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21 de dez de 2011

O mito da pedalada "redonda"

É fato que os pedais de encaixe trouxeram uma nova dimensão da performance ao ciclismo. Os primeiros modelos surgiram, meio toscos, em 1973. Mas só chegaram ao mainstream do ciclismo pelos idos de 1985, quando Bernard Hinault venceu a Volta da França utilizando um protótipo da Look.

Há contas que dão um valor de melhora no rendimento de até 30% sobre uma pedaleira convencional, mas neste mesma prova vencida por Hinault, a sua vantagem sobre o segundo colocado, Greg Lemond, foi de "apenas" 1'42" - numa prova de quilometragem total em 4109Km. Ou seja, cadê os tais 30%???


Obs.: Fato é que tanto Hinault quanto Lemond foram profissionais de primeira e qualquer um deles poderia ter ganho a prova, independente do equipamento.

Enfim, sem discutir os evidentes méritos dos pedais de encaixe, entre outras estórias, a mais popular talvez seja a da "Pedalada Perfeita" ou pedalada redonda - uma espécie de eldorado da performance ciclística, reservada apenas aos mais mais, aos deuses do ciclismo, ao cara mais treinado, o mais "fodão" e tals. (Sendo que TODO MUNDO 1, 2, 3  tem alguma técnica neste sentido e afirmam funcionar...)

Pois então, atingir a tal pedalada redonda sempre foi uma de minhas metas após adquirir o meu primeiro pedal de encaixe, casualmente da marca Look. 

No entanto sempre tive a sensação estranha de idiotice total ao treinar tentando obter o tal "movimento perfeito", fosse rodando, fosse no rolo. O esforço era demasiado, o cansaço maior ainda e nunca notei um resultado efetivo, a não ser me dar conta que "empurrar" obtinha um resultado muito melhor e a musculatura da pernas cansava menos, de um modo geral.

Há pouco percebi o artigo que está contido neste sítio: 


Após lê-lo senti-me um pouco aliviado, menos incompetente enquanto ciclista. Em resumo, o texto esclarece uma série de coisas que a minha intuição sentia, entre as quais destaco:


 - Não faz sentido se esforçar em "puxar" uma coxa p/ cima, com um grupo muscular ridiculamente minúsculo quando você está empurrando a outra p/ baixo, utilizando para isto o maior e mais potente grupo muscular do seu corpo (fig)


- O nosso cérebro está programado para executar automaticamente os movimentos relativos ao caminhar - que são muito semelhantes aos de pedalar, utilizando-se, inclusive, os mesmos grupamentos musculares. Daí a extrema dificuldade em se associar este tipo de movimento "estranho".


-  Pesquisa realizadas com mais de 100 ciclistas profissionais não registrou caso de "puxada" significativa ou digna de nota entre os mesmos - que dizer dos amadores... 


Então, desisti da tal pedalada mágica e estou resolvido que o negócio é "socar a bota" mesmo, pois é isso que te faz andar!

8 de dez de 2011

Furos, furos...

...você pode evitá-los, mas nunca consegue fugir deles!


Semanas atrás, meu pneu traseiro vinha perdendo a pressão, dia após dia. Em 4 dias, o dito estava no chão. Eu sabia que havia um furo, mas não tive pressa no conserto, já que dava bem p/ rodar dois dias sem precisar calibrar novamente.


Quando tive tempo, desmontei a roda atrás do furo. Demorei um pouco para localizar a origem, que era esta da foto aí... um grampo de papel bem enfiado exatamente no limite entre a banda lateral e a central do pneu traseiro. 


Viu alí?!?! Marcado no círculo vermelho, a fonte das minhas preocupações!




Removido o metal, consertado o furo com um remendo tradicional.



Imagem fora de escala. O araminho está todo retorcido, imagino quanto tempo ficou alí, sendo empurrado até atingir a câmara.

2 de dez de 2011

Update nos para lamas

Conforme visto aqui, fui bem sucedido em instalar uns para lamas genéricos na bici do dia a dia. A única pendência, por assim dizer, era um ruído bastante desconfortável no para lama traseiro gerado pela flexibilidade do material plástico. Esta flexibilidade, que mostrou-se uma vantagem no primeiro momento, demonstrou seu lado pernicioso com estes ruídos chatos!! Some-se o fato de haver uma longa extensão do acessório sem fixação, resultado de um planejamento de instalação deficitário...

