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14 de mar de 2012

13 de mar de 2012

Divulgação


Boa tarde!

Gostaria de pedir uns minutinhos para vocês, para divulgar um projeto bem legal de um casal de Educadores Físicos.

Em novembro de 2010, os recém casados Moacir Miorando e Cristiane Pedroso Trindade resolveram sair de bicicleta, para uma expedição pela América do Sul.
A intenção deles era estimular a população à atividade física, e incentivar o uso da biclicleta como meio de transporte.
Em março de 2012 o casal está voltando para Porto Alegre, e, no dia 31 de março, farão um evento de comemoração ao retorno, numa pedalada comunitária do Balneário Pinhal até Porto Alegre .
Nossa intenção é divulgar ao máximo esse evento, a fim de que muitos conheçam esse projeto, portanto peço para que repassem ao maior número de pessoas.

O blog da expedição, para os que quiserem acompanhar é  http://americadosulnopedaldiariodebordo.blogspot.com/ 




9 de mar de 2012

Ciclistas hipócritas?!?!

A política, todos a fazemos, todos os dias...

A princípio, pensava que apenas eu havia detectado alguma coisa "fedorenta" em relação a anunciada construção da ciclovia na Av. Ipiranga. Há discussões aqui 1, aqui 2, aqui 3, aqui 4, mais centradas na esfera das relações políticas, tudo rodeado de muita ignorância, aproveitando um assunto que está na mídia e com utilização de alguns ciclistas ingênuos - para não falar ignorantes mesmo, como massa de manobra.


Mas, exceto pelo mérito, prefiro discorrer sobre a minha impressão quanto à coerência social de quem vem apoiando ou criticando entusiasticamente (demais...) este empreendimento da nossa prefeitura.

Quando anunciaram o início das obras, houve festa nos meios cicloativistas - hoje a situação anda estranha, com grupos contrários sendo manobrados politicamente para fazer oposição a atual administração... Eu, desconfiei da "esmola", como sempre.

Logo veio o desdobramento: a ciclovia seria integralmente construída com "custo zero" para os cofres públicos, afinal, uma grande rede de supermercados, entre outras  empresas privadas, iria bancar as obras - aí vem a "surpresa" - através de compensações ambientais devidas ao município.

Não cabe discutir o mérito da obra, eu mesmo afirmei em postagens anteriores que não utilizo, nem utilizaria a dita ciclovia. Bom, face o recrudescimento das condições de trânsito em vários trechos da Av. Ipiranga, mudei minha opinião e considero a ciclovia uma opção válida, para deslocamentos em alguns trechos.


Retomando, quanto as compensações ambientais que irão pagar as obras...


Não consegui localizar, em nenhum lugar no sítio da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, qualquer informação válida sobre:


1 - Montante das compensações devidas - não há referências aos valores devidos pela empresa citada, nem sobre os valores devidos de qualquer outra empresa participante da construção da ciclovia. Este assunto parece mais um "arquivo X" .




2 - Origem das compensações. Sejam multas, compensações ou mitigações. Estes são terminhos burocráticos, mas cujo significado vale o parágrafo. Multa, bem, é multa!!! O cara fez algo errado, ilegal, impróprio - é multado e tem que pagar... MAS!!! ... o fato é que quando se trata de multa devida ao setor público tudo se "negocia"; Compensação e Mitigação são relativos ao licenciamento ambiental de um empreendimento. A mitigação é uma redução do dano. Quando um determinado empreendimento está sendo examinado por um órgão ambiental, cabe à administração, em juízo de ponderação entre benefícios e custos, definir a quantidade de danos ambientais que é social e ecologicamente aceitável"; já a " Compensação é a medida a ser adotada para as hipóteses nas quais não seja possível recuperar ou mitigar danos ao meio ambiente". Assim sendo, também não foi possível localizar a origem, natureza e / ou descrição destas compensações, junto ao órgão ambiental da PMPA... 


Sabe-se lá o que fizeram... Derrubar mata atlântica, poluir o Guaíba, jogar lixo no terreno do vizinho, vazamento nuclear - enfim, não temos como saber...


Obs.: 1 - Estas compensações/mitigações e os valores das multas pertencem ao Município de Porto Alegre, ou seja, aos cidadãos do mesmo, todos eles!!




3 - Como ocorreu o processo decisório - novamente e tristemente, não foi possível localizar uma única ata de reunião, contrato, fosse o que fosse, a respeito de "Quem, Como, Onde e Porque" (alô, alô, transparência!!!!!!) houve a decisão de se aplicar os recursos - que pertencem a todo povo de Porto Alegre, na dita ciclovia


Creio que não só os atuais beneficiados, ciclistas, gostariam de ter tomado conhecimento e até participado mais ativamente da elaboração do projeto, até para se evitar o que vem ocorrendo hoje - aqui .


Mas, a questão central é: em havida decisão sobre onde aplicar estes recursos tão generosos,  por que eles não são aplicados em outros pontos da cidade, tão carentes de investimento na área ambiental??


Poderia-se citar umas duas dúzias de vilas onde não existe um centímetro quadrado de área de lazer (praça, parque...) - o que por si só já é indício de desleixo da PMPA. Então, se há recurso, por que eles não estão disponibilizados para a decisão e apreciação destas  população carentes, melhor, de toda população??


Obs.: 2 - A falta de áreas de lazer urbanas é mundialmente associada ao crescimento da criminalidade e tráfico de drogas, especialmente em comunidades carentes.


Então, visto isso, me pergunto:


- Os  cicloativistas não levam  em conta que o seu benefício possa estar acarretando prejuízos graves a outros grupos sociais??


- Os  cicloativistas não têm consciência social??


- Os cicloativistas, só enxergam o  próprio umbigo, a exemplo da maioria da população??


- Os cicloativistas, assim como toda população, são vítimas de um sistema (falho) de  governo dito democrático, mas que na verdade, usa o sistema como fachada para atendimento dos interesses privados (os pagadores das campanhas eleitorais, seja dito)??


- Os cicloativistas, além de "ganharem" o que querem, ainda por cima ficam reclamando o tempo todo do que recebem (cavalo dado não se olha os dentes...)??


Não há resposta... há uma combinação de fatores que, tem o objetivo de iludir e confundir o cidadão - seja ou não ciclista, seja cicloativista ou não;  estimulando os conflitos entre os diferentes grupos e seus interesses, espertamente proporcionando o espaço tão desejado pelos oportunistas e alpinistas políticos.


O Fato é que tais ações sempre são perpetradas pela classe política, visando o máximo de exposição na mída, com o mínimo desgaste possível. E no final, todo mundo se cumprimenta e rejubilam-se "pelo ótimo trabalho realizado, expresso pelo resultado das urnas".


:-(