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23 de dez de 2010

As piores notícias são...

...aquelas em que você pensa, mas não quer acreditar que possam acontecer...

E acontecem...

Toda semana eu passava na loja Ciclobike, aqui perto de onde trabalho. Parava lá e levava um papo honesto e amigável com o proprietário, um senhor de quem nunca soube o nome. Ontem passei para a parada habitual, e me deparei com portas cerradas. Sem  aviso de "Mudou-se", apenas um fone para contatos...

Fiquei imaginando o que poderia ter acontecido, e hoje lí, com certa tristeza e, confirmando os piores pensamentos,  esta notícia:


Bom, agora sei quem era o Carlos e sinto mais ainda, por não ter frequentado mais a suas loja, batido mais papos amigáveis, tirado mais fotos das bicicletas incríveis que por lá apareciam vez por outra.

"RIP"

21 de dez de 2010

Ciclocross no ferro velho

Este vídeo me faz lembrar de quando era criança. Não existia, ainda BMX, nem Mtb . O que se fazia era maltratar as pequenas monaretas e berlinetas com rampas de madeira e pequenos trajetos, as "pistas de bici"

Então surgiu o BMX e as bicis de cross, como chamávamos à época. Em pouco tempo a moda chegou e disseminou-se por todo país, interior inclusive. Um vizinho meu foi, provavelmente, o primeiro garoto da minha cidade a possuir a recém lançada "CaloiCross"  -  aquela do placão de plástico oval na frente. Eram bicicletas caras...

Então, as "pistas de bici" se transformaram e "pistinhas de cross", um local onde valia tudo, não havia regras e o que importava era ser o mais rápido, saltar mais longe, derrapar melhor - fosse qual fosse a sua bicicleta (pobre Caloi Ceci da minha irmã)!!! 

O mais legal era encontrar um terreno baldio, em obras ou em demolição. Uma limpadinha aqui, outra ali e estava pronta uma pista de bicicross. Diversão garantida e barata!! bons tempos aqueles...

20 de dez de 2010

Mais uma idéia roubada!!!

Poxa!!! Isto está ficando cansativo!! cada vez que consigo bolar uma solução para os problemas que tenho com a bicicleta, vem alguém e se adianta!!!


A diferença é que eu farei a minha com escovas de dente usadas... demorei demais para conseguir três delas e taí, perco dinheiro!!!

19 de dez de 2010

Philips revisitada

E assim ficou a minha "velhinha", hehehehe!! Para desgosto dos mais ortodoxos, cheguei a conclusão que eu não sou do ramo da restauração, e também não concordo muito com este tipo de atitude, em vários pontos de vista. Seja pra bicicletas, seja para carros, seja pra edifícios...

Justamente o que faz com que eu ache as bicicletas veículos incríveis e extremamente modernos, em todos os sentidos da palavra, é o fato de que posso pegar este quadro com mais de 6 décadas de vida e instalar nele componentes dos mais modernos que existem no mercado e esta será ainda uma excelente bicicleta. Tente fazer isto com um automóvel, ou uma motocicleta...

Claro, se a peça estiver estritamente original, em bom estado e funcionando perfeitamente, deixa estar. Mas não era o meu caso. Então, para adaptar a bici para o seu uso diário, pela minha esposa, instalei para lamas (cromado, para ficar no estilo), o banco reformado original, e fiz pequenas mudanças como montar uma roda dianteira substituta.

Fiz isto pois a roda original, mesmo muito bem conservada, utilizava-se de freios por varão, e o aro possui um amassado que impede o adequado funcionamento deste sistema. Então montei uma roda com aro de paredes altas,  apropriado para  utilizar com freio do tipo ferradura, A ferradura eu já possuia em casa, de uma outra bici.

A "obra!" está incompleta, ainda, pois não consegui instalar um manete decente para este freio dianteiro.