Este ruído era especialemnte irritante quando conduzia a bici em terreno irregular, como pedras ou ondulações no asfalto.

Tive um tempo num destes fins de semana e resolvi a questão...

Não precisei comprar nada, apesar que foi meu desejo ter peças mais adequadas. Como sempre, um bom improviso resolveu tudo.


O resultado. Deixou a desejar na estética, mas a solução técnica foi perfeita.

Esta cinta perfurada, apropriada para montagens elétricas e afins na construção civil, achei numa lixeira!!


Assim, "moldei" uma flange de acordo com o tamanho e necessidades específicas para a situação.

Flange ou cantoneira, já pronta. A furação da cinta é muito eficaz, permitindo  escolher a melhor posição sem necessidade de utilizar-se uma furadeira, por exemplo.

Instalando no bagageiro

Rebites de alumínio são mais baratos, mais fáceis de utilizar, mais discretos e podem substituir os parafusos em diversas ocasiões, como esta 

No final, adeus ruídos de trepidação!!
Assim, com muito pouco material, uns rebites e 1/2 hora de trabalho, a bici voltou ao seu silêncio habitual.

29 de nov de 2011

Trocador "tabajara"

O título é só uma brincadeira, pois o produto apresentado e testado aqui , do meu ponto de vista, deve ser tratado como idéia genial!! bem poderia ter saído de qualquer oficina de fundo de quintal, mas surgiu da necessidade de um ciclista em preservar os caros trocadores do tipo STI ou Ergo, especificamente nas duras condições das provas de ciclocross.


A sua simplicidade é impressionante, tanto na concepção quanto na facilidade de utilização. Além disso, abre uma visão nova sobre como melhorar os equipamentos das bicis valendo-se de peças "antigas".

25 de nov de 2011

Fixas em PoA

No início, eram apenas comentários nos blogs dos mais aficcionados, coisas do tipo: "Montei uma fixa!! É muito divertido!!"


A moda foi se espalhando, surgiram algumas empresas de bici entrega...


Hoje, aqui em Porto Alegre, já se construiu uma sub cultura pop hipster de bicicletas fixas, que inclui alleycats, bigodes, roupas tipo tweed, boinas, maconha, contra cultura, contestação, pixação, etc, etc. 


(este parágrafo acima resume as coisas ridículas, do tipo que pode acompanhar qualquer tipo de movimento de contestação, etc, etc)


Pobre do Sheldon Brown, provavelmente o maior incentivador das fixas no mundo moderno, deve se revirar no túmulo quando alguém diz "hei, montei uma fixa!!!! Vamos jogar bikepolo?!?!?!?!"


A minha opinião particular sobre as fixas é que são bicis fantásticas porque representam a essência das bicicletas - são bicis muito simples, tanto no seu funcionamento mecânico quanto na forma - uma espécie de bactéria do mundo das bicicletas (primitivo, simples e muito eficaz...). Por isso mesmo, são o único tipo de bici permitido nas provas de pista. Fica a vontade de possuir uma fixa, desde que haja um velódromo por perto para poder correr de verdade.


Dono: desconhecido; local: placa de trânsito no centro de PoA

7 de nov de 2011

...Ecco campagnolo è elettronico

Update:


Testes realizados por especialistas aqui e aqui dão conta de que o resultado obtido pela Campagnolo irá deixar os seus fãs  que puderem pagar pela novidade, muito satisfeitos!


Até este momento, a minha única impressão era sobre  a aparência dos grupos - que me agradou, como de resto acho a linha Campy superior a Shimano neste quesito. Porém, lendo as avaliações, tirando a do Velonews - a qual achei que preferiu "puxar a brasa" para a Shimano, me parece que o produto é superior aos da Shimano, especialmente no que se refere às vantagens na troca de marchas.




Com anos de atraso, a Campagnolo finalmente lança um não, mas dois grupos eletrônicos: Record e Super Record. De olho na concorrência da Shimano, óbvio...


