Pesquisar este blog

Translate

22 de fev de 2011

As guerreiras do litoral

Sendo morador da Capital Gaúcha, vez por outra acontece de me encontrar em dias de veraneio numa praia próxima.

Lá, sempre há muitas bicicletas, pois o terreno é completamente plano e o movimento de automóveis se restringe à uma meia dúzia de avenidas - ok, o calçamento em 90% das vias é feito com pedras irregulares, muito mal colocadas...

São sempre bicis muito simples, geralmente de uma única marcha e com freio contra pedal. Apenas uns 10% são bicis com marchas (quando não são  "convertidas", face a velocidade da degradação dos componentes de uma relação com marchas). Há uma quantidade de bicicletas "esquecidas" - quero dizer que as pessoas da cidade levam suas bicicletas que ficam esquecidas o ano todo ou durante muitos anos, hehehe; para serem utilizadas como meio de transporte na praia. Vez por outra, topo com alguma raridade - já vi uma Benotto, uma alemã antiga, muitas Monark dos 70' do século passado, etc.

Estas bicicletas são quase sempre de aço carbono e, por isto, sempre estão muito corroídas pela maresia, não só no quadro mas em todas as partes metálicas. Também sofrem muitas adaptações - as famosas gambiarras, para melhor servir aos seus donos.

Outra coisa que chama atenção é o fato de que as pessoas são sempre mais adiantadas do que o poder público para se adaptarem às situações. Sempre há paraciclos em frente ao comércio - feitos de madeira (para não se consumirem com o tempo) ou de metal.

Duvido, pelo tamanho da cidade, que haja algum tipo de lei para incentivar o ciclista, ou para colocação dos paraciclos. E certamente, se houvesse só iria atrapalhar, como convém aos políticos quando resolvem se meter nas coisas que funcionam bem.

Curtam as fotos

"Rusty triplets"

Detalhe da customização, na mesa colorida

Marca indefinida

Novo e velho

A minha pequenina curtiu esta, com cadeirinha

Nenhum comentário: