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12 de dez de 2012

10 de dez de 2012

Morre Alex Moulton

Taí mais um gênio que se vai. O engenheiro que criou, entre outras coisas, o Automóvel Mini Cooper (não esse arremedo fake que a BMW vende, falo do original!!), depois criador da mais surpreendente bici com rodas de 20'.

Uma pessoa que invejei, pela criatividade. Pena. Estão faltando, cada vez mais, pessoas como esta no mundo.

RIP

7 de nov de 2012

Trocadores novos - "NOS"

Conforme havia  descrito aqui, a falha no meu trocador direito acabou me levando a um beco sem saída, devido o insucesso da tentativa de conserto... assim sendo, me vi obrigado a procurar um jogo de trocadores para reposição.

A princípio isso parecia simples: levanto preço em três lojas, decido e compro um jogo qualquer, que seja compatível com a relação que uso e pronto.

Bom,  o caso é que eu gostava dos meus trocadores, especialmente pelo fato deles formarem um conjunto equilibrado com a bicicleta, tanto nos aspecto mecânico quanto no estético - estes trocadores são muito robustos, feitos em alumínio forjado (os novos, mais acessíveis, são todos feitos em plástico) e característicos de uma época da indústria ciclística. Tanto que o seu nome praticamente virou referência do componente - "V-Brake"!!

Bom, enfim, numa garimpada profunda, encontrei  o mesmo modelo, "NOS" - New Old Stock e, melhor, pela METADE do preço de um trocador de entrada similar. Seguem as imagens dos trocadores já instalados.



30 de out de 2012

Tentativa de recuperação de um "shifter"

Ocorreu o infortúnio de o meu trocador V-Brake direito, parar de funcionar - justo o que passa as marchas do câmbio traseiro. Tentei de tudo mas não deu jeito. A minha primeira medida, ao constatar um mal funcionamento, seja de qual componente for, é desmontá-lo a fim de diagnosticar o que causou o problema / falha.

A segunda medida é tentar um conserto, já que 99% dos problemas que ocorrem numa bicicleta podem ser facilmente resolvidos com o parafuso correto e a correspondente ferramenta que o aperta.

Porém, desta vez a solução mostrou-se impossível pela via normal. Ao remover a capa do trocador, constatei que  "o buraco era mais embaixo", literalmente, bem embaixo de vários níveis de engrenagens e molinhas diversas!

Mexendo um pouco consegui ter noção do que me esperava


Neste nível, pude identificar perfeitamente o problema

Após os primeiros níveis de partes e parafusos, identifiquei a causa geral do mal funcionamento:


- Uma catraquinha quebrada no interior do trocador, a qual pode se visualizar,  já removida, na foto a seguir.

No círculo, a parte que quebrou-se, na verdade um limitador do retorno da catraca

Feita a constatação, tentei encontrar peça de reposição, ou algum trocador do mesmo modelo de segunda mão, mas não consegui nada. A fabricante não fornece este tipo de peça para reposição, e a solução seria um trocador novo, mais moderno - pior, um par deles...

Decidi, então tentar reconstruir a peça com os meios e recursos caseiros dos quias eu dispunha. O relato a seguir  registra a minha (infrutífera) tentativa.

Moeda já com desenho preliminar e ser executado
Primeiro passo: encontrar um pedaço ou chapa de metal de espessura e resistência similar à original. Uma velha moeda, encontrada em escavações no terreno do meu prédio, parecia servir perfeitamente - tamanho adequado, muito resistente, espessura muito próxima, senão a mesma.


Sobrepus as partes e desenhei o que seria a forma de contorno da futura peça, com base na análise da parte quebrada original.


Uma boa noção da relação entre as peças original e base para a nova
Segundo passo, inciei a "usinagem" da peça, digamos assim. Para isto me  cerquei do equipamento de última geração que tinha em casa:


1 - Furadeira / parafusadeira
2 - Brocas para aço

3 - Limas
4 - Alicate p/ cortar fios
4 -Uma morsinha de mesa

Equipamento CNC de última geração...



