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21 de jul de 2010

Minhas bikes: Estrada

Esta é a minha bicicleta Speed. Mandei fazer este quadro pois nada que havia no mercado me satisfez.

Eu queria uma bike exclusiva, por assim dizer. Sempre gostei do Aço enquanto material, mesmo sabendo que os quadros de alumínio seriam mais leves e que o carbono era uma opção em ascenção, porém a preços proibitivos. Pesei, ainda, a falta de confiabilidade quanto ao desempenho destes dois últimos materiais em relação às minhas expectativas de durabilidade, desempenho e conforto. Aí, a decisão por um quadro de aço ficou fácil!!

Ocorre que naquela época (por volta de 2003) já era raridade encontrar quadros de aço no mercado. Bons, então, nem se fala. Só no "estrangeiro", hehehe!!


Após alguns meses de busca infrutífera, caí na real que seria quase impossível obter um quadro "industrializado" e que satisfizesse as minhas demandas.


Então encomendei o quadro ao único construtor de quadros nacional que eu conhecia e que reconhecidamdente trabalhava com o material de minha escolha: Klaus Polloni. Fiz contato e logo passei as medidas corpóreas para ele, tendo decidido em conjunto sobre o tipo de utilização que faria, modo de pilotagem, etc. Tudo isso em entrevistas por telefone. O Klaus quis que eu fosse pessoalmente até sua cidade sede, Pedreira em SP, mas preferi não ir. Hoje, certamente eu iria.

Após cerca de um ano, chegou o quadro, com a pintura que eu mesmo havia desenhado. A espera não me incomodou nem um pouco, mas a expectativa era grande. 

Dizem que a primeira impressão é a que fica...bom, as minhas impressões, além da excelente inicial,  vão se formando ao longo dos anos, pois cada vez que rodo gosto mais da bicicleta.

Rodar numa bike especificamente construída para você é uma experiência única e certamente quem experimenta dificilmente vai querer outra coisa na vida ciclística. Isso não significa que deixei de rodar nas minhas bicis convencionais, claro.

Basta dizer que eu sempre andei com bicicletas cujas dimensões eram totalmente inadequadas para o meu biotipo. A minha última bici speed fora a minha C12  tamanho 56cm. Para se ter uma idéia, o quadro sob medida tem um tamanho de 49,5cm. A diferença no posicionamento e, consequentemente, na performance, simplesmente não tenho como descrever em palavras...

Na primeira montagem que fiz deste quadro, simplesmente repassei os componentes que habitavam a C12: trocadores (de quadro), e câmbios Shimano 105, relação Shimano; rodas montadas, inicialmente para fazer um "upgraide" na C12. Por sorte / azar, havia comprado uns pneus 700 X 19, o que proporcionou à primeira pedalada a sensação de estar pilotando uma uma lâmina afiadíssima sobre o gelo. Outra coisa interessante é o fato de a bike parecer "sumir", melhor: mesclar-se a mim. Não é pelo tamanho menor que o habitual, somente. Ocorre que há uma perfeita integração homem + máquina e nessas, parece que você não está pedalando "nada"... tipo um EVA!


As imagens que aqui se apresentam, já não são as da última configuração. Devo informar que já houve várias alterações ao longo do tempo.

 













A configuração atual desta bike é a seguinte:
- Quadro de aço-cromo Reynolds 531, soldas a filete.
- Garfo de cabono/alumínio, marca desconhecida
- Avanço de guidão Aerotech 90mm, 6º "flip-flop"
- Guidão Syntace Racelite 6061 26mm X 40cm(c-c)
- Caixa de direção Stronglight O´light 1" sem rosca
- Trocadores Campagnolo Ergo Xenon 9V
- Cabeamento câmbio / freios, original Campagnolo
- Canote FSA alumínio
- Selim Selle Italia SLK
- Pedevela Campagnolo Record 170mm 53/39 10V
- Movimento Central Campagnolo Chorus, 68X102mm BSA
- Pedais Shimano M520 SPD
- Câmbio dianteiro Campagnolo Xenon 9V
- Câmbio traseiro Campagnolo Veloce 9V short cage, polido
- Freios Shimano RX 100
- Cubos Formula, 32 furos, roletados. Traseiro para cassete Shimano
- Cassete Shimano Tiagra 9V 13-26
- Aros IRD Cadence 32 furos. Traseiro assimétrico
- Raição dianteira radial, raios DT champion 2.0 / 1.8. Raiação traseira, radial e 3x no lado da tração, raios comuns de aço 2.0
- Pneus, dianteiro Tufo CS33, "tubular-clincher"; traseiro clincher, Vitoria Roma 700X22C
- Suporte de caramanhola Cateye
- Bolsa de selim Curtlo
- Velocímetro Cateye Mity 8, com fio

Como se pode perceber, isso aí tá que parece uma salada russa de componentes. Eu bem que gostaria de poder uniformizar algumas coisas, mas isso tem se mostrado impossível - falta tempo($$$), então opero no limite da funcionalidade, sempre procurando manter componenetes duráveis.