Também susbstituí (e guardei) os pedais originais. Descobri que os eixos dos pedais, em maior medida, e também os braços do pedivela, um pouco menos, estavam tortos. Daí que a soma das "tortices" deixava o pedalar muito desconfortável. Como não tenho grana (nem tempo) para garimpar os eixos originais, adotei a solução mais barata, que foi instalar uns pedais tipo plataforma, de plástico e baratos. Não ficou perfeito, mas o suficiente para amenizar o problema. Seguem outras fotos.


Vista lateral. Hmmm, estes para lamas...

A outra lateral


Este pedevela foi recromado, devido ao descascamento do cromo original. E os pedais novos


Os pneus ainda nem perderam as rebarbas. A roda traseira possui 40 raios e cubo contra pedal Perry

Vista "Bird eye´s"














Aquelas fitas pretas no garfo já foram removidas
Aí o banco recém reformado. A pintura está bem "judiada" no tubo horizontal, mas é a original, então preferi não refazer

15 de dez de 2010

Da função social do ciclista

Qual o papel do ciclista na sociedade? A que se presta a sua presença? Por que nós existimos??? Qual a teia de relações sociais que se estabelesce entre o ciclista e os outros atores sociais??

Bom, NÃO tenho intenção de responder à a nenhuma destas questões, me desculpem, hehehehe!!!

O que acontece é que o ciclista, pelo seu modo deslocamento, pode, sim, exercer pequenas funções que fazem muita diferença nas cidades e na sociedade. Não vou falar da importância nas questões de trânsito e transporte, etc. Ecologia? sustentabilidade?...Passo longe!!!

Vou citar só alguns pequenos eventos dos últimos tempos:

- Denúncia ao disque pixação - durante treino noturno, percebi a ação dos FDP´s. Não tenha dúvidas de ligar num caso destes. De carro, ninguém perceberia. A pé, corre-se o risco de retaliação.

- Remoção de entulhos da via. Já é praxe, remover pedras, tocos e paus - às vezes com pregos, caliça de obra que cai de caminhões. Tudo isso pode causar graves acidentes de trânsito, envolvendo veículo automotores, pedestres e ciclistas também. O motorista resigna-se a desviar, quando muito. Ao pedestre, o que importa o que está em meio à rua??? Já ao ciclista, incomoda a pedra e o pau, o prego fura seu pneu, o carro desvia da pedra, mas não do ciclista...ao motorista, é trabalhoso parar o carro para remover  coisas da pista. Já que raramente encontro um gari a quem recorrer, faço eu mesmo. Ninguém vai ver, ninguém vai dar bola, mas tornei o meu dia e o meu caminho mais seguro e o dos outros também.

 - Notificação de avarias na infra estrutura urbana. A última vez foram cabos elétricos estendidos sobre a via e o passeio. Já relatei galerias subterrâneas que haviam cedido, poste caído, boca de lobo aberta, tampa de rede de esgoto faltando...por aí vai.


E algumas ações as quais nunca presenciei, mas que estão no rol de atenção:

- Notificação de acidentes - nem preciso comentar...

- Notificação de crime em andamento - Idem. Faz parte da cidadania tomar partido dos acontecimentos. Estar alheio é o mesmo que não estar vivo. 

Lógico, deve-se tomar as devidas precauções.  Ser discreto é aprimeira delas.

O melhor é que não custa nada e só precisa-se lembrar de alguns poucos telefones de, no máximo, 3 dígitos:

190 - PM


192 - SAMU


118 - EPTC (em Porto Alegre)


156 - Prefeitura (em Porto Alegre)


193 - Bombeiros

10 de dez de 2010

Instalar Para Lamas - o modo customizado

Não dá para sobreviver na cidade sem para lamas... qualquer água que se encontra no caminho representa um desvio, uma redução de velocidade, senão sujeira e até insegurança.( só para citar , os buracos ocultos, hehehe). Nem vou comentar óleos, tinta e bosta de cavalo (Porto Alegre é a capital brasileira da carroças, tendo o maior índice deste tipo de veículo de tração animal a circular nas vias urbanas).