Mais notícias e fotos aqui e aqui, aqui também...


No meu modesto avaliar, os grupos continuam bonitos, como é tradição da Campi. O visual industrialzão deles sempre me atraiu mais, também.


Nenhuma palavra sobre comparativos ainda. Aguarde-se

12 de out de 2011

"Steel love"

Os defensores do uso da fibra de carbono como material revolucionário afirmam, entre outras coisas, que este material permite uma maior liberdade criativa no design das bicicletas.

Eu considero este argumento falho e fraco...aqui um ótimo contra argumento.

7 de out de 2011

Vídeo fantástico!!!

Infelizmente não tem como postar direto, a não ser vídeos do 'tube...Mas vale a clicada!!


O vídeo a seguir ilustra um monte de coisas. Afirma-se que uma imagem vale por mil palavras, estre vídeo é praticamente um curso de geopolítica, história, etc.


Muita gente torce pelos seus atletas de preferência, em qual esporte seja, mas pouca gente realmente "elabora" sobre isso.


O fato de um país / nação conseguir gerar um ou muitos atletas olímpicos sempre é motivo de muito orgulho. Isto se justifica pelo patriotismo, pelo orgulho de vencer, etc.


O que eu enxergo numa medalha olímpica é, principalmente, o grau de evolução social, econômica, educacional e tecnológica de uma nação. É isso que o vídeo a seguir ilustra.


Bom proveito!!


http://www.milanofixed.com/the-perfect-athlete/


ou, alternativamente:


http://vimeo.com/26494905


Obs.: A Austrália tem menos de 22 milhões de habitantes e 432 medalhas olímpicas...o brasil tem 130 milhões de habitantes e 91 medalhas olímpicas.
fonte: http://memorialolimpico.blogspot.com/2009/05/quadro-geral-de-medalhas-olimpicas-1896.html







30 de set de 2011

Feiras

Setembro finaliza e com ele as duas maiores (ou mais badaladas...) feiras de bicis do mundo:



Da eurobike me interessou somente  o IF Eurobike Awards. Do restante que consegui acompanhar, pouca coisa realmente é promessa de evolução. Rumores sobre o Campagnolo eletrônico, algumas coisas esquisitas, e muitas bicis eletroassistidas - que parece ser o novo "filão" do mercado; e um crescimento no ramo dos acessórios, sejam os habituais sejam os ligados aos "gadgets" eletrônicos.

Da interbike, não tenho o que falar.

Neste momento, o meu maior interesse fica por conta do já tradicional Oregon Manifest Constructors Design Constest.

Chequem por si mesmos tudo que se deseja mas não existe no mercado ciclístico.






2 de set de 2011

Laser reeditada

Dias atrás comentei sobre a Cinelli Laser. Bom, os "gringos" reeditaram a bici na eurobike deste ano e o resultado é este aqui:


A história completa:


http://road.cc/content/news/42507-bike-porn-friday-cinelli-laser-pista


Mas quem quiser a sua tem que correr, pois são somente 21 unidades, comemoração aos 21 anos da última versão da original, a módicos £ 7.500,00.


boa sorte!!!







30 de ago de 2011

Pedalar e a saúde

Notícia:


Estudo indica que pedalar diariamente em ritmo intenso e curto é mais saudável para  o coração do que pedalar lento e longo.

Ponto para mim!!! (se depender SÓ do coração, vou viver uns 3 anos a mais do que o pessoal que treina 200Km por dia, hahahahaha!!!)

26 de ago de 2011

Fixação

Não, não é uma postagem sobre fixas, hehehehehehe!!!!


Foto contrabandeada:


fonte: cinellionly.blogspot.com



É uma Cinelli Laser!! bici especial de pista, toda em tubos de aço com perfis aerodinâmicos.


P_t@ bici linda!!! tão linda que tem um blog inteiro dedicado quase que exclusivamente a ela e suas variantes:


http://cinellionly.blogspot.com/


Bom proveito!! Fixeiros, evitem lamber  o monitor!!!

Guidão novo


Conforme já havia relatado aqui, a minha bici da cidade sofreu uma falha mecânica total, no seu guidão. como se trata da minha bici básica para os deslocamentos, não pude deixar o conserto aguardando muito tempo. Na verdade o conserto foi efetuado um dia após o ocorrido.