Técnica: após alinhar e fixar as partes na morsa, fui desbastando o contorno com furos alternados...








Primeira "baixa": uma das brocas "sifoi"


A 50%, já foi possível limar algumas partes e o resultado parecia bastante animador!


Quase coincidentes!

 

Daí em diante foi conseguir separar a peça da base e ir limando até conseguir o máximo de correspondência possível.

No instante da separação...

Deste ponto em diante, seguiu-se com as limas

Resultado final, original e nova sobrepostas

Tá quase igual, né??
Conclusão da empreitada:

- Mesmo tendo me satisfeito com o resultado geral, as horas de trabalho foram perdidas. Por conta de detalhes que não consegui identificar e a dificuldade geral em se reposicionar o conjunto de peças, talvez a falta de alguma ferramenta - em especial pra se colocar no lugar as indefectíveis "molinhas" no interior do trocador, acabei desistindo. 

No final, tive que comprar um jogo de trocadores novos, mas isso é história para outra postagem!

26 de out de 2012

9 de out de 2012

(sempre) Há esperança

Manchete: Italianos estão comprando mais bicicletas do que carros, pela primeira vez desde a II Guerra Mundial

Segue link com um artigo breve:

http://www.core77.com/blog/transportation/the_decline_of_the_car_part_1_italians_now_buying_more_bicycles_than_automobiles_23594.asp

...mas, não se animem!! É apenas mais um dos efeitos do perrengue brabo pelo qual os europeus vem passando. Ou seja, como sempre, as pessoas só mudam suas atitudes quando aperta no bolso.

21 de set de 2012

Interbike 2012

Segue  link para a que considero uma das melhores coberturas para Interbike:

http://urbanvelo.org/

As demais, considero-as meio tendenciosas... dando atenção demias para este  ou aquele patrocinados.

18 de set de 2012

Seus problemas acabaram!!!

Dificuldades na arrancada?!?!?!

Muita lama no seu caminho?!?!?1

Quer dar aquela "queimada de borracha" diferente?!?!?1

Dá uma conferida nesta bizarrice aqui!!!

Eu já havia visto outras tentativas de aplicar tração integral em bicicletas... e sempre achei 1/2 ridículo. Agora esta fabricante superou todas expectativas. só não entendo qual a real finalidade deste tipo de solução.

12 de set de 2012

"O" Cara!!

Recomendo este vídeo aos iniciados, iniciantes e pretendentes ao mundo dos negócios com bicicletas. Tem muito o que aprender com este sujeito aí do vídeo.

Demora, mas vale a pena

25 de jul de 2012

Minha contribuição ao esporte

Em tempos de Olimpíadas, deixo aqui, livre acesso, para quem desejar pegar, um esboço de projeto para se alcançar uma medalha olímpica no ciclismo de pista. Trata-se de documentos preliminares ao desenvolvimento de um Projeto detalhado, mas que servem de alavanca inicial para basear qualquer iniciativa similar. Destaco que não existe nenhum projeto de arquitetura e engenharia desenhado aqui. São documentos de planejamento de ações que levarão a um resultado desejado:

9 de jul de 2012

A Política de Publicidade para o trânsito

Só quem passou por uma ocorrência de acidente de trânsito sabe como é. Eu já passei. Poderia estar morto, agora.

Por isso, sei que propaganda para sensibilizar  motorista no trânsito, não pode ser "moleza". Mas, em terra brasilis, as coisas são diferentes... chocar os pobres motoristas com imagens "fortes", não pode... vai que traumatiza alguma criancinha inocente!

