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18 de ago de 2017

À prova de chuvas I


Então, este será o primeiro episódio de uma série que visa demonstrar como instalar um conjunto de para lamas, sem ter que vender um rim para adquirir numa bike boutique um daqueles conjuntos de para lamas importados e ferragens correspondentes.

Começo com o elemento principal - os para lamas. Este que estou reformando, são aqueles de aço, bem baratos que se encontra em qualquer bicicletaria da esquina. Eles chegaram a equipar a minha falecida Caloi 12, quando esta foi montada em singlespeed.

Eles estavam encostados em um canto, até que tive tempo para adaptá-los na minha bici do dia a dia. 

Obs.: entendam que trata-se de um post póstumo, já que há mais de ano que não escrevo nada, nula... então trata-se de um "as built" da instalação.

Enfim, primeiro passo foi dar uma mão de tinta. Pensei em primeiro dar um fundo e depois a tinta final. Essa primeira foto daí de baixo, mostra as peças com um fundo cinza placa, de tinta spray.


Bom, tal solução - apesar de ter me parecido a mais correta e indicada,  não funcionou. Depois de seco o tal fundo cinza, apliquei o preto fosco, de spray também. Para minha surpresa, tudo começou a ficar craquelado, com o preto retraindo e deixando o fundo cinza aparecendo por baixo - horrível!!

Desisti da ideia, limpei toda tinta com removedor pastoso e depois lixa, então pintei novamente, desta vez com o preto fosco direto no metal lixado (não tem fotos neste post...). Ficou mais satisfatório. Deixei de lado, secando e fui me preocupar com as outras peças que teria que utilizar nesta montagem.

Dica de estética: na dúvida, se não sabe a cor de um acessório que melhor vai combinar com a sua bici, mete o preto. Não tem erro.


Componente Nº 2, as "varetas" de suporte. As que eu tinha eram esse lixos de varetas vagabundas de alumínio de secção circular, que sempre tem as medidas erradas, são frágeis e não tem como adaptar em qualquer bici - aparecem na parte superior da foto.

No meio da foto, está uma barrinha de ferro de serralheria, de + ou - 6mm X 1,5mm de secção, que comprei numa loja de material para serralheiros ao custo de uns R$ 5,00 o metro (comprei 2,00m). Peso não interessa... me ligo na durabilidade e resistência.

Em baixo na mesma foto, está o suporte que eu mesmo fabriquei, em casa, à mão, utilizando a barrinha citada acima.



Com fiz essa fabricação? Acima está o "gabarito de dobra" que eu preguei na minha bancada tosca de trabalho. Não passa de dois pedaços de madeira, com um vão entre elas, tal que a barrinha possa ser deslizada no mesmo vão, enquanto as dobras são executadas.


Primeiro, fiz algumas marcações (utilizando lápis de cor. aparece mais do que o grafite...) com base nas dimensões da largura dos para lamas e nos comprimentos / afastamentos que eu desejava que estes ficassem do pneu - resultando o comprimento das pernas do suporte, inclusos os espaços para furação de fixação. No meu caso, ajuda ter um garfo e um quadro que já venha com as furações.


O processo de dobra, em si, é muito simples e não requer muita força. É importante atentar para certas coisas, tal com o fato de, por estar usando recurso de pouca precisão, que a dobra nunca ficaria exatamente no ponto da marcação. O ideal é posicionar a marcação um pouco para dentro do gabarito.

Outra coisa interessante é quanto á escolha do material. Eu poderia ter comprado uma barrinha de alumínio, com medidas equivalentes, no mesmo local onde comprei a barrinha de ferro. Porém o ferro é mais maleável, o que me permite corrigir sem medo os eventuais erros de dobra. Com o alumínio, fatalmente errar e tentar corrigir desdobrando e dobrando novamente, resultaria na ruptura da barra e no desperdício do material.

Vai com as mãos mesmo.



Depois de dobradas as barras, o acerto do ângulo de abertura pode ser feito à olho, conforme a necessidade. Nota-se que a dobra  fica numa curvatura razoavelmente aberta. Seria possível fechar essa curva, deixá-la mais estreita, mas no fim isso não iria melhorar em nada o desempenho do conjunto.



