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27 de fev de 2011

"NAHBS 2011"

Está em curso a que considero a mais incrível "feira" de bicicletas do mundo (minha opinião...). É a (livre tradução) Feira norte americana da bicicleta artesanal.


O UrbanVelo tem a que considero como melhor cobertura fotográfica do evento, contando sempre com fotos exclusivas e excelentes.


Curtam e tentem não babar (demais!) nas bicis.

24 de fev de 2011

O lixo de um homem é o tesouro de outro















Esta estranha peça de mobiliário urbano (sic) é uma lixeira. Uma das 8.000 que a pródiga Prefeitura Municipal de Porto Alegre veio a instalar pela cidade inteira.

OK, OK, antes poucas existiam e a queixa da sua ausência era recorrente entre os cidadãos civilizados da cidade - os que se dão o trabalho de carregar o seu lixo até topar com uma recepiente adequado.

Mas, como na maioria dos municípios, a culpa é da más avaliações técnicas do equipamento a ser instalado, falhas nos processos de licitação (a ridícula lei do menor preço...por exemplo), interesses políticos espúrios e por aí vai.

O Fato é que, tratando-se de mobiliário urbano, e sendo alto o grau de incivilidade dos nossos concidadãos, ao menos uma característica nunca poderia ser relegada ao segundo plano: Ser anti vandalismo.

Outras características como o design e o custo, também são muito importantes, porém de acordo com a minha opinião, se o elemento é durável aos agentes naturais e aos humanos, isso já cumpre 60% da função, além de justificar plenamente qualquer custo a mais que venha a existir. 

Como relatei, a inépcia da PMPA acaba por resultar em atos depredatórios indesejados e a consequente destruição, descaracterização e finalmente, desfuncionalização dos elementos. 

Então, o que sobra da lixeira "kinder ovo", pode ser redesenhado como um ótimo para ciclo, e melhor, sem custos adicionais aos cofres públicos. Confiram nas fotos a seguir, como isso ocorre.


"kinder ovo" vandalizado - sobra um suporte ótimo para prender a bici

Dá para duas bicis, tranquilo
Então, muito em breve haverão 8.000 para ciclos na cidade. Aguardem...

22 de fev de 2011

As guerreiras do litoral

Sendo morador da Capital Gaúcha, vez por outra acontece de me encontrar em dias de veraneio numa praia próxima.

Lá, sempre há muitas bicicletas, pois o terreno é completamente plano e o movimento de automóveis se restringe à uma meia dúzia de avenidas - ok, o calçamento em 90% das vias é feito com pedras irregulares, muito mal colocadas...

São sempre bicis muito simples, geralmente de uma única marcha e com freio contra pedal. Apenas uns 10% são bicis com marchas (quando não são  "convertidas", face a velocidade da degradação dos componentes de uma relação com marchas). Há uma quantidade de bicicletas "esquecidas" - quero dizer que as pessoas da cidade levam suas bicicletas que ficam esquecidas o ano todo ou durante muitos anos, hehehe; para serem utilizadas como meio de transporte na praia. Vez por outra, topo com alguma raridade - já vi uma Benotto, uma alemã antiga, muitas Monark dos 70' do século passado, etc.

Estas bicicletas são quase sempre de aço carbono e, por isto, sempre estão muito corroídas pela maresia, não só no quadro mas em todas as partes metálicas. Também sofrem muitas adaptações - as famosas gambiarras, para melhor servir aos seus donos.

Outra coisa que chama atenção é o fato de que as pessoas são sempre mais adiantadas do que o poder público para se adaptarem às situações. Sempre há paraciclos em frente ao comércio - feitos de madeira (para não se consumirem com o tempo) ou de metal.

Duvido, pelo tamanho da cidade, que haja algum tipo de lei para incentivar o ciclista, ou para colocação dos paraciclos. E certamente, se houvesse só iria atrapalhar, como convém aos políticos quando resolvem se meter nas coisas que funcionam bem.

Curtam as fotos

"Rusty triplets"

Detalhe da customização, na mesa colorida

Marca indefinida

Novo e velho

A minha pequenina curtiu esta, com cadeirinha

8 de fev de 2011

Estatísitcas III - análise

Considerando que:


 - Há 1 acidente envolvendo bicicleta para cada 93 acidentes envolvendo automóvel,


 - Há 1 vítima fatal em acidente envolvendo bicicleta para cada 9 vítimas fatais em acidentes envolvendo automóvel,



      E


- Que há uma vítima fatal em cada 265 acidentes envolvendo automóveis

- Que há uma vítima fatal em cada 25 acidentes envolvendo bicicletas

Fica evidente a desproporção negativa contra o ciclista, pois estes envolvem-se muito menos em acidentes, porém morrem numa proporção aproximadamente 10 vezes maior do que os integrantes de veículos.