Estou postando um vídeo da autoridade de trânsito australiana, que comemora 20 anos de atuação publicitária. Serve para demonstrar como se faz um vídeo educativo de verdade: tem o drama, a dor, o sangue e a tristeza de quem sofre, mata e perde pessoas queridas em acidentes

Obs.: em 20 anos, eles reduziram de 776 vítimas para 303... mais de 50% de redução. Não vou nem relatar os nossos números vergonhosos, que ultrapassam as dezenas de milhares. É para lembrarmos que o caminho é longo...




3 de jul de 2012

...quando a Campagnolo perdeu o trem!

Foi uma pena, porém entendo que cada empresa toma as decisões estratégicas que deseja para si. Mas, ao observar as imagens dos componentes que a Campagnolo projetou  lá nos idos dos 90', penso em quanto o mundo do MTB deixou de ganhar em termos de disponibilidade de componentes...


Veja aqui, a beleza das peças e forme sua própria opinião



1 de jun de 2012

"upgrade" à vista


A minha estradeira anda encostada... Tive alguns problemas com um dos joelhos, por isso dei um tempo com a pedalada esportiva. Não representa que me esqueci dela!

Após muitos anos de busca (desde que montei com o quadro custom...), adquiri um garfo que considero à altura do mesmo. Tive certa dificuldado, primeiro com o formato - 1" do tubo de direção. Depois a baixa disponibilidade, face o formato que está saindo de linha. Outra, o preço geralmente inacessível. Depois, garimpar um design que combinasse mais com o quadro e a bici em geral...

Finalmente, surgiu a oportunidade numa loja na Inglaterra. O preço estava razoável, para um garfo "full carbon" e desta marca e modelo - o que não representa que me foi barato no final. Infelizmente a Receita Federal me taxou até as cuecas - o governo é o nosso agiota institucionalizado, não é?!?!

desempacotando...

tudo bem protegido com esta mega bolhas de plástico que mais parcem uma bóias infantis, hehe!

La garantia...




Agora é só instalar!!!

29 de mai de 2012

Sorte ou Azar?

Sorte e azar são coisas que estão intrinsecamente ligadas. Mas, ao contrário do que possa passa parecer, não são diametralmente opostas.
Vejamos as fotos que seguem...


Tive sorte ou tive azar?!?!?!? Aí é que encontra-se  a questão... há um limiar onde sorte e azar se conectam, pois são elementos de um mesmo fato. No caso do meu pneu traseiro, tive sorte, pois o arame enfiou-se pelo pneu, transpassando-o sem atingir a câmara... que sorte!!!!! Caso o arame houvesse furado o pneu, seria um tremendo azar, pois eu perderia o trajeto, teria uma câmara inutilizada, pois o arame era bem parrudo, etc,etc.


Me parece, a sorte ou o azar dependem mais da dimensão que atribuímos ao fato. 

Enfim, que sorte!!!!

25 de mai de 2012

Como prender sua bicicleta

Normalmente, procuramos algum tipo de suporte fixo para prender a bicicleta, quando se está na rua. Porém, nem sempre há suporte ou bicicletário a vista. Ou você simplesmente não está com paciência / tempo para pensar em qual a alternativa mais segura.

Então, deixa-se a bici solta, presa com o cadeado, apenas apoiada em alguma parede. Ainda assim, há modos de se evitar que algum larápio chegue e simplesmente saia com a bici no braço, ou rodando com uma roda empinada, etc... (o pessoal do "outro lado" é bem criativo quanto aos métodos).

Então, eu prendo cadeado de forma a envolver o quadro, a roda traseira e o braço direito do pedivela. Com esta configuração,  qualquer malandro que chegue, não vai nem conseguir rodar o pedal. Acredito que "imobilizando" a bici deste modo, inibe-se (um pouco) a ação dos ladrões.



24 de mai de 2012

O ciclotário

Ciclotário é  uma pessoa mal educada que só alimenta o estereótipo negativo que existe em relação aos ciclistas.


Infelizmente, pessoas mal educadas existem no trânsito do dia a dia: pedestres mal educados, motoristas mal educados, ciclistas mal educados...