Os dois suporte dobrados


Assim como fiz com os para lamas, estes suporte receberiam uma mão de spray preto fosco, mas primeiro foram feitas todas as furações necessária, testes de montagem, exatamente como o pessoal da mecânica faz com um automóvel. Acabamento é no final!

Bom, para se fazer a furação no metal, com segurança, utiliza-se um método bem simples, que consiste em  marcar o ponto a ser perfurado com um ponteador de metal mais duro do que a base. Prego não serve!!! Uso sempre algum parafuso com ponta fina, daqueles que machuca se você apertar nas mãos.

Assim, se posiciona a ponta da broca  no ponteado e esta vai perfura alí sem escorregar lateralmente, o que seria o esperado nesta situação. Outra dica importante, utilizar uma furadeira / parafusadeira com controle de velocidade. Perfurar metal é mais questão de habilidade, torque e posição da broca do que da velocidade da rotação (RPM).


Tá vendo alí o pontinho??
Como trabalho sem auxiliar, não consegui bater fotos enquanto furava.

Fazendo testes de montagem
Ainda não tinham sido resolvida algumas paradas, como, por exemplo, a interface do para lama ao suporte: rebite ou parafuso?? Vai para barro ou não??

Acompanha no próximo post.

6 de dez de 2016

Mais sobre freios à disco

Ainda está quente a discussão sobre a migração das equipes profissionais para os freios à disco em bicis de estrada. 

Melhor... entre os donos das equipes, não deve haver mais discussão nenhuma, pois as equipes sobrevivem dos patrocínios  e, atualmente, eu diria que 100% dos patrocinadores de marcas de componentes que possuem versões disco para freios em estradeiras, QUEREM que as equipes profissionais adotem os disco. Sem contar o loby fortíssimo nessa bicis do tipo Gravel bike...

Já, entre os atletas profissionais, que são, em tese, as pessoas que levam nas costas pernas estas mesmas equipes, o assunto não é tão bem resolvido assim.

Vide esta pesquisa realizada entre estes profissioanais sobre a adoção dos novos equipamentos:

Artigo /pesquisa (em inglês)


Não vou traduzir tudo, apenas os resultados obtidos (entre cerca de 550 profissionais):


- Menos de 16% deles desejam/ aceitam retornar aos testes sob as condições

assumidas pela UCI.

- Quase 44% aceitariam testes, desde que atendidas as condições solicitadas pela CPA (Cyclistes Professionnels Associés) - a CPA quer discos cobertos para prevenir queimaduras em caso de quedas coletivas, e apenas se todos os atletas estiverem utilizando o equipamento;

- 40% do corredores simplesmente NÃO QUEREM os discos.

20 de jul de 2016

Intalação de uma caixa de direção (sem ferramentas especiais)


Nesta última montagem, eu recebi o quadro e o garfo separados, sem caixa de direção ou caixa de movimento central. Me faltava o jogo de direção, mais do que isso, eu deveria instalá-lo para proceder a adequada montagem da bici.

Ocorre que e não possuo nenhuma ferramenta especial para a instalação deste conjunto de peças - é uma ferramenta bastante específica, mais comum em oficinas e não em casa de amador...

Mas  eu já havia visto como realizar este procedimento sem esta ferramenta. Mesmo esta referência que eu tinha utilizava qualquer coisa melhor ou mais sofisticada do que eu tenho em casa nas minhas gavetas.

Na foto 1 estão os meus recursos:

- O jogo de direção 1", de rosca, completo;

- Um eixo traseiro, com duas porcas e duas arruelas grandes;

- Dois tacos de madeira dura;

Sobre estes tacos, podem ser substituídos por umas placas de metal, preferencialmente com mais de 2mm de espessura.



Na foto 2, a montagem:

- Manualmente, posicione os copos do jogo de direção, buscando deixá-los o melhor alinhado possível. cuidado, pois o copo de maior altura deve ficar na parte de baixo!

