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29 de abr de 2011

Estão sempre...

...tentando reinventar a roda!! Achei uma proposta  / protótipo bem interessante - contem algumas idéias que eu gostaria de ver desenvovidas, mas tudo caro demais, para os meus padrões do que é uma bici boa...

Sua próxima bicicleta será feita de papel...

...de grafeno!! As ciências dos materiais não param de me surpreender, mesmo. Cientistas desenvolveram o papel de grafeno,  que a considerar por suas caracterísiticas físicas, tem tudo para substituir boa parte dos tecidos de carbono hoje empregados na confecção de quadros de bicicleta feitos  deste material.

Muitos quadros de carbono, especialmente os fabricados artesanalmente, ainda são finalizados por meio da sobreposição de várias camadas de tecidos de fibra de carbono e outros tipos de fibras sintéticas, como kevlar, ou não (bamboo também serve, sizal em outros), colados / curados com resinas sintéticas a algumas peças e tubos pré fabricados - o famoso "kit" para montar um quadro. Na verdade em muitos casos é nesta etapa que se atribui a tal "alma " do quadro, que constitui no diferencial de um quadro sob medida para um industrializado. É neste momento que o construtor define, através da disposição de tipos diferentes de materiais, quantidade e sobreposições das camadas, qual o tipo de comportamento que o quadro terá quando finalizado.

25 de abr de 2011

Sapatas de freio

Houve por bem de não estragar o aro traserio que eu trocasse as sapatas do freio. Muito comenta-se sobre peças e sua durabilidade. Pois bem, estas eram as sapatas originais da bici, com + - uns 10 anos de uso - isso na roda traseira. Atribuo esta durabilidade à qualidade do material, mesmo não sendo peças "de marca"; a constante e boa regulagem, idem ajudaram. Mas creio que o principal motivo do lento desgaste foi devido ao tipo de acabamento do aro. O aro é de alumínio, também sem marca definida, mas muito bem construído e o seu acabamento é liso, ou seja, diferentemente dos "modernos" aros com laterais usinadas, os meus não sofreram qualquer tratamento.

Diz-se a lateral usinada auxilia na frenagem... bom, nunca houve ocasião em que não consegui parar a bici, mesmo na chuva...

Fato é que senti, um dia, metal roçando no aro traseiro e constatei a necessidade da troca de peças. 

Então, seguem as imagens:

Ferramentas utilizadas e o estado das sapatas. Notar o metal que já aparece numa das
 sapatas...


As sapatas novas. Marca desconhecida, mas material muito bom. R$ 4,00 na bicicletaria do
 bairro. Não recomendo utilizar com aros de lateral usinada.


5 de abr de 2011

Treinando em casa

Já faz tempo que adquiri um "home trainer" ou popularmente conhecido como "Rolo de treino". E´da marca Transx, bem simples, do tipo fixo, com uma resistência magnética e com regulagem na própria base - não com alavanca, como alguns modelos. Fato é que o equipamento ficou parado muito tempo, pois eu recorria ao mesmo em poucas ocasiões.

Mesmo gostando muito de pedalar na rua, resolvi implementar uma estratégia de treinos mais regulares, pois tenho em mente algumas provas este ano e pretendo estar melhor preparado do que em ocasiões anteriores. Daí desencavar o rolo e treinar com mais frequência em casa.


As vantagens do treino no rolo, dentro da minha perspectiva, são as seguintes:

1 - Segurança - você está em casa, não tem como te acontecer nada, nem acidente, nem assalto, etc

2 - Treino com qualquer tempo - fim daquele saio / não saio por causa do tempo, pricipalmente no nosso inverno sulista, com chuvas frequentes, aquele vento minuano e o frio;

3 - Monitoramento - possuindo um monitor cardíaco (meu caso), fica muito mais fácil acompanhar e manter as zonas de frequência cardíaca e, portanto, perceber a sua evolução dentro de um programa de treino;

4 - Desgaste do equipamento - estando em ambiente interno, e sem contato com o piso / solo, é quase nula a quantidade de matéria poluente (poeiras, óleos, areia...) e que normalmente é lançada sobre a relação da bicicleta, rodas e freios. No máximo tem alguma poeira inerte no ambinete, insuficiente para desgastar a relação - o desgaste resume-se ao contato natural entre as peças. Assim, fica aumentada a vida útil dos componentes. Talvez haja um desgaste um pouco maior  de pneus, o componente que é mais exigido por estar em contato direto com o equipamento mas, a se confirmar.

5 - Convívio familiar - mesmo estando pedalando, continuo podendo estar junto a família, conversar e assistir à TV e, se precisar, é só descer da bici para o que for.


 Óbvio, há desvantagens:

1 - Simulação - como qualquer experiência deste tipo, os resultados comparativos ao ambiente "real" alcançam uma fração do desejado. Ausência de curvas, dos elementos externos como vento, pisos diferentes, trajetos, subidas e etc. 

2 - A movimentação do corpo é limitada, pois no caso do meu equipamento a bici fica em posição totalmente vertical, sem qualquer chance de movimentação - isto pode provocar alguma lesão nos joelhos, por isso não é recomendável treinar exclusivamente em rolos.

3 - Ventilação - por estar "parado", seu corpo não consegue dissipar eficientemente o calor, resultando numa sudorese acentuada e um pouco incômoda. Resolvo isto com o ventilador e com uma toalha de academia - este item é particularmente importante, pois o suor contem substâncias que podem corroer os componentes metálicos, especialmente as ligas a base de ferro;

4 - Diversão - não adianta, estar  na rua é sempre mais divertido...


Bici montada no "rolo" e o contato do pneu com o rolo

Estação de treino: bici com monitor cardíaco, ventilador e apoio para o pneu dianteiro (um cadernão usado, hehe)