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25 de nov de 2010

Reformando o selim da Philips - parte I

Quando recebi a minha Philips em doação, a mesma veio "pelada" ou seja, tinha o mínimo para rodar - quadro, rodas completas, direção, freio dianteiro a  travão, selim e canote. Nada mais do que parecia ser o equipamento completo da bike originalmente estava alí (para lamas, cobre corrente, bomba, outros...).

O Selim é uma história a parte, como se verá pelas fotos seguintes. Quando peguei a bici, o selim estava coberto por uma capa de selim, cuja parte em plástico / borracha escontrava-se totalmente derretida pela idade - nela estava escrito "Santos (ou seria Corintians?!?!?), campeão Brasileiro de 1956". Enfim, o troço havia protegido o couro do selim da ação do tempo, mas havia sujado o mesmo com uma casca de plástico derretida, a qual só saía com o uso de algum objeto contundente. Havia outras avarias, com rebites soltos e parte do couro puído na ponta. Então eu tinha que mandar para o conserto...o primeiro passo para isto foi o desmonte, o qual se processou  conforme a sequência abaixo.

Aspecto após uma limpeza geral


Removidos os parafusos principais, vista inferior
















Tudo separado, os metais foram guardados e o couro foi descansar...

















Detalhe da traseira

24 de nov de 2010

Velódromo - London Olympics 2012

Lá em Londres concluíram mais esta maravilha para as competições de pista em 2012.

E por aqui?!?!?! Seguem os esforços milionários para levantar mais um mega estádio de futebol (Preço: R$ 280 milhões...) e reformar um outro (Preço: R$ 150 milhões). Será que não sobram uns U$ 10 milhõezinhos para construir um velódromo?!?!?!?

Falta um pouco mais de articulção das entidades esportivas para aproveitar melhor o real potencial destas obras megalomaníacas.

22 de nov de 2010

Review: pedal plataforma Welgo V8


Ulitimamente só tenho adquirido peças nas lojas estrangeiras. Isso por conta da altíssima variedade que se encontra em determinadas lojas - e que não existe aqui em lugar algum; e também por que o hábito do comerciante no exterior é o de fazer muitas liquidações ao longo do ano, mantendo assim uma atenção constante do consumidor - esta prática também inexiste aqui nas lojas nacionais...

A pior parte deste tipo de compra é o custo do frete, apesar  de o frete nacional não ficar muito atrás nestes termos. Então, para otimizar o frete internacional, é necessário ter algum conhecimentos sobre os limites admissíves para peso e volume das embalagens, etc. etc.
Para otimizar a compra, o ideal é se comprar uma série de artigos muito pequenos, ou um artigo médio/maior e vários pequenos. Bom é que nestas lojas sempre há uma infinidade de artigos pequenos em promoção, a preços realmente atraentes, mesmo sendo pago um frete alto (por vezes o frete supera o valor de algumas peças...).

Aproveitando o que descreví acima, na minha última compra, incluí um pedal do tipo plataforma que estava a preço "de banana" e que me serviria na bike do dia a dia.

Este pedal me tem oferecido uma pedalada muito mais segura, por conta da dimensão e também por conta dos pinos ou garras, como queiram chamar. Também pesou muito o fato de ser de marca razoavelmente conceituada e ser confeccionada inteiramente em alumínio - metal é sempre melhor do que plástico!!!


Seguem as imagens:

Recém saídos da embalagem, ao centro









 



Já instalados (com muuuuita graxa!!!)
Olha só o naipe do pedal substituído...e durou 10 anos!!!

19 de nov de 2010

Quem precisa de blocagens??? (ou Review de blocagens Control Tech)

Diz a lenda que o Tullio Campagnolo criou o esquema da blocagem quando, durante sua carreira como ciclista, teve que remover uma roda durante uma nevasca nos alpes italianos (existe isso??!?!?!). A blocagem rápida (acho este nome mais preciso...) de fato revolucionou o ramo e facilitou a vida de todos os ciclistas e fato é que aí iniciou-se a sua bem sucedida carreira no ramo da indústria ciclística...

A mim, particularmente, sempre incomodou a aparência das blocagens. A sua funcionalidade é perfeita e irretocável, porém, na forma me deixavam  a desejar.

Sempre fui atraído pelo visual das bikes de pista, as quais, para mim, encarnam o verdadeiro espírito da bicicleta: limpo, sem excessos, funcional ao extremo, como esta Corratec  aqui.

Somo a isto o fato de que, no dia a dia, as blocagens nas minhas bikes pouco ou nada são usadas - não sou atleta profissional, não tenho equipe com rodas extra a minha espera na beira da estrada; também não preciso enfiar a bike dentro do carro o tempo todo. Só removo as rodas quando faço alguma manutenção, como consertar os pneus e olhe lá!!! E geralmente faço a manutenção em casa, com todas as ferramentas ao alcance da mão.