Comprei um guidão novo, na medida 26.0mm, de aço, tipo "curvo". O anterior era de alumínio, "reto"... Coisas interessantes sobre a compra: me custou R$ 8,00 e o tubo é com "costura", ou seja, é um tubo feito a partir de uma chapa, conformada de modo a mimetizar um tubo verdadeiro e soldado ao longo da junção dos dois lados da outrora chapa. Espero, sinceramente, que este fato não reduza a sua vida útil...vamos ver!


Guidãozinho maneiro: todo preto, bonito, barato e de aço

A foto que segue é demais!!! Nela estão lado a lado os dois guidãos, de  modo que pode-se observar as espessuras das paredes dos dois modelos - à esquerda o quebrado, de alumínio;  o da direita é o novo, de aço. Fica claro  que, sendo muito menos denso que o aço, o alumínio necessita de muito mais quantidade de material para prover uma resistência similar à do aço. Na vedade, me sinto tranquilo em afirmar que neste caso o guidão novo irá durar muito mais tempo que o anterior. Pouco importa que seja umas gramas mais pesado. Me importa a durabilidade. Mais: este guidão, por ser curvo deixa a direção um pouco mais alta, mais confortável.


3 X!!!


Peça já instalada - ficou bem bonito!!


vista do "cokpit"
Dica: para remover as manoplas, basta afrouxar os parafusos do trocador / manete e puxá-lo junto com a manopla. Esta sai facilmente! Não tente puxar com as mãos, pois não sai mesmo!!!

16 de ago de 2011

"Campagnolizando" a estradeira - II


Parte II - Montagem

Bem, o primeiro passo para a montagem consiste em desmontar os freios antigos. A operação não pode ser mais simples - uma chave alen de 5mm faz todo serviço, tanto nos parafusos de fixação dos cabos como na fixação das ferraduras (ver fig. 1).

Com a mesma chave, as ferraduras novas são instaladas no lugar. Mas, veja-se bem, apenas instaladas - os parafusos não são apertados ainda, pois esta operação fica mais para o final, junto com a parte dos ajustes.

Fig. 1 - um 5mm faz tudo - seta de baixo.
Seta de cima - protetor de quadro improvisado para o conduíte do câmbio




Nesta foto ve-se a ferradura dianteira já no seu devido lugar, porém sem nenhuma regulagem. 
Favor não reparar na poeira sobre a bici!!
Aproveitando que tive que fazer toda a instalação, troquei também os cabos ou espias dos freios. Aqui começarama surgir alguns entraves... Os meus trocadores são Campagnolo, e geralmente é necessário um cabo específico para a marca. Porém, encontrar Campagnolo na "metrópole" que é Porto Alegre é quase como conseguir capturar anti matéria!! Deste modo resolvi arriscar e comprei cabos de freio para bici speed genéricos (leia-se: Shimano compatíveis).

No círculo verde, a cabeça de encaixe do cabo X puxador do manete
 - a cabeça do cabo fica saliente e não encaixa.
Nesta foto registrei a tentativa de colocar o cabo tal e qual veio da loja. Note-se que ele fica com a cabeça de encaixe saltada para fora, o que inviabiliza o recesso da alavanca do manete, praticamente impossibilitando a operação do mesmo.

A morsa, uma ferramenta básica e sua irmã, a lima!!
Nesta foto seguinte, a solução: limei as cabeças dos dois cabos até que houvesse um encaixe perfeito. Tive que operar com o cabo preso nesta morsa, pois fazer à mão nua seria impossível.

Uma constatação durante a re montagem foi a de que eu estivera utilizando conduítes extremamente curtos para o sistema de freios. Isso aconteceu na montagem original, a qual eu mesmo procedi (sic) com todos os cabos e conduítes originais Campagnolo. Aprende-se com os erros, nem sempre menos é mais!!

Isto, apesar de não atrapalhar o pedal, forçava os componentes e eu só conseguia ajuste por conta das possibilidades de ajuste fino das ferraduras RX 100, tendo percebido que as tolerâncias do modelo Campagnolo são muito mais estreitas do que as do modelo Shimano. 