Não obstante a mistura de linhas e marcas (o famoso "mix-and-match"), a transmissão funciona perfeitamente. Como já lí por aí, "o melhor de dois mundos" hehehehe!!!

Parte dianteira

















"Sentantes"


















Montagem de rodagem. Obviamente, está equipada com toda parafernália necessária para sair por aí, não para uma competição. No caso de eu competir (raridade, pois os meus 37 anos já tão dando nas costas!!!) são removidos bolsa de selim e suporte da bomba no quadro. Também troca-se algum pneu...

...o velho e confiável pedevela com eixo de ponta quadrada. Esta tecnologia perdurou por bem uns 80 anos. Não deve ser tão ruim assim, e é muito mais bonito do que os atuais integrados.

Este pneu é bem "raro" por estas bandas - ao menos, nunca vi ou ouvi falar de alguém mais que também usasse. O seu sistema mescla, ou tenta mesclar, a qualidade de rodagem dos pneus tubulares com a praticidade dos pneus clincher.
Na verdade, trata-se de um tubular que pode ser utilizado num aro clincher convencional.
As vantagens alegadas pelo fabricante são:
- Leveza (em relação à montagem tradicional fita de aro + câmara + pneu). Elimina-se a fita de aro, a câmara é interna, como num tubular, porém há uma faixa de interface com o aro, que com certeza é mais pesada que uma fita de aro. Não há arame, e o sistema é fechado. Devo afirmar que me sentiria mais seguro aplicando um selante neste pneu, mas como venho utilizando somente na dianteira, me preocupo menos com a possibilidade de furos.
Isso por que em caso de furo, é lixo - não há como reparar este pneu, nem mesmo abrir e recosturar, como ocorre com um bom tubular.

Esta imagem ilustra um dos motivos da minha escolha pelo aço como material... vai fazer uma ponte de freio igual a esta em carbono... Acho que não rola.

Esta planilha colada no avanço é só ilustrativa, pois o meu monitor cardícao precisa de pilhas novas. Aliás, treinar com monitor é a melhor coisa do mundo!!! Demorou muito p/ inventarem estas coisas. Eu falo em treino, mas de verdade não faço isso. Gostaria e pretendo, mas hoje em dia não há como. As tarefas do dia-a-dia não deixam espaço para treinos.

Detalhe do cubo traseiro. A marca é Formula. Um genérico bem competente, que utiliza rolamentos (4) selados. Não há nenhum sinal desgaste, beirando os 10.000km de uso.

14 de jul de 2010

O Frio!!!

Sempre que esfria (cabe uma breve explicação sobre o frio sulino, caso haja algum leitor nortista: frio, por aqui é temperatura abaixo dos 10ºC, com sensação térmica de uns 3ºC; sendo que já rodei com temperaturas de 3ºC, o que equivale à sensdação térmica abaixo de 0ºC), o pessoal no trabalho me pergunta como é encarar o frio pedalando. Eu respondo que é fácil, só manter o corpo aquecido...

Esta afirmativa é verdaderia, mas não totalmente. Ocorre que, com o tempo, as partes descobertas do nosso corpo acabam se acostumando às variações de temperatura. Ou seja, mão, pés e rosto acabam ficando "curtidos" pelo frio, principalmente - calor não conta.

Também é verdade que, sentindo um frio suportável nesta partes descobertas durante a pedalada, assim que adentro um abiente menos frio e tendo parado de pedalar, imediatamente ocorre uma equalização da temperatura através da circulação sanguinea. Deste modo, estando a parte "funcional" (leia-se o tronco, por abrigar os pulmões, coração e etc, o que nos mantém "funcionando"... conceitos meus) do corpo bem aquecida, logo as extremidades se aquecem e não sinto mais frio nenhum.

8 de jul de 2010

Lance Armstrong e o capacete de U$15.000,00

Quando a repercussão de um acessório para o esporte perpassa os sítos de "gadgets" é por que ele deve ser muito incrível.

OK, o patrocínio paga tudo mas, sinceramente, será que vale tudo isso?? Compreendo que o desenvolvimento de novos produtos tem um custo elevado, etc, etc, porém as vantagens propaladas por estes novos produtos - ao menos para o consumidor, são irrelevantes.

Este tal capacete, cuja função primeira é proteger a cabeça do ciclista (na minha concepção, claro!!) tem uma especialidade secundária na aerodinâmica... desenvolvido em túnel de vento e outros recursos, deve prover o atleta de algum superpoder.

abraços