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21 de dez de 2011

O mito da pedalada "redonda"

É fato que os pedais de encaixe trouxeram uma nova dimensão da performance ao ciclismo. Os primeiros modelos surgiram, meio toscos, em 1973. Mas só chegaram ao mainstream do ciclismo pelos idos de 1985, quando Bernard Hinault venceu a Volta da França utilizando um protótipo da Look.

Há contas que dão um valor de melhora no rendimento de até 30% sobre uma pedaleira convencional, mas neste mesma prova vencida por Hinault, a sua vantagem sobre o segundo colocado, Greg Lemond, foi de "apenas" 1'42" - numa prova de quilometragem total em 4109Km. Ou seja, cadê os tais 30%???


Obs.: Fato é que tanto Hinault quanto Lemond foram profissionais de primeira e qualquer um deles poderia ter ganho a prova, independente do equipamento.

Enfim, sem discutir os evidentes méritos dos pedais de encaixe, entre outras estórias, a mais popular talvez seja a da "Pedalada Perfeita" ou pedalada redonda - uma espécie de eldorado da performance ciclística, reservada apenas aos mais mais, aos deuses do ciclismo, ao cara mais treinado, o mais "fodão" e tals. (Sendo que TODO MUNDO 1, 2, 3  tem alguma técnica neste sentido e afirmam funcionar...)

Pois então, atingir a tal pedalada redonda sempre foi uma de minhas metas após adquirir o meu primeiro pedal de encaixe, casualmente da marca Look. 

No entanto sempre tive a sensação estranha de idiotice total ao treinar tentando obter o tal "movimento perfeito", fosse rodando, fosse no rolo. O esforço era demasiado, o cansaço maior ainda e nunca notei um resultado efetivo, a não ser me dar conta que "empurrar" obtinha um resultado muito melhor e a musculatura da pernas cansava menos, de um modo geral.

Há pouco percebi o artigo que está contido neste sítio: 


Após lê-lo senti-me um pouco aliviado, menos incompetente enquanto ciclista. Em resumo, o texto esclarece uma série de coisas que a minha intuição sentia, entre as quais destaco:


 - Não faz sentido se esforçar em "puxar" uma coxa p/ cima, com um grupo muscular ridiculamente minúsculo quando você está empurrando a outra p/ baixo, utilizando para isto o maior e mais potente grupo muscular do seu corpo (fig)


- O nosso cérebro está programado para executar automaticamente os movimentos relativos ao caminhar - que são muito semelhantes aos de pedalar, utilizando-se, inclusive, os mesmos grupamentos musculares. Daí a extrema dificuldade em se associar este tipo de movimento "estranho".


-  Pesquisa realizadas com mais de 100 ciclistas profissionais não registrou caso de "puxada" significativa ou digna de nota entre os mesmos - que dizer dos amadores... 


Então, desisti da tal pedalada mágica e estou resolvido que o negócio é "socar a bota" mesmo, pois é isso que te faz andar!

8 de dez de 2011

Furos, furos...

...você pode evitá-los, mas nunca consegue fugir deles!


Semanas atrás, meu pneu traseiro vinha perdendo a pressão, dia após dia. Em 4 dias, o dito estava no chão. Eu sabia que havia um furo, mas não tive pressa no conserto, já que dava bem p/ rodar dois dias sem precisar calibrar novamente.


Quando tive tempo, desmontei a roda atrás do furo. Demorei um pouco para localizar a origem, que era esta da foto aí... um grampo de papel bem enfiado exatamente no limite entre a banda lateral e a central do pneu traseiro. 


Viu alí?!?! Marcado no círculo vermelho, a fonte das minhas preocupações!




Removido o metal, consertado o furo com um remendo tradicional.



Imagem fora de escala. O araminho está todo retorcido, imagino quanto tempo ficou alí, sendo empurrado até atingir a câmara.

2 de dez de 2011

Update nos para lamas

Conforme visto aqui, fui bem sucedido em instalar uns para lamas genéricos na bici do dia a dia. A única pendência, por assim dizer, era um ruído bastante desconfortável no para lama traseiro gerado pela flexibilidade do material plástico. Esta flexibilidade, que mostrou-se uma vantagem no primeiro momento, demonstrou seu lado pernicioso com estes ruídos chatos!! Some-se o fato de haver uma longa extensão do acessório sem fixação, resultado de um planejamento de instalação deficitário...

Este ruído era especialemnte irritante quando conduzia a bici em terreno irregular, como pedras ou ondulações no asfalto.

Tive um tempo num destes fins de semana e resolvi a questão...

Não precisei comprar nada, apesar que foi meu desejo ter peças mais adequadas. Como sempre, um bom improviso resolveu tudo.


O resultado. Deixou a desejar na estética, mas a solução técnica foi perfeita.

Esta cinta perfurada, apropriada para montagens elétricas e afins na construção civil, achei numa lixeira!!


Assim, "moldei" uma flange de acordo com o tamanho e necessidades específicas para a situação.

Flange ou cantoneira, já pronta. A furação da cinta é muito eficaz, permitindo  escolher a melhor posição sem necessidade de utilizar-se uma furadeira, por exemplo.

Instalando no bagageiro

Rebites de alumínio são mais baratos, mais fáceis de utilizar, mais discretos e podem substituir os parafusos em diversas ocasiões, como esta 

No final, adeus ruídos de trepidação!!
Assim, com muito pouco material, uns rebites e 1/2 hora de trabalho, a bici voltou ao seu silêncio habitual.