O que me indigna é o fato de que há pessoas mal educadas que se tornam MAU educadas... o que significa que são psicopatas!!!


É o caso que me ocorreu dias atrás. atravessava a faixa de segurança, entre muitos outros pedestres bem educados, que aguardaram o sinal FECHAR para que se pudesse atravessar uma avenida movimentada.


Surge, então, o ciclotário!!


Ele vem em alta velocidade, pilotando SEM AS MÃOS no guidão e, ignorando tudo - sinaleira, faixa e pedestres em trânsito,  simplesmente cruza a faixa, por entre os pedestres, em total desrespeito aos mesmos - quase atropelando um casal de idosos.


...e depois acaba-se encontrando estes tipinhos associados a determinados movimentos ditos 'livres", e etc, etc. Dizem ser lutadores contra alguma força opressora invisível, talvez a favor de outra força, libertária e também invisível. 


Mas, no fundo, são apenas pessoas mal educadas, e aí as pessoas bem educadas acabam pagando o pato, como sempre.

24 de abr de 2012

O Sequestro da "Massa Crítica" - I

Só pode ser piada de mau gosto... primeiro fazem um escarcel afirmando que a "massa" não é de ninguém, que não tem liderança, que é anarco-punk, que é democrática, etc, etc...


Agora, lendo aqui, surgiu até um "Representante da Massa Crítica"!!!! Qualé, fala sério!!! Quem foi que votou neste Sr.??? Teve eleições, pois eu não fiquei sabendo, e olha que me considero informado... quem contou os votos?? Ou será que foi uma auto proclamação?? 


Por estas e outras nunca participei e também não dou apoio.


Veja no recorte se estou mentindo:




Mas vou desenvolver mais este assunto num outro post, quem tiver paciência, aguarde.

2 de abr de 2012

Eu adoro o 1º de abril!!!

Sempre me impressiono com o profissionalismo do pessoal em lançar este tipo de hoax.


Pior é ter a certeza que daqui uns dias vai ter gente peguntando pelos fóruns "onde se compra esta bike?!!?!?" " ou "alguém tem estas rodas?!?!?!?"


Tem também o tradicional do SB

14 de mar de 2012

13 de mar de 2012

Divulgação


Boa tarde!

Gostaria de pedir uns minutinhos para vocês, para divulgar um projeto bem legal de um casal de Educadores Físicos.

Em novembro de 2010, os recém casados Moacir Miorando e Cristiane Pedroso Trindade resolveram sair de bicicleta, para uma expedição pela América do Sul.
A intenção deles era estimular a população à atividade física, e incentivar o uso da biclicleta como meio de transporte.
Em março de 2012 o casal está voltando para Porto Alegre, e, no dia 31 de março, farão um evento de comemoração ao retorno, numa pedalada comunitária do Balneário Pinhal até Porto Alegre .
Nossa intenção é divulgar ao máximo esse evento, a fim de que muitos conheçam esse projeto, portanto peço para que repassem ao maior número de pessoas.

O blog da expedição, para os que quiserem acompanhar é  http://americadosulnopedaldiariodebordo.blogspot.com/ 




9 de mar de 2012

Ciclistas hipócritas?!?!

A política, todos a fazemos, todos os dias...

A princípio, pensava que apenas eu havia detectado alguma coisa "fedorenta" em relação a anunciada construção da ciclovia na Av. Ipiranga. Há discussões aqui 1, aqui 2, aqui 3, aqui 4, mais centradas na esfera das relações políticas, tudo rodeado de muita ignorância, aproveitando um assunto que está na mídia e com utilização de alguns ciclistas ingênuos - para não falar ignorantes mesmo, como massa de manobra.


Mas, exceto pelo mérito, prefiro discorrer sobre a minha impressão quanto à coerência social de quem vem apoiando ou criticando entusiasticamente (demais...) este empreendimento da nossa prefeitura.