Contabilizo, também, o ganho em durabilidade dos componentes, pelo menor "arremesso" de sujeiras sobre a relação, freios, etc.

Obs.: considero aqui que as partículas de sujeira se dividem em dois critérios que tem a ver com a tendência de serem arremessadas pelos pneus ou ficarem aderidas a estes: a) peso  -  partículas leves e pesadas; e b) viscosidade,  viscosas ou grudentas e as "inertes" - sendo que o fator ÁGUA é determinante em ambos os casos.

Sendo assim, considerei que vinha perdendo um bom número de deslocamentos de pedal por causa de chuvas ocorridas, ou previstas... as quais deixariam as ruas apenas molhadas, o quem para mim significava deixar de rodar,  por todos os motivos citados - daí a decisão pelos para lamas.

Tristemente, a nossa indústria ciclísitica nacional beira o hilariante, tanto em termos dos modelos (de bicicletas para cidade) oferecidos pelas montadoras como os componentes e acessórios que se consegue encontrar à venda.

Por isso, o que se faz é torcer para encontrar algum modelo importado em promoção, de barbada (outra impossibilidade,  já que as lojas nacionais nunca fazem promoção!!!).

O outro caso, o meu, resume-se a comprar o que encontro e instalar tudo com um alto grau de customização, com ferramental próprio, parafusos próprios e adaptações específicas às minhas bicicletas.

Agora descrevo, na falta de fotografias, os procedimentos para se conseguir instalar decentemente um jogo de para lamas na minha bicicleta da cidade.



Passo 1 - Aquisição de materiais:

Só encontrei o modelo de para lama próximo do que gostaria numa bicicletaria bem simples no litoral do RS,  e lá também comprei os suportes ou varetas - pois, acreditem, não se encontra isso facilmente nas lojas da capital gaúcha. São para lamas de plástico, bem simples, pretos, sem desenhos ou textura e com uma largura razoável, nem estreitos  nem largos demais e com a curvatura adequada às rodas 26'. A partir daí, comprei numa loja especializada, todos os parafusos e porcas e outros pequenos acessórios que precisaria utilizar, pois estes não estavam inclusos no jogo de para lamas. Alguma coisa eu já possuía em casa mesmo, com decreverei a seguir. Não gastei mais que R$ 30,00 nestas compras.


Passo 2 - Preparação :

Isto é meio estranho, mas a primeira coisa que fiz foi adicionar aos para lamas, para barros!!!!! Bom, explicando, os para barros são aquela peça, como esta aqui, que fica nas extremidades dos para lamas e tem uma importância vital na eficiência do conjunto. São eles que amortecem e evitam que as partículas mais pesadas sejam direcionadas ao quadro ou até para cima (por conta da energia cinética adquirida pelo movimento rotacional das rodas...), em direção ao ciclista - imagine-se uma pequena pedra!!! Ou lama nos olhos, ou óleo nos olhos!!! Então, utilizando-se de uma peça de EVA que restara de um trabalho escolar de uma das minhas filhas, desenhei e recortei os meus para barros. É importante que o para barro seja mais largo do que o para lama, feito de material bem flexível e tenha uma certa espessura., o que melhora sua fixação. Já tive más experiências com radiografias usadas (flexível demais, leve demais, frágil demais), pedaços de garrafa pet (muito fino e duro). Materiais alternativos que podem servir: jeans ou lona de caminhão, câmara de pneu de caminhão ou carro.

Feitas as peças, fiz três furos para fixação (fig.3 e 6), a qual  fiz com rebites de alumínio.

Etapa seguinte, consegui fazer uma pré instalação para verificar um bom posicionamento dos componentes, evitando que raspassem nos pneus. Também aferi as distâncias das varetas e os comprimentos dos parafusos, onde teria que colocar espaçadores e com que tamanho, bem como a necessidade de outros acessórios a serem fixados nos para lamas, com os "L´s" que aparecem aqui nas figs. 1, 4 e 5.

