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27 de jun de 2011

Capacete de papelão

É disso que gosto: idéias simples, baratas que são trabalhadas de modo a prover resultados efetivos e competentes - bem dentro do que a idéia da bicicleta representa para mim. Nada das mentiras que a indústria adora propalar para tentar convencer os consumidores que os seus produtos realmente valem o preço que se paga...


Acompanhem os vídeos:





12:00, 9ºC!!!

Hoje foi dia de malha térmica e cuecão!!!! O vento fez com que a baixa temperatura caísse vários graus abaixo do 0ºC. Com 6ºC no termômetro, os ventos de até 50Km/h geraram uma sensação térmica de 7ºC negativos!!!

Dizem que os gaúchos são machões, que são valentes, que não comem mel, comem abelha!!! Não quero entrar nesta discussão, até p/q ninguém é melhor do que ninguém nestas terra brasileiras e não gosto de gente que se diz superior, por qualquer motivo que seja.

Mas, de uma coisa tenho certeza, nós somos muito bem adaptados, muito resistentes, por que aguentar 0º no invernão e 40º no verão, não é para qualquer um!!!

21 de jun de 2011

O Conforto e a bicicleta

Há algumas mistificações em torno de porque há tão pouca gente rodando de bici, sendo que é barato, saudável, ambientalmente correto, etc, etc, etc. Vou colocar um pouco do que penso sobre um dos fatores que provavelmente influa no desejo das pessoas em utilizarem as bicis.


Muita gente, colegas de trabalho, amigos, me pergunta (sobre pedalar ao trabalho) "Como é???" O que respondo é:

"É muito bom, mas não faça por que eu faço"

A verdade é que muitos acham legal que outras pessoas consigam levar suas vidas e rotinas de maneiras diferentes, mas daí a adaptarem as SUAS rotinas aos modelos de outros...vai uma geração!!!

Muitas das pessoas que falam comigo até gostariam de pedalar, provavelmente por que já o fizeram em algum momento anterior nas suas vidas e isso foi bom.

O primeiro passo para se pedalar, em todos os sentido, é gostar de pedalar. Não recomendo pedal (ao trabalho ou esportivamente) para gente que não pedala por gosto, nem que goste apenas de passear de bici, ou que procure uma opção de deslocamento mais em conta (sobre isso, obviamente, há camadas sociais da população que simplesmente não tem opção e, quer gostem ou não, pedalam). Mas, aceita-se voluntários que estejam dispostos a começar e curtir o pedal.

Outro fator importante tem a ver com quanto do seu conforto diário as pessoas estão dispostas a abrir mão. O fato é que o "progresso" da humanidade tem nos tornado cada vez mais tentados à preguiça e ao sedentarismo, pelas "facilidades" que a tecnologia vem proporcionando (sobre isso, no futuro quero desenvolver o assunto sobre as preocupações em torno do peso das bicicletas e sobre como a indústria se vale de um monte de falsos argumento para vender mais produtos), e nos últimos 100 anos este fator tecnológico revolucionou o modo como nos deslocamos geograficamente. Acrescenta-se a isso o tendência ao gigantismo das grandes cidades (e o inversamente proporcional investimento nos meios de transporte público, como vemos diariamente no noticiário) e a violência diária no trânsito e temos um perfeito "pacote anti bicicleta" em mãos.

Então, quando me perguntam especificamente sobre o quão confortável é pedalar, eu digo:

"Não, pedalar não é confortável"

Nunca vai ser - a não ser neste caso aqui. A pessoa que opta pela bici, de cara abre mão de uma grande parcela do seu conforto diário, caso o costume seja por deslocar-se de automóvel - no caso de deslocamento por ônibus, coloco praticamente como igual ao desconforto da bicicleta.


Pedalar já é um esforço físico em si. Pedalar num dado ritmo - o necessário para se manter minimamente no horário desejado, é mais esforçoso ainda. Pedalar esportivamente, é puro estresse físico, no sentido da tensão do corpo.


Uma bicicleta, por mais bem projetada no sentido do conforto, nunca terá o conforto do mais simples automóvel (OK, talvez algumas bicis tenham mais conforto do que um jipe willis...). Quem pedala entende e aceita isto e troca esta parcela de conforto pelo prazer de pedalar, por não ficar mais engarrafado no trânsito, por uma vida um pouco mais saudável, pelo exercício físico, por aquilo que for a sua justificativa.