Quando anunciaram o início das obras, houve festa nos meios cicloativistas - hoje a situação anda estranha, com grupos contrários sendo manobrados politicamente para fazer oposição a atual administração... Eu, desconfiei da "esmola", como sempre.

Logo veio o desdobramento: a ciclovia seria integralmente construída com "custo zero" para os cofres públicos, afinal, uma grande rede de supermercados, entre outras  empresas privadas, iria bancar as obras - aí vem a "surpresa" - através de compensações ambientais devidas ao município.

Não cabe discutir o mérito da obra, eu mesmo afirmei em postagens anteriores que não utilizo, nem utilizaria a dita ciclovia. Bom, face o recrudescimento das condições de trânsito em vários trechos da Av. Ipiranga, mudei minha opinião e considero a ciclovia uma opção válida, para deslocamentos em alguns trechos.


Retomando, quanto as compensações ambientais que irão pagar as obras...


Não consegui localizar, em nenhum lugar no sítio da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, qualquer informação válida sobre:


1 - Montante das compensações devidas - não há referências aos valores devidos pela empresa citada, nem sobre os valores devidos de qualquer outra empresa participante da construção da ciclovia. Este assunto parece mais um "arquivo X" .




2 - Origem das compensações. Sejam multas, compensações ou mitigações. Estes são terminhos burocráticos, mas cujo significado vale o parágrafo. Multa, bem, é multa!!! O cara fez algo errado, ilegal, impróprio - é multado e tem que pagar... MAS!!! ... o fato é que quando se trata de multa devida ao setor público tudo se "negocia"; Compensação e Mitigação são relativos ao licenciamento ambiental de um empreendimento. A mitigação é uma redução do dano. Quando um determinado empreendimento está sendo examinado por um órgão ambiental, cabe à administração, em juízo de ponderação entre benefícios e custos, definir a quantidade de danos ambientais que é social e ecologicamente aceitável"; já a " Compensação é a medida a ser adotada para as hipóteses nas quais não seja possível recuperar ou mitigar danos ao meio ambiente". Assim sendo, também não foi possível localizar a origem, natureza e / ou descrição destas compensações, junto ao órgão ambiental da PMPA... 


Sabe-se lá o que fizeram... Derrubar mata atlântica, poluir o Guaíba, jogar lixo no terreno do vizinho, vazamento nuclear - enfim, não temos como saber...


Obs.: 1 - Estas compensações/mitigações e os valores das multas pertencem ao Município de Porto Alegre, ou seja, aos cidadãos do mesmo, todos eles!!




3 - Como ocorreu o processo decisório - novamente e tristemente, não foi possível localizar uma única ata de reunião, contrato, fosse o que fosse, a respeito de "Quem, Como, Onde e Porque" (alô, alô, transparência!!!!!!) houve a decisão de se aplicar os recursos - que pertencem a todo povo de Porto Alegre, na dita ciclovia


Creio que não só os atuais beneficiados, ciclistas, gostariam de ter tomado conhecimento e até participado mais ativamente da elaboração do projeto, até para se evitar o que vem ocorrendo hoje - aqui .


Mas, a questão central é: em havida decisão sobre onde aplicar estes recursos tão generosos,  por que eles não são aplicados em outros pontos da cidade, tão carentes de investimento na área ambiental??


Poderia-se citar umas duas dúzias de vilas onde não existe um centímetro quadrado de área de lazer (praça, parque...) - o que por si só já é indício de desleixo da PMPA. Então, se há recurso, por que eles não estão disponibilizados para a decisão e apreciação destas  população carentes, melhor, de toda população??


Obs.: 2 - A falta de áreas de lazer urbanas é mundialmente associada ao crescimento da criminalidade e tráfico de drogas, especialmente em comunidades carentes.


Então, visto isso, me pergunto:


- Os  cicloativistas não levam  em conta que o seu benefício possa estar acarretando prejuízos graves a outros grupos sociais??


- Os  cicloativistas não têm consciência social??


