p/ proteção
Aparência geral do quadro

Meia montagem

Câmbio traseiro 105 90's - 8V

Testando a posição do cantilaver X aro 27'

Estes trocadores funcionam perfeitamente. Devo reconhecer que para andar na cidade, não são os mais adequados. Os estou usando na função simples, ou modo Fricção, pois não queria gastar com peças, leia-se, cubo/cassete,  p/ câmbio sincronizado.

O pedivela RX 100: ponta quadrada, muito durável. só tem uns riscos, mais nada. O coroão se foi. Só encontrei 53 dentes para repor.
Clica aí que você enxerga "Made in Japan"

No fim, a montagem me desgostou, em termos gerais... apesar de bastante veloz, a bici demonstrou ser muito pesada, grande e difícil de manobrar no trânsito do dia a dia - não entendo como pude rodar tanto tempo com esta bici, anteriormente a minha estradeira, sem me queixar!!!

Então deixei-a de lado. Atualmente está em fase de desmontagem e pretendo me desfazer ao menos deste quadro...








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