Além do esforço de pedalar, há toda trepidação inerente à condução da bici, o esforço para se manter o controle e o equilíbrio, a atenção necessária com o trânsito (face à exposição à qual o ciclista está sujeito - seu "air bag" é seu rosto, hehehe) e até o medo dos outros veículos. Tudo isso pode se tornar extremamente estressante / desconfortável e desestimulante para alguém sem experiência.


Claro, um cidadão europeu de primeira classe tem o piso maravilhoso, um verdadeiro veludo de asfalto, em ciclovias exclusivas e sinalizadas... beleza!!! Pode-se até rodar nos aros que não acontece nada ao seu corpo.


Porém, retornemos à dura, contundente e trepidante realidade das vias brasileiras, hehehe!! Considero que é impossível rodar 100% do tempo em asfalto durante um deslocamento rotineiro, então tem-se um piso misto - com calçamento de pedras, asfalto, buracos e ondulações; sobe e desce de calçadas, etc. Nestas condições se consegue desenvolver uns 20 a 25 Km/h de vel. máxima. Para um ciclista habilidoso - categoria na qual me incluo, isso já trás um tremendo estresse, especialmente os membros superiores e articulações. Para um ciclista eventual, isso é um verdadeiro martírio!!! E, pior, no caso do ciclista inábil, pode significar a perda do controle da bici e uma queda feia. Ou seja, o desconforto também pode se traduzir em risco à saúde e integridade física.

Mas, há alguns equívocos clássicos, como pensar que pedalar é menos confortável e cansa mais  do que caminhar, por exemplo. Na verdade, as pessoas acham que se a pessoa chega ao trabalho um pouco suada ou ofegante (nada anormal quando se pedal uns 7km - a uma média de 25 / 30km/h, no meu caso) se fez muito esforço. Nem se compara, a bici chega na frente e se faz muito menos esforço.


Enfim, para pedalar, as pessoas têm que estar cientes que você deixa um pouco de lado o conforto e a classe (é, tem dias que chego bem bagunçado no trabalho, hehehe!!!), mas tudo isso é superado pelo prazer e satisfação de estar fazendo algo de bom para si mesmo.

17 de jun de 2011

Construindo com carbono...como fosse aço

Aqui uma galeria demonstrando como um construtor "solda" tubos customizados de carbono, num método muito semelhante à construção das bicis de com tubos de aço - com um resultado surpreendentemente similar, esteticamente, à uma bici de aço.


O diferencial é que no caso dos tubos de aço, a união é feita com a solda. No caso , a união fica por conta das folhas de carbono e da cola epoxi, que "cura" a estrutura, tornando tudo uma coisa única. 


Quem quiser ver os outros modelos, visite!!!

14 de jun de 2011

13 de jun de 2011

Aro 20"

Estive na "vala" neste fim de semana e havia me esquecido como o pessoal fazia umas coisas realmente incríveis por lá. 


Saca só:




deu vontade de montar uma dessas só para testar, hehehehe!!

10 de jun de 2011

(Mais) Uma revolução em materiais??

E ainda tem gente que afirma que o aço, enquanto material par confeccionar bicicletas esportivas, está morto:


http://nextbigfuture.com/2011/06/flash-bainite-is-strongest-most-ductile.html#more

Para quem ainda não consegue utilizar o tradutor do google, um resumo: um novo tipo de aço, processado com um tratamento térmico exclusivo que é realizado em 10 segundos - ao invés das horas tradicionalmente utilizadas, resulta num material 3 x mais forte que o CroMo, 7% mais forte do que os aços martensíticos e que pode ser "esticado" e laminado até 30% mais do que estes, sem perder resistência.


...e eu sonhando com uma bike toda XCr


7 de jun de 2011

Fixeiros em PoA

Legal!! Legal!! Rolou o primeiro Alleycat Race da Capital da Província de São Pedro!!!!!


Segue um vídeo, que primeiro achei no pinhafixa:




Eu não fui, pois fiquei com a minha família, numa noite de sexta feira. Quem sabe na próxima, tendo combinado, eu vou!!!