- Os cicloativistas, só enxergam o  próprio umbigo, a exemplo da maioria da população??


- Os cicloativistas, assim como toda população, são vítimas de um sistema (falho) de  governo dito democrático, mas que na verdade, usa o sistema como fachada para atendimento dos interesses privados (os pagadores das campanhas eleitorais, seja dito)??


- Os cicloativistas, além de "ganharem" o que querem, ainda por cima ficam reclamando o tempo todo do que recebem (cavalo dado não se olha os dentes...)??


Não há resposta... há uma combinação de fatores que, tem o objetivo de iludir e confundir o cidadão - seja ou não ciclista, seja cicloativista ou não;  estimulando os conflitos entre os diferentes grupos e seus interesses, espertamente proporcionando o espaço tão desejado pelos oportunistas e alpinistas políticos.


O Fato é que tais ações sempre são perpetradas pela classe política, visando o máximo de exposição na mída, com o mínimo desgaste possível. E no final, todo mundo se cumprimenta e rejubilam-se "pelo ótimo trabalho realizado, expresso pelo resultado das urnas".


:-(







27 de fev de 2012

Um farol brilhante!

Taí mais uma daquela idéias que eu sempre tive, mas faltou o conhecimento técnico para desenvolver:


Trata-se de um farolete que não possui peças móveis, não tem contato com nenhuma peça móvel da bicicleta e, portanto, não tem gera atrito nenhum. A eletricidade é gerada por campos magnético oriundos do movimento da parte metálicas da roda da bici, como os aros e raios. 

Genial!! tomara que chegue aqui rapidinho!! 

22 de fev de 2012

Parbéns a cidade de Ivoti!!!


 http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=144&Caderno=0&Noticia=394870


Dá para incentivar o ciclismo com poucos recursos, sim!!! E com iniciativa do poder público!! Parabéns ao povo de Ivoti!!! Infelizes dos Portoalegrenses, que ficam se digladiando em torno da ciclivia que está custando o dobro da inicaitiva acima...

17 de fev de 2012

Bici perfeita para o trânsito porto alegrense!!

É para ser piada (minha), mas a foto é verdadeira


via http://urbanvelo.org/



O *Caçafoice (II)

*Esta postagem usa o título "chupado" de um outro blog 

Pode ser um sinal de maturidade, pode ser a família ou simplesmente a consciência de que o mundo alí fora está muito perigoso. Fato é que desde sempre e até uns 6 anos atrás eu saia para treinar à noite sem sinalização alguma - leia-se: faroletes ou sinaleiras, hoje ítens indispensáveis no pedal noturno.

O horário noturno sempre me caiu melhor para pedalar, mesmo conhecendo os riscos da falta de visibilidade - digo isto em relação aos motoristas de automóvel, pois eu, enquanto ciclista, enxergo bem os outros veículos. Hoje  em dia é o horário que (eventualmente) me sobra para um treino durante semana.

Pois então, ontem foi uma destas noites. Aguardei amainar o calor insuportável do dia (35ºC) e ao anoitecer fui pedalar. Instalei devidamente o farolete pisca na dianteira e o traseiro idem, na minha bici de estrada, a qual fica com a aparência de um caça dada a quantidade de penduricalhos de todos os tipos no seu cockpit - velocìmetro, monitor cardíaco, conduítes... Bom, sei que não é  "eurostyle", mas... "safety first"!!!

Já no final do treino me aproximava de um cruzamento, vislumbrei aquela mancha, uma bicicleta  branca, em alta velocidade - mas nem tão alta assim, denunciando que se tratava de um amador, tanto quanto eu mesmo.

Naquela hora me dei conta do quanto este tipo de ciclista gosta de se expor ao risco de um atropelamento. Eu mal enxerguei o cara, pois o mesmo não portava nada que o denunciasse em meio à escuridão! Nem um reflexivosinho no capacete, nada...