Há muitas mais análises que se poderia fazer e as minhas próprias estão aí para serem contestadas por quem quiser, se assim o desejar.



O fato é que me dei ao trabalho de efetuar algumas continhas primárias que me levam à conclusão simples de que o Poder Público, em todas as suas esferas e nas mais diversas vertentes políticas, nada ou muito pouco têm feito para proteger àquele que se apresenta, nestas estatísticas, como o mais desprotegido dos usuários das vias urbanas da nossa cidade.





Fazer estas contas para determinar que caminhos seguir, que políticas adotar é tarefa do serviço público. E é papel dos políticos, essencialmente, tomar estas decisãos com base nos números que se apresentam. Me fica a impressão que alguém não vem fazendo seu trabalho direito. E que tenhamos muitos políticos que se acovardam diante dos números.

3 de fev de 2011

Estatísticas II

Média do número de vítimas fatais em acidentes  na cidade de Porto Alegre, período 2000 / 2009 (fonte: EPTC)


- Envolvendo Automóveis = 41,55 % (64 vítimas do total)

- Envolvendo Bicicletas = 4,74 % (7 vítimas do total)



Média do total de vítimas fatais em acidentes ao ano, em período de 10 anos (00/09) = 154

Obs: ano 2010 não havia sido finalizado o mês de dezembro, por isso a exclusão

2 de fev de 2011

Estatísticas I

Acidentes  na cidade de Porto Alegre, período 2000 / 2009 (fonte: EPTC)


- Envolvendo Automóveis = 73,94% (16.958 acidentes do total)

- Envolvendo Bicicletas = 0,79% (181 acidentes do total)


Média do total de acidentes (todos tipos de veículos) ao ano, em período de 10 anos (00/09) = 22.939

Obs: ano 2010 não havia sido finalizado o mês de dezembro, por isso a exclusão

1 de fev de 2011

Uma bici "impedalável"

Ando em busca de um novo pneu dianteiro, aro 26, para a minha Monark. Isto tem sido difícil, já que procuro um pneu bastante específico - que não seja "slick", nem semi, enfim um pneu de uso urbano que me proporcione segurança nas curvas, seja relativamente leve e resistente.

Então, venho peregrinando as lojas de bicicletas (o que, para mim, não é sacrifíicio nenhum, hehe) em busca de um pneu, aproveitando para ver as "novidades" do mercado.

Numa destas, encontrei uma bici bastante diferente e que eu já conhecia, apenas de vista na internete e cujo design sempre me atraiu: trata-se de uma Strida . No etanto, nunca tive a oportunidade de ver uma no mundo real. A minha curiosidade sempre foi em saber como roda uma bici destas. Então, mostrou-se a oportunidade e não poderia deixar passar este "test drive".

Na verdade o que pedalei, ou tentei, foi uma cópia chinesa cara de pau, esta aqui : "Xtrida <=)"

A cópia, com a definição já indica, dificilmente sofreria alguma "melhora" no design, por isso vou confiar minhas impressões na "originalidade" da geometria e desenho da bici.

É tudo estranho!! O guidão fica alto, então os braços ficam 1/2 dobrados, mas não achei desconfortável. Quanto a posição do banco, mesmo sem ter sido regulado, também não senti sinais de desconforto.

Mas, já na saída, tive dificuldades em manter o controle da bicicleta. Senti-me como tendo retornado aos 5 anos de idade, quando aprendia a pedalar uma bici convencional!! Acho que o guidão é muito estreito, associado ao pneu de 16", muito pequeno, oferecendo pouca estabilidade e, logo, baixa dirigibilidade.

Para piorar, o minúsculo pneu dianteirto de 16" era do tipo liso, o que me impediu de completar qualquer curva sem por os pés no chão, por falta de aderência do mesmo - a roda derrapava quando se pedalando em curva...

Enfim, o único modo de se manter em cima da bici foi manter baixa velocidade e pedalar em linha reta. Ou seja, considero que fora o design inovador que no princípio me impressionava, trata-se de uma bicicleta imprestável ao deslocamento de fato. Serve para pequenos passeios sobre a calçada - se esta estiver vazia, para não haver risco de se atropelar um pedestre!!!

Ainda assim, posso estar enganado e talvez o modelo com rodas de 20" seja mais pedalável.