Marquei todas as posições de furos a serem feitos para a fixação destas peças, furos feitos, peças fixadas. Nova montagem preliminar, desta vez para conferir a dimensão adequada às varetas. Para conseguir isto,  fiz com os pessoal costuma fazer por aí, ou seja, entortei as mesma até obter uma posição compatível. Eu poderia ter cortado as varetas, mas isso exigiria refazer completamente os "ilhóses" onde passam os parafusos, e eu não tinha certeza de me garantir nessa operação.

As dobras que deram mais trabalho foram as do conjunto dianteiro, (fig. 7) ô desgraceira!!! tive que fazer várias dobras para vencer o furo passante, a espessura do garfo e mais a posição da blocagem!!! ainda por cima, tive que reduzir o diâmetro da dobra de passagem dos parafusos, pois do modo como se paresentava, iria interferir na colocação da roda...puffff!!!  Nestas horas eu gostaria de ter gasto meu dinheiro num conjunto destes aqui!!!

passo 3 - instalação
Então consegui proceder a instalação. Dizer que se instala uma vez só é o mesmo que admitir que vai fazer errado. Quando a coisa é customizada, há um processo de coloca e tira, coloca e tira que por vezes parece infindável!!! Então, tudo com os parafusos principais (os que prendem as peças ao quadro e garfo - figs. 1, 4 e 5) fixados, mas sem o aperto final, consegui prender as varetas nos seus lugares no corpo dos para lamas. Nesta etapa, ao invés de rebites, usei parafusos com porcas auto travantes, pois alí haverá muita vibração, então quis me garantir que não teria que fazer uma revisão após uma semana de uso. Também coloquei arruelas entre a cabeça do parafuso e o plástico, para evitar o cisalhamento deste último por ação do metal + pressão do aperto (fig 6 e 8).

Passo 4 - regulagem final

Finalmente, tudo montado e apertos finais, chegou a hora de ver o que está ruim... Nesta etapa, o que fiz foi torcer as varetas um pouco para cá, um pouco para lá, com as mãos mesmo a fim de dar um ajuste mais fino.

No fim, está tudo OK, funcionando muito bem; não tive problemas a achei que a bici ainda ficou muito mais "charmosa"!

Fig. 1 Notar espaçador feito com rolha de vinho entre o "L" e o parafuso.
Evita vibrações e é de graça!!

Fig. 2 ajuste da curvatura, ficou bom...
Este bagagerio rende um outro post.


Fig. 3 Para barro dianteiro fixado com rebites



Fig. 4 O furo já existia, apenas dei-lhe uma melhor serventia!



Fig. 5 Só usei parafusos alem, 4mm. Junto ao quadro, sempre com arruelas.
Não pode haver interferência com os outros componente - neste caso os freios.



Fig. 6


Fig. 7 A vareta dianteira ficou que é um "esse", mas funciona direitinho



Fig. 8 Fixação com parafuso e porca auto travante.
Medir os espaços para os componentes é vital no sucesso da instalação

9 de dez de 2010

Bicicleta de carbono


A união de um material altamente "high-tech" (a fibra de carbono, não o tecido...), aplicado de maneira descompromissada, porém fisicamente correta, utilizando-se peças de uma bicicleta bastante simples, no que seria, para mim, a antítese do modelo "hype" da bicicleta de carbono que se vê no mercado atualmente.

Para se pensar...

5 de dez de 2010

Reformando o selim da Philips - parte II

No final, não me lembrei de bater fotos de todo processo de montagem...aqui está o resultado final dos consertos feitos neste selim extraordinariamente confortável.