Enfim, desmontei tudo e refiz todas as medidas, desta vez tomei cuidados para não cometer equívocos , tendo me consultado no excelente sítio de dicas mecânicas da Park Tool. Todos os cabos tiveram seus comprimentos aumentados, na proporção dos seus comprimentos (vide figuras 2, 3, 4 e 5). Seria fantástico se eu pudesse simplesmente postar para todo mundo os comprimentos em mm e afirmar que fossem aqueles que serviriam para todos os casos, MAS!!! isso não é possível, pois cada caso é um caso e não há comprimentos fixos. Então, o negócio é meio no olho mesmo. Ainda assim,é importante seguir alguns conselhos tipo:

 - As curvas dos conduítes não podem ser muito fechadas;

- Não pode haver nenhum trecho com "atravancamento" entre os conduítes e outros componentes, ou seja: as partes que se movem, devem se mover com o mínimo de interferência entre si. Isso é perceptível quando o movimento do cabo dentro do conduíte causa um "encurtamento" ou uma tensão exagerada no próprio conduíte, ou vice versa.

Ex.: os meus conduítes anteriores, curtos -  quando o guidão era movido fortemente para um dos lados, ocorria o travamento da ferradura traseira.

Então, depois de haver preparado todos os componentes, foi feita a instalação. Fiz uma lubrificação dos cabos com um óleo fino e ecológico; coloquei os conduítes no lugar, passei os cabos, refiz a fita do guidão.

Fig. 2 - em vermelho, o quão curto estava um dos conduítes.
No círculo verde, miudezas indispensáveis que são difíceis de comprar:
ponteiras de cabo e ferrolhos p/ as extremidades dos conduítes.
Fig.3  - em verde: mesmo o menor dos conduítes do freio traseiro
teve que ser  substituído por um mm´s maior





















Fig. 4 - Um bom indicativo  que tudo ficou OK: os conduítes de ambos
 os freios se cruzam (circulo vermelho) aproximadamente no eixo do
avanço de direção (verde)


Fig. 5 - Para o freio traseiro, note-se que a trajetória do conduíte forma quase que
um semi círculo a 90º (pontilhado) com o eixo horizontal do avanço
 de direção, estando esta virada aos 90º.



Alicate para cortar cabos: funcionou e...não funcionou!!


fig. 6 - Clica para ver como é um cabo mal cortado


















Observações: 


1 - Como não tenho tudo que é ferramenta, eu improviso. Para cortar os conduítes, usei um alicate para cortar cabos elétricos, o que não proporciona acabamento nenhum e a consequência pode pode até vir a ser a ruptura de um cabo por conta das arestas deixadas na extremidade. Assim, após cortar os conduítes, dei acabamento com a lima em todas as extremidades dos conduítes. Mesmo para os que possuírem todo ferramental, sugiro o acabamento com a lima, que apesar do trabalho, é rápido e fica muito bom.


2 - Utilizei o mesmo alicate para cortar as espias, tendo sido muito bem sucedido com uma delas e pessimamente com outra (ver fig. 6). depois, me dei conta que possuo um daqueles tesourões para cortar lata. então dei o corte no cabo ruim com este. Nota - nunca finalize os cabos até ter acertado tudo!!!




Aguardem o próximo capítulo, com o ajuste fino e os comparativos.



29 de jul de 2011

"Campagnolizando" a estradeira


Etapa I - aquisição

A minha bici de estrada é um projeto em andamento. Ela nunca está "finalizada"! Mesmo que me considere um consumidor bastante moderado, sempre estou de olho em boas ofertas que possam valer à pena e melhorem / modernizem a bici.

Também conta a vontade de uniformizar alguns componentes com  a mesma marca. Gosto muito do desempenho dos meus atuais freios Shimano RX 100. Por outro lado, a marca Campagnolo sempre me atraiu mais, seja pelo apelo visual, seja pelo desempenho.