E depois põem a culpa nos motoristas! Esse aí sim, era o legítimo ciclista caçafoice!!

16 de fev de 2012

Sram Red e o Design

Taí um ótimo texto sobre  a concepção do gruppo Red, da Sram. Na minha humilde opinião, a Sram superou suas concorrentes no quesito design. Quanto ao resto, talvez nunca tenha a chance de opinar!!

27 de jan de 2012

Livro

Há alguns países onde o mercado editorial faz o nosso parecer uma piada.


Um dos que mais ma impressiona é o Japão, com a sua peculiar cultura dos mangás e animes, dos quais também sou fã...


Assim surgem pérolas como esta edição aqui, só com ilustrações como esta de uma bici Pinarello...


23 de jan de 2012

Ciência dos materiais

Esta página reúne vídeos diversos sobre como são executados os mais diversos trabalhos nos mais diversos materiais.


 É vídeo para mais de semana:


http://bencollette.com/productbyprocess/

Eu sugiro os que forem relativos às bicis, como por exemplo este (quadros), este (aros) ou este aqui, sobre o complicado sistema de tubos "exogrid" da Holland cycles

Manufatura das peças de carbono

Adoro vídeos sobre processos produtivos. Mais até do que a parte de projeto e concepção. Eu fico hipnotizado com este tipo de vídeo:




A parte que mais me admira é que, apesar da tecnologia empregada na trançagem do tecido, nada disso teria utilidade se não fossem as mãos habilidosas dos operários.


...imagina se o carinha da "costura" se distrai e coça o nariz...o que acontece com a integridade da peça?

5 de jan de 2012

Mona, a Monareta



Lá nos fins dos 70' , início dos 80' do século passado, bom mesmo, em sendo criança, era possuir uma Monareta. Esta bici foi, provavelmente, o maior sucesso de vendas da marca Monark em todos os tempos, no Brasil. Mesmo a poderosa Caloi não conseguia fazer concorrência, ao menos na popularidade entre a garotada, com o seu modelo equivalente - a Berlineta.

As muitas versões da Monareta foram se aprimorando ao longo dos anos, tantos que nem sei quando esta bici teve seu início de carreira. Esta que apresento e que adquiri no interior do estado do RS, data de 1984. Não foi o último modelo produzido - me consta que a bici foi produzida até '87, mas não tenho certeza.

Hoje tenho a maturidade para avaliar este belo sucesso da indústria ciclística nacional, e perceber como a indústria erra muitas vezes, baseando-se em avaliações errôneas sobre as reais necessidades do público consumidor.


O advento das BMX  nesta mesma época (80') só terminou de escrever o epitáfio na sepultura da Monareta e de tantas ótimas bicicletas para o público infantil e juvenil que utilizavam uma mecânica mais simples. Junto com a Monareta foram embora os freios contra pedal, o pneu aro 20" liso, os cromados... a moda agora eram as "cross", apresentadas ao mundo no filme do E.T.


Infelizmente, para muitas crianças, isso representou uma maior dificuldade em se aprender a pedalar. Primeiro por causa dos preços elevados dos novos modelos. Mas creio numa teoria e  não custa expô-la.


Acredito que os freios que passaram a equipar preferencialmente todos os modelos de bicis para o público infantil, tipo ferradura num primeiro momento e os cantilever e afins, mais recentemente, simplesmente não poderiam equipar as bicicletas infantis.


Isso por que, acredito, a fisiologia óssea e muscular das crianças entre 3 e 5 anos de idade - a idade que considero ideal para se aprender a pedalar; simplesmente não se adequa  a estes modelos de freios. As mãos são pequenas e fracas, não conseguindo, às vezes, alcançar a manete do freio. Outras vezes, a força dos dedos é insuficiente para parar ou reduzir a velocidade da bici. 
Diferente do freio contra pedal, onde se aplica a força das coxas nos próprios pedais - bastando então que a criança alcance os pés nos mesmos. Mesmo para uma criança pequena, esta força é mais que suficiente para a frenagem.