Para desgosto do pessoal mais "conservador", não procurei nenhum restaurador de couros, nenhum especialista em selins antigos - fui até o sapateiro mais próximo que aceitou o serviço: basicamente limpar, hidratar, trocar os rebites e colar um reforço de couro bem grosso no bico do selim.

Depois de aproximadamente alguns meses, o serviço ficou pronto. Mais algumas semanas (ou seriam meses...???) e consegui uma brecha de tempo para fazer a montagem. Achei que pelo tempo decorrido, haveria dificuldade em lembrar-me da ordem da remontagem, mas na verdade, como tudo que me atrai na simplicidade das bicicletas, foi extremamente fácil e não precisei de nenhuma ferramenta especial.

As cores das fotos ficaram "puxadas" para os tons do vermelho, como sempre ocorre quando se junta um mau fotógrafo e uma câmara digital com flash.

No início, eu havia pensado em refazer toda pintura das peças de ferro, molas etc, mas cheguei a conclusão que esta não se encontrava tão ruim. De qualquer modo, lavei bem as peças antes de remontar e coloquei graxa na medida em todos os parafusos.

Vale dizer que o sapateiro não fez a hidratação, então tive que providenciar eu mesmo, utilizando um creme hidratante para as mãos (Creme Nívea, se querem saber...), aplicado na superfície lisa e na inferior também.

Vista frente, alí tem um parafuso de regulagem da tensão do couro


Olha o detalhe da "bancada de trabalho": old & new...






Esta molas deixam isso aí parecendo um colchão de ar, quando se senta!!!



Aí está o parafuso de regulagem e por baixo, o reforço em couro



vista inferior, detalhe da armação de ferro que sustenta o couro

4 de dez de 2010

Construir sua própria bicicleta

Eu achava que fuçava em bike. Hehehehehehehehe!!!!

Eu já tinha visto outros projetos (1    ,   2) deste cara, mas este aqui é simplesmente incrível!! ele está construindo uma bici ao estilo da que o G. Obree usou para bater o recorde da hora, em 1993. Detalhe é que o cara só usa recuros que tem à mão (claro, isso lá na Suécia, não é?). A Bici foi toda feita com um miolo de madeira balsa e recoberta com fibra de carbono. Não sei da resistência, mas o projeto é sensacional!!!

Não se desanimem com a língua, use o google translator!! Vale a pena ir até o final das 22 páginas do tópico!!!

3 de dez de 2010

10 Mandamentos da prova de ciclismo tupiniquin

1 - Nunca usarás a palavra Criterium


2 - Sempre correrás em circuitos


3 - O circuito sempre será em uma avenida afastada


4 - Nunca haverá subidas


5 - Nunca haverá público


6 - Chegarás ao local pedalando



Pô!!! Só consegui 6!!!!

2 de dez de 2010

"Pittsburgh dirty dozen"

Mais uma provinha clássica, desta vez em Pittsburg, Pennsylvania (uma cidadezinha qualquer dos EUA...). São 50 milhas dentro da cidade, contando com 13 das piores subidas da mesma, sendo que a pior delas tem inclinação de 37%!!!

Curtam mais algumas fotos aqui...

Infelizmente, este tipo de prova não vingaria por aqui...dá muito trabalho treinar subida!!!!! :-P

25 de nov de 2010

Reformando o selim da Philips - parte I

Quando recebi a minha Philips em doação, a mesma veio "pelada" ou seja, tinha o mínimo para rodar - quadro, rodas completas, direção, freio dianteiro a  travão, selim e canote. Nada mais do que parecia ser o equipamento completo da bike originalmente estava alí (para lamas, cobre corrente, bomba, outros...).

O Selim é uma história a parte, como se verá pelas fotos seguintes. Quando peguei a bici, o selim estava coberto por uma capa de selim, cuja parte em plástico / borracha escontrava-se totalmente derretida pela idade - nela estava escrito "Santos (ou seria Corintians?!?!?), campeão Brasileiro de 1956". Enfim, o troço havia protegido o couro do selim da ação do tempo, mas havia sujado o mesmo com uma casca de plástico derretida, a qual só saía com o uso de algum objeto contundente. Havia outras avarias, com rebites soltos e parte do couro puído na ponta. Então eu tinha que mandar para o conserto...o primeiro passo para isto foi o desmonte, o qual se processou  conforme a sequência abaixo.