- Posicione os tacos de madeira - devidamente perfurados de modo a permitir o trespasse do eixo;

- Coloque o eixo e as arruelas, bem como as porcas, sem aperto;

- Vá apertando com a mão, até deixar o eixo o mais centralizado / alinhado possível ao headtube;

- Inicie o aperto das porcas com a chave apropriada, alternando em cima e embaixo;

- Vá apertando, sem medo de fazer força, até que os copos estejam absolutamente encostados nas bordas do headtube;

Durante o procedimento, vá verificando o alinhamento dos copos e do eixo, que deve permanecer, sob risco de uma montagem errada que pode prejudicar a superfície interior do tubo e, consequentemente, a instalação de qualquer outra caixa. Se desalinhar, desaperte um pouco as porcas, reposicione o eixo, de modo a prover aperto mais na região desalinhada. Volte a despertar as porcas e alinhe / centralize novamente o eixo.

Note que você tem que fazer força MESMO!!!




Na foto final, os copos prontos para montagem final.

Não registrei o estado dos tacos, mas garanto que os dois ficaram bem afundados e lascados pela operação. Assim, sugiro escolher placas de metal ou tacos mais grossos de madeira  a quem se atrever a fazer isso em casa.


19 de jul de 2016

Novo "Frame Swap"

Ah, poisé. A crise chega para todos!!


e nestes temposbicudos, é importante conseguir dispor de alguma liquidez para as despesas do dia a dia. Assim, recomendo que a melhor maneira de se alcançar esta liquidez é desfazer-se de um bem que possa ser trocado por algo de menor valor e receber algum $$ na volta.

E foi o que fiz. Recebi uma oferta aceitável pelo quadro/garfo da GT. eu ficaria com um quadro de Celoi Aspen, de aço, anos 90' com garfo de GT - tudo com pintura eletrostática nova (até pude escolher a cor).

O Resultado está no vídeo abaixo e ficou muito bom - não só esteticamente. A GT era uma bici ótima: rígida e reativa, especialmente em arrancadas; claramente era uma bici que está aquém do seu uso máximo no meu pedal diário ao trabalho.

Montada  e testada, a nova bici me surpreendeu muito, pois não é perceptivelmente mais pesada e além de tudo é excelente em curvas, muito superior à GT neste quesito e para o uso que faço na cidade, muito melhor e mais segura.

Então, o vídeo:



Nota:  por causa da mesquinharia do Steve Jobs, que criou um universo paralelo onde o consumidor se vê obrigado (e geralmente aceita e agradece à ele por isto) a pagar por cada bite acumulado  na tal da "nuvem", e por cad serviço acessado 9coisas, ambas com as quais não compactuao...) o meu "telefone esperto" não dá opções de controle da resolução e tamanho de vídeo. Assim, se faço qualquer coisa com mais de um minuto de duração, o aparelho começa a ficar lentíssimo. Por isso o vídeo de 15s...

20 de jun de 2016

sobre o dopping mecânico

(anda difícil manter alguma regularidade nas postagens..)

Não tem prá ninguém!! Quando o negócio é trapacear, vale investir tudo quanto for grana para o desenvolvimento de novas tecnologias, miniaturização de motores e componentes eletrônicos, etc.

Segue um vídeo, infelizmente em francês, (mas assistindo se compreende a maior parte), onde a UCI expõe sua tecnologia de detecção de motores para as provas mais importantes do ciclismo.

Observem bem o trecho aos 3:30, onde mostram a porcaria (do motor) em ação...


15 de dez de 2015

À prova de chuva

Este é o primeiro da série de postagens reversas que pretendo editar. Vai aí o resultado final do processo de instalção de para lamas na minha GT.








14 de dez de 2015

Mais lenha na fogueira.

Do bikeradar, para os leitores construírem as suas próprias opiniões, os prós e contras das bicis de estrada com freio a disco equipando o pelotão pro:

""For disc brakes in the pro peloton
Paul Blackburn says, “If that's the way it's going then yeah. Everyone should move on from this subject it's getting boring.”
Simon Robinson: “Was there all this fuss when gear shifters moved from the down tube to the brake levers, or when people stopped taking the rear wheel out to swap it around to change gear? It's just the evolution of bikes.”
Mark Bonnes: “MTB's adopted disc brakes 20 years ago, even the lightest of XC race bikes have pretty much all been disc only for more than 10 years. Yes, rim brakes are still lighter, but if that's more important than performance, then you need your head examining!”