Assim foi com esse jogo de freios. Paguei menos da metade do preço habitual para o modelo - Campagnolo Veloce skeleton dual. A única ressalva ficou por conta da loja, pois a mesma anunciava no seu sítio que as peças em estoque eram na cor preta - a qual cairia perfeitamente na minha bici. No entanto, surpresa!!!! As peças vieram na cor prata... o estranho é que mesmo a embalagem indica a cor preta (ver primeira foto),  hehehehe. Acho que estes irlandeses têm um pouco de Brasileiros também!!!! Enviei um email para verificação de estoque da peça na cor preta, mas o item foi descontinuado, ou seja - a troca seria impossível. Então fiquei com estes mesmo, pois a cor prata também se adequaria ao conjunto.

Blábláblá marketeiro à parte, a principal vantagem alegada pelo fabricante do modelo que adquiri reside na utilização de freios diferenciados, ou seja: a pinça dianteira utiliza o conhecido e eficaz sistema de dois pivôs (o mesmo dos meus atuais RX 100, garantida a eficiência). Enquanto isso, o traseiro utiliza apenas um pivô. A justificativa é razoável, afirmando que o freio dianteiro é muito mais solicitado (em força) nas frenagens do que o traseiro.

OK, OK, o fato é que eu gostei. Aguarde-se a montagem e o teste. 


No sublinhado, a cor desejada -ao menos a intenção foi esta


O design é muito bonito, veremos o desempenho

O freio traseiro é de um pivô, apenas. O dianteiro é de dois pivôs

24 de jul de 2011

Pensando em nós

Me agrada que haja cabeças realmente pensando em melhorar a vida dos ciclistas, desenvolvendo componentes que realmente servem para facilitar a nossa vida:

http://flipphandle.com/

16 de jul de 2011

Colapso

As imagens que acompanhas esta postagem ilustram a que ponto se chega quando somos negligentes com o equipamento. E, neste caso, deixar de inspecionar o equipamento é a negligência.

Por pura sorte não ocorreu nada (comigo) quando da quebra deste guidão. Eu havia parado num cruzamento e, ao avançar, fiquei com metade do guidão na mão! Fosse outro o momento, as consequências poderiam ter sido graves: em alta velocidade, numa descida, em meio ao tráfego intenso de veículos...

Não cabe aprofundar as possíveis causas mecânicas, o fato é que a falta de atenção que o ciclista costuma ter com as partes não móveis da bicicleta pode vir a ser-lhe fatal. Independentemente do material do qual sejam feitos - alumínio (neste caso), aço, carbono, titânio, diamante... deve-se sempre proceder uma inspeção criteriosa de partes como quadros, canotes, avanços de guidão, guidões, garfos. Os indicativos de possíveis falhas são rachaduras e falhas na tinta - geralmente transversais ao maior esforço que a peça sofre. Nheco nhecos também podem ser indicativos de problemas.


A cor mais escura na parte inferior da seção indica que a falha já tinha idade antes de acontecer o colapso final



Tanto o freio quanto o trocador continuaram funcionado perfeitamente após o ocorrido, permitindo a condução da bici até o conserto 


Nota-se o modo como o metal colapsou no momento crítico, praticamente rasgando-se nos seus momentos finais - veja-se a parte superior da seção





Um projeto a ser acompanhado

IMG_1920.jpg


Pode parecer só mais uma "concept bike", mas além do patrocínio da Toyota, este projeto vai além, no sentido de que pretende fazer com que o ciclista "troque" as marchas apenas utilizando o pensamento. Vale a pena seguir!!
Mais fotos e info aqui

8 de jul de 2011

O "tour de france" não é mais o mesmo


Imagem que vale por mil palavras... desculpem o lugar comum, mas é isso mesmo. Hoje em dia nunca veremos tal nível de descontração dos atletas. Tudo se tornou desumano demais, racional demais, competitivo demais, chato demais... Acho que no passado deveria ser muito mais divertido (para os europeus, hehe) viajar até os "cols" para ver a caravana passar.

6 de jul de 2011

Reinventando a bicicleta (de novo...)

Novamente venho aqui com o meu ranço contra certas inovações, hehehe! Este aqui é muito bonito. Gostei bastante da solução para a caixa de centro, que deixa para trás um monte de conceitos antigos... acho que se é para rever, que seja de maneira revolucionária. Dou um crédito para o projeto - vejamos até onde vão os projetistas.