Então, sempre que penso em atualizações ou upgreides para a bici, coloco os seguintes critérios que visam estabelecer a melhor seleção de componenetes:

1 - Deixar a bicicleta melhor , mecanicamente;

2 - Deixá-la melhor visualmente;

3 - Deixá-la mais leve.

Imbuído com estes pensamentos, adquiri na minha última compra, um par destas blocagens da marca Control Tech.

Fato é que este produto me atendia todos os três critérios de compra.

Segue a série de imagens comparativas do "antes e depois".

Blocagem dianteira original, vista frontal


Dianteira original, lateral

Dianteria original, lateral II - esse esquema junto ao garfo... não cola!!!















Blocagem control Tech, dianteira - muito melhor, não??














Só pela redução de volume no componente, já valeu -
aerodinâmica, "hellow?!??!?"










Blocagem original traseira, lateral










Blocagem Control Tech, traseira
























 Estas blocagens não possuem a tradicional alavanca, elas devem ser operadas com uma chave alem de 5mm. Bom, visto que sempre tenho uma destas comigo por conta das outras possíveis regulagens necessárias no caminho,  a solução adotada me caiu como uma luva e estou perfeitamente satisfeito com o produto e seu desempenho, até o momento...

17 de nov de 2010

Dica da semana

Em se tratando da mecânica e montagem de bicicletas, há muitas certezas. Entre estas:

- Se há um buraco (no uadro ou em qualquer componente), certamente há um parafuso correspondente a este;


- Se aparentemente não houver parafuso correspondente, você pode fazer com que exista um que atenda esta condição.

12 de nov de 2010

Sou da família, sim!!!!

Estou dando uma força para minha cunhada e seu esposo. Eles vão sair em cicloviagem pela américa Latina. Segue aqui o endereço do blog com os relatos da empreitada!

 http://americadosulnopedaldiariodebordo.blogspot.com/

Boa sorte e boa viagem, Moa e Cris!!!

5 de nov de 2010

O que é uma boa bicicleta?!?!?

1 - Perspectiva do consumidor:

Bicicleta boa é a que cabe no bolso!



2 - Perspectiva do comerciante:

Aquela que consigo vender por uma margem de lucro 3 ou 4 vezes superior à projetada!

Obs.: entenda-se que a margem de lucro é apenas um dos muitos componentes do preço de venda de um produto


3 - Perspectiva do Fabricante:

É a que melhor satisfaz a relação entre os meios produtivos e os insumos X preço de venda.

Obs.: Meios produtivos = equipamentos, , fábrica, et; insumos = produtos necessário à fabricação do produto, como energia, mão de obra (custo inclusive) e peças.

4 de nov de 2010

"Very old school!!!"



Esta é minha bicicleta de "coleção". Trata-se de uma Philips ano 1949 (data que consta no cubo Perry traseiro, contra pedal). Esta bicicleta está em fase de reforma e postarei outras fotos assim que as obtiver.

A história -  Esta bicicleta veio parar nas minhas mãos por ocasião do falecimento de minha avó paterna anos atrás. Nas conversas de velório, meu tio reencontrou um antigo amigo, a que começaram a recordar fatos de outrora e logo falaram da bicicleta. O Meu tio havia trocado  a mesma por uma espingarda com aquele amigo, e com o mesmo permaneceu desde então. Mencionei o meu interesse na bicicleta e logo a doação estava resolvida. com a condição dela permanecer na família. Pouco tempo depois, a bici estava comigo e a arrumei o suficiente para rodar.

Agora será a bicileta da minha esposa, devidamente adequada ao uso urbano. Mais imagens:












1 de nov de 2010

Capacete aposentado

Rudy Project, anos '90

Este aí é, ou era o "antigão". Este capacete foi substituído por este aqui. Por baixo, este capacete durou uns 15 anos. Foi adquirido no Paraguai, quando nem existiam capacetes  decentes à venda no mercado nacional. Já estava mais que na hora da  sua aposentadoria.  Minha esposa me proibiu terminantemente não tive coragem de doá-lo, por isso foi para o lixo reciclável. Certamente algum catador ciclista deve te-lo encontrado.

Tá gastinho, hein?!?!?! Notar o reflexivo atrás

Trata-se de um modelo da Rudy Project, que à época era  uma das marcas mais conceituadas e com poucos concorrentes à altura - era, portanto, um produto "top"!!

Adaptações para sobrevivência...após a degradação total das espumas de apoio, substituí com eficàcia por placas de EVA com 1mm de espessura, sobrepostas e coladas com cola a quente
A verdade é que este aí deu muito mais do que tinha para dar. Já era um produto ultrapassado, tanto em conceito, design, materiais e tecnologia - significa que já estava pesando na cabeça, não tinha mais firmeza e estava com o casco todo lascado e quebrado, apesar de manter-se íntegro. Não tenho remorso de me desfazer dele.