Aspecto após uma limpeza geral


Removidos os parafusos principais, vista inferior
















Tudo separado, os metais foram guardados e o couro foi descansar...

















Detalhe da traseira

24 de nov de 2010

Velódromo - London Olympics 2012

Lá em Londres concluíram mais esta maravilha para as competições de pista em 2012.

E por aqui?!?!?! Seguem os esforços milionários para levantar mais um mega estádio de futebol (Preço: R$ 280 milhões...) e reformar um outro (Preço: R$ 150 milhões). Será que não sobram uns U$ 10 milhõezinhos para construir um velódromo?!?!?!?

Falta um pouco mais de articulção das entidades esportivas para aproveitar melhor o real potencial destas obras megalomaníacas.

22 de nov de 2010

Review: pedal plataforma Welgo V8


Ulitimamente só tenho adquirido peças nas lojas estrangeiras. Isso por conta da altíssima variedade que se encontra em determinadas lojas - e que não existe aqui em lugar algum; e também por que o hábito do comerciante no exterior é o de fazer muitas liquidações ao longo do ano, mantendo assim uma atenção constante do consumidor - esta prática também inexiste aqui nas lojas nacionais...

A pior parte deste tipo de compra é o custo do frete, apesar  de o frete nacional não ficar muito atrás nestes termos. Então, para otimizar o frete internacional, é necessário ter algum conhecimentos sobre os limites admissíves para peso e volume das embalagens, etc. etc.
Para otimizar a compra, o ideal é se comprar uma série de artigos muito pequenos, ou um artigo médio/maior e vários pequenos. Bom é que nestas lojas sempre há uma infinidade de artigos pequenos em promoção, a preços realmente atraentes, mesmo sendo pago um frete alto (por vezes o frete supera o valor de algumas peças...).

Aproveitando o que descreví acima, na minha última compra, incluí um pedal do tipo plataforma que estava a preço "de banana" e que me serviria na bike do dia a dia.

Este pedal me tem oferecido uma pedalada muito mais segura, por conta da dimensão e também por conta dos pinos ou garras, como queiram chamar. Também pesou muito o fato de ser de marca razoavelmente conceituada e ser confeccionada inteiramente em alumínio - metal é sempre melhor do que plástico!!!


Seguem as imagens:

Recém saídos da embalagem, ao centro









 



Já instalados (com muuuuita graxa!!!)
Olha só o naipe do pedal substituído...e durou 10 anos!!!

19 de nov de 2010

Quem precisa de blocagens??? (ou Review de blocagens Control Tech)

Diz a lenda que o Tullio Campagnolo criou o esquema da blocagem quando, durante sua carreira como ciclista, teve que remover uma roda durante uma nevasca nos alpes italianos (existe isso??!?!?!). A blocagem rápida (acho este nome mais preciso...) de fato revolucionou o ramo e facilitou a vida de todos os ciclistas e fato é que aí iniciou-se a sua bem sucedida carreira no ramo da indústria ciclística...

A mim, particularmente, sempre incomodou a aparência das blocagens. A sua funcionalidade é perfeita e irretocável, porém, na forma me deixavam  a desejar.

Sempre fui atraído pelo visual das bikes de pista, as quais, para mim, encarnam o verdadeiro espírito da bicicleta: limpo, sem excessos, funcional ao extremo, como esta Corratec  aqui.

Somo a isto o fato de que, no dia a dia, as blocagens nas minhas bikes pouco ou nada são usadas - não sou atleta profissional, não tenho equipe com rodas extra a minha espera na beira da estrada; também não preciso enfiar a bike dentro do carro o tempo todo. Só removo as rodas quando faço alguma manutenção, como consertar os pneus e olhe lá!!! E geralmente faço a manutenção em casa, com todas as ferramentas ao alcance da mão.