Imagem da semana




tem muito mais aí...

5 de jul de 2011

Volta da França e a tecnologia -Parte I(?)



O Zaka adiantou a discussão, mas vamos lá...

Os ciclistas pros recebem material de primeira para competir na mais famosa (vejam bem, eu não disse mais dura, mais terrível nem mais exigente...) competição ciclística do planeta. Tudo em prol da performance.  E da visibilidade dos patrocinadores, é claro.

O objetivo da indústria também é aproveitar a competição para testar produtos novos, ou para desenvolvê-los, removendo as aparas finais dos produtos que já estão por lançar comercialmente. 

Ou simplesmente acompanhar a repercussão na mídia desta ou daquela idéia, esperando os ecos e ansiedades que reverberam nos fóruns e blogs - para tirar uma temperatura do que vale ou não  apena ser lançado comercialmente. Enfim, realizam uma pesquisa de mercado para estes novos produtos.

Assim, não é raro deparar-se com produtos e protótipos dos mais variados tipos de utilidade alguns de utilidade bastante questionável, como este canote aqui - que além de tudo é feio pra caramba!!! 

Outros tem funções bastante específica, como este aqui, que é um novo conceito aplicável às rodas e que utiliza uma espécie de "aro"  aerodinâmico acoplado entre o aro verdadeiro e o pneu. Supostamente, reduz a turbulência (alí, onde estão os adesivos menores. Não é o pneu, não). Aliás, sobre este protótipo de roda, creio que a UCI deveria aplicar uma boa multa, já que está claro no regulamento desta instituição que "não são permitidos artifícios de carenagem aerodinâmica":

"Protective screens, aerodynamic shapes, fairings or any other device that is added or forms part of the structure, and that is destined or has the effect of reducing wind resistance, are prohibited."

27 de jun de 2011

Capacete de papelão

É disso que gosto: idéias simples, baratas que são trabalhadas de modo a prover resultados efetivos e competentes - bem dentro do que a idéia da bicicleta representa para mim. Nada das mentiras que a indústria adora propalar para tentar convencer os consumidores que os seus produtos realmente valem o preço que se paga...


Acompanhem os vídeos:





12:00, 9ºC!!!

Hoje foi dia de malha térmica e cuecão!!!! O vento fez com que a baixa temperatura caísse vários graus abaixo do 0ºC. Com 6ºC no termômetro, os ventos de até 50Km/h geraram uma sensação térmica de 7ºC negativos!!!

Dizem que os gaúchos são machões, que são valentes, que não comem mel, comem abelha!!! Não quero entrar nesta discussão, até p/q ninguém é melhor do que ninguém nestas terra brasileiras e não gosto de gente que se diz superior, por qualquer motivo que seja.

Mas, de uma coisa tenho certeza, nós somos muito bem adaptados, muito resistentes, por que aguentar 0º no invernão e 40º no verão, não é para qualquer um!!!

21 de jun de 2011

O Conforto e a bicicleta

Há algumas mistificações em torno de porque há tão pouca gente rodando de bici, sendo que é barato, saudável, ambientalmente correto, etc, etc, etc. Vou colocar um pouco do que penso sobre um dos fatores que provavelmente influa no desejo das pessoas em utilizarem as bicis.


Muita gente, colegas de trabalho, amigos, me pergunta (sobre pedalar ao trabalho) "Como é???" O que respondo é:

"É muito bom, mas não faça por que eu faço"

A verdade é que muitos acham legal que outras pessoas consigam levar suas vidas e rotinas de maneiras diferentes, mas daí a adaptarem as SUAS rotinas aos modelos de outros...vai uma geração!!!

Muitas das pessoas que falam comigo até gostariam de pedalar, provavelmente por que já o fizeram em algum momento anterior nas suas vidas e isso foi bom.

O primeiro passo para se pedalar, em todos os sentido, é gostar de pedalar. Não recomendo pedal (ao trabalho ou esportivamente) para gente que não pedala por gosto, nem que goste apenas de passear de bici, ou que procure uma opção de deslocamento mais em conta (sobre isso, obviamente, há camadas sociais da população que simplesmente não tem opção e, quer gostem ou não, pedalam). Mas, aceita-se voluntários que estejam dispostos a começar e curtir o pedal.