Paul Sturrock: “It’s a pointless discussion as the manufacturers will decide and leave the riders with no choice but to go along with it. I am sure the likes of Shimano & Sram will come out with road specific disc brakes and not use the mtb discs that they seem to be using at the moment.”
Chris Winder: “Anyone who's ridden a hydraulic disc equipped Mtb would vouch for the increased power, modulation and all-weather consistency. Once discs are standard on road bikes, the rims can be built lighter and that will offset any increased weight in the brakes themselves.”
Pete Jones: “Yes. The addition of disc brakes in the peloton will not only improve their performance on road bikes with smaller rotors but will help to improve the technology with frames too. Holding this back now only slows down progress.”
Henry Batten: “I moved to discs this year... Never looking back! 100% yes, why is it even a question?”


Against disc brakes
Rodney Koh: “Disc braked road bikes are certainly not necessary. But as a clever way to get us all to buy new bikes, allowing them in the pro peloton will surely create a demand for them among riding enthusiasts. I would probably succumb to the draw of disc equipped bikes. It's just that the UCI will need to come up with a set of standards that both the pro peloton and the market can adopt.”
Kris Coetzee: “Honestly, no. But bike part manufacturers need to make money somewhere, so why not make new disc road groupsets, which require new wheels, frames, etc... It's all about the money at the end of the day” 
(destaque meu)
Wayne Phillips: “No… for years progress was to make things as light as possible, disc brakes add weight, but do improve stopping power, ultimately resulting in "locking up" the wheel, rim brakes give more "feel" & control, so less likely to "lock up" the wheel, but it is also possible to "lock up" your wheel with a rim brake, if set up correctly with a good set of brake blocks. the limiting factor being "tyre grip" or traction with the road surface. You either skid or go over your handlebars with either brake system”
Wayne Wolfsbauer: “No, of course, they are not necessary - modern standard rim brakes are more than adequate and I have never seen a rim wear out - ever or actually ever met someone who has. But as people have said it's money and marketing driven even at the expense of practical function just like 11-speed clusters and chains - fragile weak or electric shifters expensive and solving a problem that doesn't exist.”
Darren Chapman: “No not necessary at all. However the manufacturers would like us to buy more bikes so it absolutely will happen.”
Jordan MacSween: “No. Pro's bikes are a shop front, though. Whatever the industry wants to flog and showcase will be garnished (in the highest level spec) on team bikes.”
Bob Corbishley: “I think you're all over thinking this. Reread the question- " are disc brakes necessary". The answer is no, of course not. Any type of brake which brings the bike safely to a stop will do. End of. Whether they are a better overall solution is entirely down to your own priorities.""
fonte:  David Arthur  / bikeradar

18 de set de 2015

Fizeram de novo

O recode de velocidade em veículo propelido por força humana foi novamente batido; desta vez a equipe canadense alcançou os 137,9Km/h

mais aqui

12 de ago de 2015

Bici nova para a Patroa!!

Fazia muito tempo que eu estava devendo uma bici decente para a minha esposa, mas que também pudesse ser utilizada pela minha filha mais velha.

Não foi fácil encontrar um modelo que satisfizesse todas as condições desejadas:

- boa     - fácil, mas o problema era o preço!!!

- bonita - opções houve, mas tinha que agradar o "cliente"

- barata - missão impossível... por pouco, só reformando uma Caloi Ceci ou assemelhada, mas não havia mais tempo para isto.

Contas feitas, modelo escolhido (a cor foi uma contingência do estoque), compra feita pela internet, restou aguardar a chegada da caixa.

Eu mesmo montei e regulei, sem dificuldade nenhuma. Taí!!!

Tem estilo, sim!!




Esse banco...


Detalhe que me "enganou": no site de compras, a bici era anunciada como "Aro 26" - o que era o meu desejo.

Mas, surpresa!!!, veja na foto acima, o tamanho "real" da roda / pneu. Já sei que vou ter uma certa dificuldade para repor os pneus, porém conto com a baixa quilometragem para manter os originais o maior tempo possível.


?Blitz!?

A bici é de uma marca "nacional", mas certamente vem pré montada da China. A qualidade esperada é a que se apresentou. Componentes simples mas robustos e eficazes para a proposta. O quadro é bem acabado, com soldas bem executadas nos tubos de aço.

Mais importante é que todo mundo ficou satisfeito com o produto!!!

É o apocalipse!!!