Então, sempre que penso em atualizações ou upgreides para a bici, coloco os seguintes critérios que visam estabelecer a melhor seleção de componenetes:

1 - Deixar a bicicleta melhor , mecanicamente;

2 - Deixá-la melhor visualmente;

3 - Deixá-la mais leve.

Imbuído com estes pensamentos, adquiri na minha última compra, um par destas blocagens da marca Control Tech.

Fato é que este produto me atendia todos os três critérios de compra.

Segue a série de imagens comparativas do "antes e depois".

Blocagem dianteira original, vista frontal


Dianteira original, lateral

Dianteria original, lateral II - esse esquema junto ao garfo... não cola!!!















Blocagem control Tech, dianteira - muito melhor, não??














Só pela redução de volume no componente, já valeu -
aerodinâmica, "hellow?!??!?"










Blocagem original traseira, lateral










Blocagem Control Tech, traseira
























 Estas blocagens não possuem a tradicional alavanca, elas devem ser operadas com uma chave alem de 5mm. Bom, visto que sempre tenho uma destas comigo por conta das outras possíveis regulagens necessárias no caminho,  a solução adotada me caiu como uma luva e estou perfeitamente satisfeito com o produto e seu desempenho, até o momento...

17 de nov de 2010

Dica da semana

Em se tratando da mecânica e montagem de bicicletas, há muitas certezas. Entre estas:

- Se há um buraco (no uadro ou em qualquer componente), certamente há um parafuso correspondente a este;


- Se aparentemente não houver parafuso correspondente, você pode fazer com que exista um que atenda esta condição.

12 de nov de 2010

Sou da família, sim!!!!

Estou dando uma força para minha cunhada e seu esposo. Eles vão sair em cicloviagem pela américa Latina. Segue aqui o endereço do blog com os relatos da empreitada!

 http://americadosulnopedaldiariodebordo.blogspot.com/

Boa sorte e boa viagem, Moa e Cris!!!

5 de nov de 2010

O que é uma boa bicicleta?!?!?

1 - Perspectiva do consumidor:

Bicicleta boa é a que cabe no bolso!



2 - Perspectiva do comerciante:

Aquela que consigo vender por uma margem de lucro 3 ou 4 vezes superior à projetada!

Obs.: entenda-se que a margem de lucro é apenas um dos muitos componentes do preço de venda de um produto


3 - Perspectiva do Fabricante:

É a que melhor satisfaz a relação entre os meios produtivos e os insumos X preço de venda.

Obs.: Meios produtivos = equipamentos, , fábrica, et; insumos = produtos necessário à fabricação do produto, como energia, mão de obra (custo inclusive) e peças.

4 de nov de 2010

"Very old school!!!"



Esta é minha bicicleta de "coleção". Trata-se de uma Philips ano 1949 (data que consta no cubo Perry traseiro, contra pedal). Esta bicicleta está em fase de reforma e postarei outras fotos assim que as obtiver.

A história -  Esta bicicleta veio parar nas minhas mãos por ocasião do falecimento de minha avó paterna anos atrás. Nas conversas de velório, meu tio reencontrou um antigo amigo, a que começaram a recordar fatos de outrora e logo falaram da bicicleta. O Meu tio havia trocado  a mesma por uma espingarda com aquele amigo, e com o mesmo permaneceu desde então. Mencionei o meu interesse na bicicleta e logo a doação estava resolvida. com a condição dela permanecer na família. Pouco tempo depois, a bici estava comigo e a arrumei o suficiente para rodar.