Então, o resultado da mudança do enfoque da indústria ciclística teve um resultado inverso, na minha opinião. Ao gerar modelos desconfortáveis para as crianças, resultou gerações de adolescentes e jovens e adultos desinteressados em bicicletas, uma vez que andar numa delas, quando criança, era uma atividade insegura e menos divertida.


Enfim, não se vê muitas destas rodando por aí, apesar que deve haver muitas jogadas em qualquer canto.


"No estado...original"
Desconheço a autoria do projeto da Monareta, mas posso afirmar que a pessoa - provavelmente algum engenheiro ou desenhista ou até mecânico de chão de fábrica mais qualificado, era também um ótimo designer
Eu entendo o design como a união das idéias estéticas com as idéias produtivas - recursos, insumos, desenvolvimento tecnológico, maturidade produtiva, entre outros fatores.


O design da Monareta é vagamente inspirado no da Raleigh 20", com a diferença que esta bici tinha, ao contrário da designação "juvenil / infantil" da Monareta, uma inclinação fortemente urbana. Neste sentido, o do design, a monareta demonstra um apurado cérebro por detrás do projeto:

- A concepção do quadro beira o genial. Este é formado por dois grandes "grupos" de subestruturas, a traseira, contando com a garupa e gancheiras, e a dianteira, sendo formada pela união de um tubo curvado único que compõe o tubo vertical / canote, e um tubo horizontal, por assim dizer - unidos ao tubo da caixa de direção - esta parte dianteira é feita de tubos de mesmo diâmetro, apenas conformados diferenciadamente. Tudo soldado sem necessidade de muita precisão...


Dianteira da bici: todos os tubos tem a mesma seção


Estas duas subestrutras são unidas, finalmente, pela peça da caixa do movimento central. Esta é feita por duas chapas massivas conformadas, soldadas entre si e depois ao conjunto dianteiro. O modo como elas são unidas cobre todas as chances de erro possíveis, ou seja, se há erros nas medidas dos tubos, estes são "aparados" na hora da junção na caixa central... tudo concordante com o nível de desenvovlimento da mão de obra, instrumental e materiais disponíveis naqueles tempos. Uma visão diametralmente oposta a composição precisa exigida pelas bicicletas de quadro tipo diamante, onde a precisão das medidas dos tubos é essencial a obtenção de um ótimo resultado final.



A caixa de centro, acima solda-se a estrutura dianteira ou principal; abaixo  a garupeira - que depois une-se ao tubo do canote. Aqui, provavelmente, corrigiam-se todas as possíveis imperfeições da produção do quadro. Ao mover as peças horizontalmente, ganha-se uma margem de uns 5mm de flexibilidade - mais que suficiente para qualquer correção.

Vista geral - adoro a curvatura deste guidão!
Para completar, os componentes eram os mais simples disponíveis e todos de muito fácil manutenção;  tudo em aço e o único "luxo" por assim dizer, era o fato de algumas peças serem  cromadas. Plásticos, apenas as luvas. Esta era uma tecnologia ainda emergente no país - a dos plásticos... O resultado era uma bici bastante duradoura.

Marca & data do modelo




A ferrugem é superficial e não compromete a estrutura

Pronta para uso, após uma rápida guaribada - nem poli os cromados

Tenho que trocar esta blocagem ridícula no selim...


Depois de uns poucos e rápidos reparos na lataria e uma lubrificada e limpeza gerais, fui dar uma rodada e relembrar a infância. Nada como aquele banco com a mola que regula a sua velocidade!!! 
Sim, a mola do banco limita a sua velocidade pois a mesma admite apenas uma certa trepidação e ondulação. Acima de uma certa velocidade, a mola flexiona e ondula tanto que passa a te jogar para fora da bici!!! Pura diversão!!! 


É uma bici para se passear, sem o compromisso de  performance, enfim, uma delícia! Puro estilo...