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30 de ago de 2011

Pedalar e a saúde

Notícia:


Estudo indica que pedalar diariamente em ritmo intenso e curto é mais saudável para  o coração do que pedalar lento e longo.

Ponto para mim!!! (se depender SÓ do coração, vou viver uns 3 anos a mais do que o pessoal que treina 200Km por dia, hahahahaha!!!)

26 de ago de 2011

Fixação

Não, não é uma postagem sobre fixas, hehehehehehe!!!!


Foto contrabandeada:


fonte: cinellionly.blogspot.com



É uma Cinelli Laser!! bici especial de pista, toda em tubos de aço com perfis aerodinâmicos.


P_t@ bici linda!!! tão linda que tem um blog inteiro dedicado quase que exclusivamente a ela e suas variantes:


http://cinellionly.blogspot.com/


Bom proveito!! Fixeiros, evitem lamber  o monitor!!!

Guidão novo


Conforme já havia relatado aqui, a minha bici da cidade sofreu uma falha mecânica total, no seu guidão. como se trata da minha bici básica para os deslocamentos, não pude deixar o conserto aguardando muito tempo. Na verdade o conserto foi efetuado um dia após o ocorrido.

Comprei um guidão novo, na medida 26.0mm, de aço, tipo "curvo". O anterior era de alumínio, "reto"... Coisas interessantes sobre a compra: me custou R$ 8,00 e o tubo é com "costura", ou seja, é um tubo feito a partir de uma chapa, conformada de modo a mimetizar um tubo verdadeiro e soldado ao longo da junção dos dois lados da outrora chapa. Espero, sinceramente, que este fato não reduza a sua vida útil...vamos ver!


Guidãozinho maneiro: todo preto, bonito, barato e de aço

A foto que segue é demais!!! Nela estão lado a lado os dois guidãos, de  modo que pode-se observar as espessuras das paredes dos dois modelos - à esquerda o quebrado, de alumínio;  o da direita é o novo, de aço. Fica claro  que, sendo muito menos denso que o aço, o alumínio necessita de muito mais quantidade de material para prover uma resistência similar à do aço. Na vedade, me sinto tranquilo em afirmar que neste caso o guidão novo irá durar muito mais tempo que o anterior. Pouco importa que seja umas gramas mais pesado. Me importa a durabilidade. Mais: este guidão, por ser curvo deixa a direção um pouco mais alta, mais confortável.


3 X!!!


Peça já instalada - ficou bem bonito!!


vista do "cokpit"
Dica: para remover as manoplas, basta afrouxar os parafusos do trocador / manete e puxá-lo junto com a manopla. Esta sai facilmente! Não tente puxar com as mãos, pois não sai mesmo!!!

16 de ago de 2011

"Campagnolizando" a estradeira - II


Parte II - Montagem

Bem, o primeiro passo para a montagem consiste em desmontar os freios antigos. A operação não pode ser mais simples - uma chave alen de 5mm faz todo serviço, tanto nos parafusos de fixação dos cabos como na fixação das ferraduras (ver fig. 1).

Com a mesma chave, as ferraduras novas são instaladas no lugar. Mas, veja-se bem, apenas instaladas - os parafusos não são apertados ainda, pois esta operação fica mais para o final, junto com a parte dos ajustes.

Fig. 1 - um 5mm faz tudo - seta de baixo.
Seta de cima - protetor de quadro improvisado para o conduíte do câmbio




Nesta foto ve-se a ferradura dianteira já no seu devido lugar, porém sem nenhuma regulagem. 
Favor não reparar na poeira sobre a bici!!
Aproveitando que tive que fazer toda a instalação, troquei também os cabos ou espias dos freios. Aqui começarama surgir alguns entraves... Os meus trocadores são Campagnolo, e geralmente é necessário um cabo específico para a marca. Porém, encontrar Campagnolo na "metrópole" que é Porto Alegre é quase como conseguir capturar anti matéria!! Deste modo resolvi arriscar e comprei cabos de freio para bici speed genéricos (leia-se: Shimano compatíveis).

No círculo verde, a cabeça de encaixe do cabo X puxador do manete
 - a cabeça do cabo fica saliente e não encaixa.
Nesta foto registrei a tentativa de colocar o cabo tal e qual veio da loja. Note-se que ele fica com a cabeça de encaixe saltada para fora, o que inviabiliza o recesso da alavanca do manete, praticamente impossibilitando a operação do mesmo.