Agora será a bicileta da minha esposa, devidamente adequada ao uso urbano. Mais imagens:












1 de nov de 2010

Capacete aposentado

Rudy Project, anos '90

Este aí é, ou era o "antigão". Este capacete foi substituído por este aqui. Por baixo, este capacete durou uns 15 anos. Foi adquirido no Paraguai, quando nem existiam capacetes  decentes à venda no mercado nacional. Já estava mais que na hora da  sua aposentadoria.  Minha esposa me proibiu terminantemente não tive coragem de doá-lo, por isso foi para o lixo reciclável. Certamente algum catador ciclista deve te-lo encontrado.

Tá gastinho, hein?!?!?! Notar o reflexivo atrás

Trata-se de um modelo da Rudy Project, que à época era  uma das marcas mais conceituadas e com poucos concorrentes à altura - era, portanto, um produto "top"!!

Adaptações para sobrevivência...após a degradação total das espumas de apoio, substituí com eficàcia por placas de EVA com 1mm de espessura, sobrepostas e coladas com cola a quente
A verdade é que este aí deu muito mais do que tinha para dar. Já era um produto ultrapassado, tanto em conceito, design, materiais e tecnologia - significa que já estava pesando na cabeça, não tinha mais firmeza e estava com o casco todo lascado e quebrado, apesar de manter-se íntegro. Não tenho remorso de me desfazer dele.

30 de out de 2010

Engenheiros suiços são melhores que os nossos

...Ao menos quando se trata de criar bicicletas melhores. Vejam só que coisa genial isto aqui.
Está tudo em alemão, mas pelas figuras dá para entender perfeitamente a simplicidade genial do projeto: 1) isolando a transmissão de qualquer  influência da sujeira externa; 2) Transmissão direta, ou seja, uma engrenagem à frente e outra atrás, ligadas pela corrente em linha absolutamente reta; 3) Acrescente um cubo de marchas palnetárias de última geração, no caso um Rohloff

Tudo isso somado a um quadro bem robusto e o que se tem é uma bike "manutenção zero", o sonho de muita gente.

Quanto será que custa???

29 de out de 2010

Review - capacete MET Forte

Bonito, não?!? E nem sou tricolor! Mas minha bike tem estas cores tbém. Tinha que combinar!
Devo ter comentado em algum outro lugar sobre o notável avanço dos acessórios para o ciclismo. Este caso não é excessão.

Comprei este capacete só na confiança, pois não havia experimentado nenhum desta marca até o momento. Avaliei muito o preço (esperei que baixasse em um nível menor do que outros produtos da mesma faixa de preço) e também o design - um dos fatores mais importante para mim, após a funcionalidade, claro.

...não, não é carbono, é só uma imitação!!
Fato é que o produto chegou e já de cara tive ótima impressão com o acabamento e a leveza que senti nas mãos, sem se traduzir em fragilidade.

O encaixe na cabeça é extremamente acurado, sendo regulado tanto pelas tiras quanto pelos dispositivos atrás da cabeça (ver próxima figura). Aliás, achei este sistema muito mais bonito e compacto do que aqueles modelos que usam um dial.


Dispositivo de ajuste fino, muito prático
No rodar, além da firmeza - o bixo nem se mexe da cabeça, sem ficar apertado, é notável  a leveza. No meu modelo anterior, parecia que tinha uma pedra solta amarrada na cabeça!! Apesar de não ter meios mais precisos de avaliar o desempenho aerodinâmico, me parece que este é bastante bom, pois não sinto resistência excessiva do vento e fica tudo muito bem ventilado.

Enfim, estou certo de haver adquirido um produto excelente, mesmo não sendo topo de linha, por um preço igualmente justo.

28 de out de 2010

Pacoteira II - conteúdos

Vejamos então o que chegou:

Capacete MET Forte

E mais:

Dir. p/ esq. - fita de aro Velox, par de pedais Welgo plataforma e blocagem control Tech
Mais adiante postarei sobre cada um deles...

Pacoteira!!

Que será que o carterio trouxe para mim?!?!?!?1
...pistas!!!