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25 de ago de 2010

...o às da rotas: parte 2

Depois de reler o que havia escrito na primeira parte deste tutorial para melhor escolher sua rota, sigo com o aprofundamento do assunto Rotas na Cidade.

Muito do que vou escrever foi formulado a partir de alguns bons sítos gringo, com o ecovelo ou o bike commuters.

Então, depois de haver bem definido o trajeto e tendo a comprovação de que o mesmo é tão seguro e te leva ao mesmo destino de maneira eficaz, dá-se um próximo passo, que é aprender a "mapear" detalhadamente o seu trajeto. Este mapeamento, vale destacar, é meramente mental, não se trata de colocar no papel os elementos.

O mapeamento de uma rota envolve bem mais do que saber com precisão quais as ruas a utilizar num dado trajeto. Mas a pergunta principal é "Por que mapear?"

Para aumentar a segurança, lógico!!

Mesmo que se faça uso de todos os acessórios (esta palavra me incomoda: como algo essencial a sua sobrevivência pode ser "acessório"??) de segurança - colete reflexivo, lanternas dianteira e traseira, capacete, luvas e óculos; não se está seguro, pois há inúmeros fatores externos ao ciclista e que não são controlados , de modo algum, por ele, ciclista.

Então, o rodar de bici permite uma apreensão do meio ambiente (urbano) de um modo que nenhum outro veículo permite. Pedalando, o ciclista pode desfrutar de todos os seus sentidos com quase nenhuma interferência: visão, audição, tato, olfato (tá , a gustação não!!!!...Bem, a não ser por aquele mosquito que insiste em entrar goela adentro, hehehhehe!!!) estão a serviço da percepção espacial do ciclista.

Neste contexto, a primeira coisa que aprendemos a perceber é a que nos chega pelas mãos - a qualidade do piso. Se o piso é excelente, não reparamos, porém, se ele possui irregularidades, logo nos incomoda. Ato contínuo à sensação de desconforto pelo tato, passa-se a observar o piso, reparar o que o torna tão irregular, se esta característica é constante ao longo do trajeto, como ela se altera, em que ela influi (velocidade, conforto, etc)...Também deve-se observar se este piso está sendo alvo de degradação, e assim, onde encontram-se os buracos (que irão te fazer desviar em dados momentos), as valetas, ondulações; se o piso foi aberto por obras e por isso haverão remendos, implicando em alterações na rolagem...etc.

Utilizando-nos do sentido mais importante, a visão, pode-se acrescentar muito mais informações úteis do que se imagina. A primeira consideração diz respeito aos controle dos  tempos dos sinais de trânsito. Captar os tempos dos sinais vai permitir que o ciclista tenha melhor domínio do ritmo que precisa ou pretende imprimir ao seu deslocamento, até se obter um tempo ótimo, ou seja, aquele onde se consegue manter um ritmo de pedalada entre os sinais que não seja estressante, nem lento demais. Tentar "furar" a barreira de tempo dos sinais vai exigir um preparo atlético, pois os mesmos foram idealizados para controlar o fluxo dos veículos, e não das bicicletas. Os automóveis podem  rodar até 60 Km/h; o ciclista , em média roda a uns 20km/h.

Outras aquisições importantes dizem respeito a familiaridade visual com o trajeto. Assim, vai-se percebendo quem são as pessoas que sempre estão em determinados lugares, pessoas estas que poderão te ajudar em caso de emergência (ou de quem se deverá fugir, em alguma ocasião...); percebe-se também, quais os veículos e o tipo de motorista que se uncontra num determindao local ou trecho do pedal - é surpreendente como estas coisas funcionam como relógios - horários de ônibus, de caminhões de entrega, de vans escolares e mesmo de veículos particulares.

Neste processo de apreensão do percurso, sempre que  notada a sua presença, (por alguém sentado ou parado em frente à residências ou comércio) procure retribuir com uma expressão de satisfação, um sorriso; jamais demonstrar desconfiança ou irritação. É bom que as pessoas saibam que você passa por alí todos os dias, neste determinado horário. E é bom que saibam que o ciclista é amigável e não um ranzinza!

Quando encontrar / cruzar um outro ciclista, reparar em como pedala e no modo como está equipado. Se estiver com luzes de aviso, colete e, minimamente, o capacete, é um "colega" de percurso. Não precisa fazer amizade, mas não faça "pegas". Vai parecer ridículo e você perderá mais uma referência positiva no trajeto. Basta um pequeno cumprimento com a cabeça, e o outro entenderá que assim como ele, você compartilha o trajeto.

No caminho, chamam atenção especialmente as lojas e oficinas de bicicletas. Primeiro pelo "vício". Sempre paro em um ou outro lugar para ver se há novidades, bater papo com um ou outro mecânico, etc.

Segundo por que sempre pode acontecer  um imprevisto muito maior que o kit básico de ferramentas não dê conta. Aí, a solução é recorrer à oficina para conseguir chegar em casa.




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