Outro fator importante tem a ver com quanto do seu conforto diário as pessoas estão dispostas a abrir mão. O fato é que o "progresso" da humanidade tem nos tornado cada vez mais tentados à preguiça e ao sedentarismo, pelas "facilidades" que a tecnologia vem proporcionando (sobre isso, no futuro quero desenvolver o assunto sobre as preocupações em torno do peso das bicicletas e sobre como a indústria se vale de um monte de falsos argumento para vender mais produtos), e nos últimos 100 anos este fator tecnológico revolucionou o modo como nos deslocamos geograficamente. Acrescenta-se a isso o tendência ao gigantismo das grandes cidades (e o inversamente proporcional investimento nos meios de transporte público, como vemos diariamente no noticiário) e a violência diária no trânsito e temos um perfeito "pacote anti bicicleta" em mãos.

Então, quando me perguntam especificamente sobre o quão confortável é pedalar, eu digo:

"Não, pedalar não é confortável"

Nunca vai ser - a não ser neste caso aqui. A pessoa que opta pela bici, de cara abre mão de uma grande parcela do seu conforto diário, caso o costume seja por deslocar-se de automóvel - no caso de deslocamento por ônibus, coloco praticamente como igual ao desconforto da bicicleta.


Pedalar já é um esforço físico em si. Pedalar num dado ritmo - o necessário para se manter minimamente no horário desejado, é mais esforçoso ainda. Pedalar esportivamente, é puro estresse físico, no sentido da tensão do corpo.


Uma bicicleta, por mais bem projetada no sentido do conforto, nunca terá o conforto do mais simples automóvel (OK, talvez algumas bicis tenham mais conforto do que um jipe willis...). Quem pedala entende e aceita isto e troca esta parcela de conforto pelo prazer de pedalar, por não ficar mais engarrafado no trânsito, por uma vida um pouco mais saudável, pelo exercício físico, por aquilo que for a sua justificativa.

Além do esforço de pedalar, há toda trepidação inerente à condução da bici, o esforço para se manter o controle e o equilíbrio, a atenção necessária com o trânsito (face à exposição à qual o ciclista está sujeito - seu "air bag" é seu rosto, hehehe) e até o medo dos outros veículos. Tudo isso pode se tornar extremamente estressante / desconfortável e desestimulante para alguém sem experiência.


Claro, um cidadão europeu de primeira classe tem o piso maravilhoso, um verdadeiro veludo de asfalto, em ciclovias exclusivas e sinalizadas... beleza!!! Pode-se até rodar nos aros que não acontece nada ao seu corpo.


Porém, retornemos à dura, contundente e trepidante realidade das vias brasileiras, hehehe!! Considero que é impossível rodar 100% do tempo em asfalto durante um deslocamento rotineiro, então tem-se um piso misto - com calçamento de pedras, asfalto, buracos e ondulações; sobe e desce de calçadas, etc. Nestas condições se consegue desenvolver uns 20 a 25 Km/h de vel. máxima. Para um ciclista habilidoso - categoria na qual me incluo, isso já trás um tremendo estresse, especialmente os membros superiores e articulações. Para um ciclista eventual, isso é um verdadeiro martírio!!! E, pior, no caso do ciclista inábil, pode significar a perda do controle da bici e uma queda feia. Ou seja, o desconforto também pode se traduzir em risco à saúde e integridade física.

Mas, há alguns equívocos clássicos, como pensar que pedalar é menos confortável e cansa mais  do que caminhar, por exemplo. Na verdade, as pessoas acham que se a pessoa chega ao trabalho um pouco suada ou ofegante (nada anormal quando se pedal uns 7km - a uma média de 25 / 30km/h, no meu caso) se fez muito esforço. Nem se compara, a bici chega na frente e se faz muito menos esforço.


Enfim, para pedalar, as pessoas têm que estar cientes que você deixa um pouco de lado o conforto e a classe (é, tem dias que chego bem bagunçado no trabalho, hehehe!!!), mas tudo isso é superado pelo prazer e satisfação de estar fazendo algo de bom para si mesmo.