A morsa, uma ferramenta básica e sua irmã, a lima!!
Nesta foto seguinte, a solução: limei as cabeças dos dois cabos até que houvesse um encaixe perfeito. Tive que operar com o cabo preso nesta morsa, pois fazer à mão nua seria impossível.

Uma constatação durante a re montagem foi a de que eu estivera utilizando conduítes extremamente curtos para o sistema de freios. Isso aconteceu na montagem original, a qual eu mesmo procedi (sic) com todos os cabos e conduítes originais Campagnolo. Aprende-se com os erros, nem sempre menos é mais!!

Isto, apesar de não atrapalhar o pedal, forçava os componentes e eu só conseguia ajuste por conta das possibilidades de ajuste fino das ferraduras RX 100, tendo percebido que as tolerâncias do modelo Campagnolo são muito mais estreitas do que as do modelo Shimano. 

Enfim, desmontei tudo e refiz todas as medidas, desta vez tomei cuidados para não cometer equívocos , tendo me consultado no excelente sítio de dicas mecânicas da Park Tool. Todos os cabos tiveram seus comprimentos aumentados, na proporção dos seus comprimentos (vide figuras 2, 3, 4 e 5). Seria fantástico se eu pudesse simplesmente postar para todo mundo os comprimentos em mm e afirmar que fossem aqueles que serviriam para todos os casos, MAS!!! isso não é possível, pois cada caso é um caso e não há comprimentos fixos. Então, o negócio é meio no olho mesmo. Ainda assim,é importante seguir alguns conselhos tipo:

 - As curvas dos conduítes não podem ser muito fechadas;

- Não pode haver nenhum trecho com "atravancamento" entre os conduítes e outros componentes, ou seja: as partes que se movem, devem se mover com o mínimo de interferência entre si. Isso é perceptível quando o movimento do cabo dentro do conduíte causa um "encurtamento" ou uma tensão exagerada no próprio conduíte, ou vice versa.

Ex.: os meus conduítes anteriores, curtos -  quando o guidão era movido fortemente para um dos lados, ocorria o travamento da ferradura traseira.

Então, depois de haver preparado todos os componentes, foi feita a instalação. Fiz uma lubrificação dos cabos com um óleo fino e ecológico; coloquei os conduítes no lugar, passei os cabos, refiz a fita do guidão.

Fig. 2 - em vermelho, o quão curto estava um dos conduítes.
No círculo verde, miudezas indispensáveis que são difíceis de comprar:
ponteiras de cabo e ferrolhos p/ as extremidades dos conduítes.
Fig.3  - em verde: mesmo o menor dos conduítes do freio traseiro
teve que ser  substituído por um mm´s maior





















Fig. 4 - Um bom indicativo  que tudo ficou OK: os conduítes de ambos
 os freios se cruzam (circulo vermelho) aproximadamente no eixo do
avanço de direção (verde)


Fig. 5 - Para o freio traseiro, note-se que a trajetória do conduíte forma quase que
um semi círculo a 90º (pontilhado) com o eixo horizontal do avanço
 de direção, estando esta virada aos 90º.



Alicate para cortar cabos: funcionou e...não funcionou!!


fig. 6 - Clica para ver como é um cabo mal cortado


















Observações: 


1 - Como não tenho tudo que é ferramenta, eu improviso. Para cortar os conduítes, usei um alicate para cortar cabos elétricos, o que não proporciona acabamento nenhum e a consequência pode pode até vir a ser a ruptura de um cabo por conta das arestas deixadas na extremidade. Assim, após cortar os conduítes, dei acabamento com a lima em todas as extremidades dos conduítes. Mesmo para os que possuírem todo ferramental, sugiro o acabamento com a lima, que apesar do trabalho, é rápido e fica muito bom.


2 - Utilizei o mesmo alicate para cortar as espias, tendo sido muito bem sucedido com uma delas e pessimamente com outra (ver fig. 6). depois, me dei conta que possuo um daqueles tesourões para cortar lata. então dei o corte no cabo ruim com este. Nota - nunca finalize os cabos até ter acertado tudo!!!




Aguardem o próximo capítulo, com o ajuste fino e os comparativos.