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29 de jul de 2011

"Campagnolizando" a estradeira


Etapa I - aquisição

A minha bici de estrada é um projeto em andamento. Ela nunca está "finalizada"! Mesmo que me considere um consumidor bastante moderado, sempre estou de olho em boas ofertas que possam valer à pena e melhorem / modernizem a bici.

Também conta a vontade de uniformizar alguns componentes com  a mesma marca. Gosto muito do desempenho dos meus atuais freios Shimano RX 100. Por outro lado, a marca Campagnolo sempre me atraiu mais, seja pelo apelo visual, seja pelo desempenho.

Assim foi com esse jogo de freios. Paguei menos da metade do preço habitual para o modelo - Campagnolo Veloce skeleton dual. A única ressalva ficou por conta da loja, pois a mesma anunciava no seu sítio que as peças em estoque eram na cor preta - a qual cairia perfeitamente na minha bici. No entanto, surpresa!!!! As peças vieram na cor prata... o estranho é que mesmo a embalagem indica a cor preta (ver primeira foto),  hehehehe. Acho que estes irlandeses têm um pouco de Brasileiros também!!!! Enviei um email para verificação de estoque da peça na cor preta, mas o item foi descontinuado, ou seja - a troca seria impossível. Então fiquei com estes mesmo, pois a cor prata também se adequaria ao conjunto.

Blábláblá marketeiro à parte, a principal vantagem alegada pelo fabricante do modelo que adquiri reside na utilização de freios diferenciados, ou seja: a pinça dianteira utiliza o conhecido e eficaz sistema de dois pivôs (o mesmo dos meus atuais RX 100, garantida a eficiência). Enquanto isso, o traseiro utiliza apenas um pivô. A justificativa é razoável, afirmando que o freio dianteiro é muito mais solicitado (em força) nas frenagens do que o traseiro.

OK, OK, o fato é que eu gostei. Aguarde-se a montagem e o teste. 


No sublinhado, a cor desejada -ao menos a intenção foi esta


O design é muito bonito, veremos o desempenho

O freio traseiro é de um pivô, apenas. O dianteiro é de dois pivôs

24 de jul de 2011

Pensando em nós

Me agrada que haja cabeças realmente pensando em melhorar a vida dos ciclistas, desenvolvendo componentes que realmente servem para facilitar a nossa vida:

http://flipphandle.com/

16 de jul de 2011

Colapso

As imagens que acompanhas esta postagem ilustram a que ponto se chega quando somos negligentes com o equipamento. E, neste caso, deixar de inspecionar o equipamento é a negligência.

Por pura sorte não ocorreu nada (comigo) quando da quebra deste guidão. Eu havia parado num cruzamento e, ao avançar, fiquei com metade do guidão na mão! Fosse outro o momento, as consequências poderiam ter sido graves: em alta velocidade, numa descida, em meio ao tráfego intenso de veículos...

Não cabe aprofundar as possíveis causas mecânicas, o fato é que a falta de atenção que o ciclista costuma ter com as partes não móveis da bicicleta pode vir a ser-lhe fatal. Independentemente do material do qual sejam feitos - alumínio (neste caso), aço, carbono, titânio, diamante... deve-se sempre proceder uma inspeção criteriosa de partes como quadros, canotes, avanços de guidão, guidões, garfos. Os indicativos de possíveis falhas são rachaduras e falhas na tinta - geralmente transversais ao maior esforço que a peça sofre. Nheco nhecos também podem ser indicativos de problemas.


A cor mais escura na parte inferior da seção indica que a falha já tinha idade antes de acontecer o colapso final



Tanto o freio quanto o trocador continuaram funcionado perfeitamente após o ocorrido, permitindo a condução da bici até o conserto 


Nota-se o modo como o metal colapsou no momento crítico, praticamente rasgando-se nos seus momentos finais - veja-se a parte superior da seção





Um projeto a ser acompanhado

IMG_1920.jpg


Pode parecer só mais uma "concept bike", mas além do patrocínio da Toyota, este projeto vai além, no sentido de que pretende fazer com que o ciclista "troque" as marchas apenas utilizando o pensamento. Vale a pena seguir!!
Mais fotos e info aqui

8 de jul de 2011

O "tour de france" não é mais o mesmo


Imagem que vale por mil palavras... desculpem o lugar comum, mas é isso mesmo. Hoje em dia nunca veremos tal nível de descontração dos atletas. Tudo se tornou desumano demais, racional demais, competitivo demais, chato demais... Acho que no passado deveria ser muito mais divertido (para os europeus, hehe) viajar até os "cols" para ver a caravana passar.

6 de jul de 2011

Reinventando a bicicleta (de novo...)

Novamente venho aqui com o meu ranço contra certas inovações, hehehe! Este aqui é muito bonito. Gostei bastante da solução para a caixa de centro, que deixa para trás um monte de conceitos antigos... acho que se é para rever, que seja de maneira revolucionária. Dou um crédito para o projeto - vejamos até onde vão os projetistas.

Imagem da semana




tem muito mais aí...

5 de jul de 2011

Volta da França e a tecnologia -Parte I(?)



O Zaka adiantou a discussão, mas vamos lá...

Os ciclistas pros recebem material de primeira para competir na mais famosa (vejam bem, eu não disse mais dura, mais terrível nem mais exigente...) competição ciclística do planeta. Tudo em prol da performance.  E da visibilidade dos patrocinadores, é claro.

O objetivo da indústria também é aproveitar a competição para testar produtos novos, ou para desenvolvê-los, removendo as aparas finais dos produtos que já estão por lançar comercialmente. 

Ou simplesmente acompanhar a repercussão na mídia desta ou daquela idéia, esperando os ecos e ansiedades que reverberam nos fóruns e blogs - para tirar uma temperatura do que vale ou não  apena ser lançado comercialmente. Enfim, realizam uma pesquisa de mercado para estes novos produtos.

Assim, não é raro deparar-se com produtos e protótipos dos mais variados tipos de utilidade alguns de utilidade bastante questionável, como este canote aqui - que além de tudo é feio pra caramba!!! 

Outros tem funções bastante específica, como este aqui, que é um novo conceito aplicável às rodas e que utiliza uma espécie de "aro"  aerodinâmico acoplado entre o aro verdadeiro e o pneu. Supostamente, reduz a turbulência (alí, onde estão os adesivos menores. Não é o pneu, não). Aliás, sobre este protótipo de roda, creio que a UCI deveria aplicar uma boa multa, já que está claro no regulamento desta instituição que "não são permitidos artifícios de carenagem aerodinâmica":

"Protective screens, aerodynamic shapes, fairings or any other device that is added or forms part of the structure, and that is destined or has the effect of reducing wind resistance, are prohibited."